sábado, 10 de junho de 2017

Nua, por Mai Passos G: Uma reflexão sobre amor próprio e a obsessão da sociedade pelo "Perfeito"


A pergunta que deixo para vocês é a seguinte: até que ponto a gente deixa de se amar por causa outra pessoa? A gente se anula?

Muitas vezes, as pessoas são cruéis, a sociedade em si é má. Elas nos rotulam, nos exigem padrões de corpo, cabelo, unhas...e até de pensamentos! Se não formos de uma determinada maneira simplesmente deixamos de, supostamente, valer algo. Na grande maioria das vezes a exigência vem de quem mais nos deveriam apoiar e amar como somos.

Como a coluna sugere, Nua, vai ser para desnudar a nossa alma, e hoje quero, enfim, poder me desnudar de todas as coisas que falaram sobre mim e me fizeram odiar o forma como sou.



Eu tinha nove anos quando comecei a ter peitos, surgiram dois carocinhos, lembro que minha tia me levou ao médico, pois achou que ainda era precoce o crescimento e cogitou até ser algo mais grave, no fundo não era. Meu corpo começou a se desenvolver muito cedo.

Com 11 anos menstruei e meu corpo começou a apresentar sinais de que estava amadurecendo, o que para mim foram muito difícil, eu só era uma menina de 11 anos que queria brincar de Barbie, e jogar bola na rua, nada dessas coisas de ter que usar sutiã, usar absorvente. Aliás, eu odeio sutiã.


Eu era muito nova para lidar com todas as coisas de “mocinhas” que deveriam vir quando eu entrasse na adolescência, meu corpo cresceu mais rápido do que minha mente. Foi um processo dolorido de mudanças físicas, que me incomodavam. Eu tinha 11 e chorava de cólicas! E não era só isso. Eu sempre fui gorda, acima do peso, supostamente, ideal. Não era como as minhas colegas super magras e isso ajudou muito no meu processo de desvalorização. Com todas essas mudanças presentes, as pessoas não entendiam que eu não queria nada aquilo, e passei por muitas coisas, inclusive o famoso: bullyng. Apelidos por causa dos meus peitos grandes, e por eu ser gorda começaram a surgir, era chamada de: baleia, chupeta de baleira, rolha de poço, bola, freewilly; alguns colegas chegavam a dizer que se me chutassem eu iria sair rolando.


Meu cabelo sempre foi crespo e volumoso, e sempre gostei de usar eles soltos, porém para as pessoas aquilo era errado, e ainda criança implorei para minha mãe que os alisasse. Começava aí a minha maior desgraça: passei a me odiar.

Odiava meu corpo, meu cabelo, meus olhos, a forma das minhas mãos e até os dedos dos meus pés, as roupas largas tomaram conta do guarda roupa, cabelo preso passou a ser meu penteado, a unhas sempre roídas pela ansiedade. Eu passei a odiar ser menina, desejava ter nascido um menino ou nem ter nascido, as palavras; elas machucam.

Passei maus bocados, sofri, chorei, e me anulei. Pensei que nunca ninguém iria me querer, saia pras festas toda arrumada, mas sempre achando que ninguém me notaria. Nunca me vesti ou me maquiei para mim, sempre para os outros. Tentei emagrecer pelos outros, deixar as unhas crescer pelos outros, tudo, exatamente tudo era pelos outros.

Um dia, eu notei que toda a minha vida, já vivida, eu vive sempre para agradar os outros e nunca a mim mesma. Todas as atitudes e até escolhas foram em função da opinião alheia. Então a percepção de tudo fez-me questionar porque eu vivia para os outros e não para mim? Qual era o problema afinal dessa maldita sociedade que não conseguia aceitar que eu era gorda, peituda e com cabelo crespo? Porque as pessoas simplesmente não entendiam que eu era assim? Todas essas perguntas martelaram em minha cabeça por um bom tempo, de diversas formas, até eu começar a encontrar respostas.

Há três anos eu conheci o famoso “Feminismo” que alguns taxam ou julgam erroneamente para que existe. No começo começou pela luta de direitos iguais para as mulheres, desde de salários a benéficos no trabalho. Depois eu fui me aprofundando mais no estudo do que era aquele movimento tão amado e tão odiado pelas pessoas. Passei a entender que o Feminismo estava acima de apenas lutas por direitos, ele estava também presente na luta diária da mulher por aceitação. Não para que os outros nos aceitem, mas para que nós mesmas pudéssemos nos aceitar exatamente como somos. Minha jornada em busca do meu amor próprio - que foi destruído durante toda a minha infância e adolescência - iniciou e passei a entender que acima de qualquer coisa eu precisava me amar. Aprendi que se dane a opinião dos outros, se a sociedade acredita que devo ser magra, com peitos e bunda de determinados padrões. Que dane-se se eles achavam e pregavam que eu deveria ser uma marionete submissa as regras que eles adoram cagar por aí. Descobri que não sou obrigada a nada! Minhas únicas obrigações eram: me amar e respeitar meu próximo. E assim, a cada dia, a cada leitura, texto, vídeo, palavras eu comecei a entender que eu sou ABSOLUTAMENTE PERFEITA e que ninguém pode me definir pelo meu peso, minha altura, minha bunda, ou a porra dos meus peitos.

Nesse tempo e nessa longa jornada, com auxílio de profissionais, aprendi que nossa sociedade é doente por tudo aquilo que vendem na TV, seja em anúncios, novelas, jornais. Um corpo magro, um cabelo liso, não definem nem por um segundo o que somos, e o que queremos ser. Nossas lutas, nossa história estão além da aparência física, estão dentro de nós, e no fim do dia é o quão bom somos para nós mesmo e para os outros que conta.

Não deixem que anulem quem você é.


Você é perfeito.

- Mai Passos G

30 comentários:

  1. Olá!
    Quase chorei com esse texto. Eu não sofri bullying, mas me lembro de alguns casos (por exemplo, alguns meninos me rodarem só puxando o meu cabelo), contudo nada nunca me afetou. O que sempre me afetou foi justamente essa idealização do que é perfeito e de como devemos ser. Não sou gorda, mas não sou magra, sou do tipo de corpo que quando usa um vestido eu pareço que estou grávida e já fui muito abordada se estava grávida por causa disso, me sentia mal, com 15 anos eu estava querendo usar cinta sempre que possível. E assim como você, foi o feminismo que me ajudou a desconstruir isso tudo. Não é fácil, né? Mas a gente tem que se gostar, tem que se amar. Hoje, que estou um pouco mais cheinha do que era (e estou ouvindo muito: nossa, como você engordou) estou aprendendo a ligar o foda-se, bate uma tristeza, mas mais porque as pessoas acham que pra ser bonito tem que ter um corpo igual a de uma modelo e não é!!! É uma luta contínua, mas não estou só, há milhares de mulheres reais (você, por exemplo) que somos de fato perfeitas, como somos. Me anulava muito, achava ciclana e beltrana mais bonita, mas no fim das contas todas somos lindas e maravilhosas. E a sociedade é que vai ter que aprender a respeitar e mais que isso, vai ter que se amar.
    Beijos

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    1. Oi Camilly!
      Que lindo que você se identificou e gostou do texto, a coluna é justamente para isso,
      poder falar da realidade que cerca nós seres humanos, somos tão frágeis, incríveis e ao mesmo tempo tão cruéis! Não desista de você, e não deixe que tem anulem <3

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  2. Oi, tudo bom?
    Cara, que texto perfeito. De verdade.
    Essa coisa toda do corpo perfeito me afeta muito, pois engordei a pouco tempo graças a uma doença no útero e isso acabou e acaba comigo todos os dias. O julgamento de "vocÊ come demais" é o pior de tudo. Me identifiquei com cada palavra sua. Obrigada. De verdade.

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    1. Oi Jéssica!
      Infelizmente a nossa sociedade, em sua maioria, tem essa questão de buscar o corpo perfeita, e viver de aparências, esquecendo o mais importante: caráter!
      Ninguém tem que ser igual a ninguém, devemos nos amar como somos, e aprender a não dar ouvidos para "opiniões negativas", infelizmente as pessoas tem mania de jogar nos outros suas frustrações tentando anular o que o outro é para se sentir melhor! Espero que algum dia isso mude! beijos e vc é linda!

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  3. Adorei o texto,
    é real e visceral e retrata a realidade de muitas pessoas no mundo todo, eu só não concordo plenamente com a última consideração, não acredito que tudo está como é pelo simples fato da sociedade impor esse ou aquele padrão, acho que vai além disso. As pessoas sofrem humilhações e discriminação, pela simples e pura falta de respeito e até mesmo amor pelo próprio, eu cresci assistindo esses anúncios, mas nunca nunca mesmo me deixei influenciar e isso é mérito meu, sou mulher e deixei meu trabalho para cuidar do meu filho de apenas dois aninhos até ele estar maior e eu poder trabalhar despreocupada, sou magra (uso 36) eu não cobiço as roupas da moda, uso aquilo que me deixa bem e confortável, não me importo que pareça feio para os outros, sou negra e já sofri preconceito, fui menosprezada mas nem liguei hoje sou enfermeira (porque quero e amo a profissão) e faço pós em urgência e emergência e sei que posso ir a onde quiser, não importa quantas pedras tenha que tirar do caminho, tenho cabelo crespo e o aliso, não porque acho mais bonito ou porque a mídia vende isso, aliso meu cabelo não por não aceitar minhas origens e querer me destacar, mas porque pra mim é mais prático, sou humana e como tal tenho defeitos e tenho preguiça do "trabalho" que é manter os cabelos crespos que geralmente são volumosos, gosto da praticidade que os alisado me proporcionam, e só. Não melhor ou pior que ninguém, apenas sou e gosto do que sou mesmo que não seja a miss beleza segundo os padrões, eu não ligo e melhor, eu repeito. Respeito magros, gordos, negros, gays, hetéros, evangélicos, católicos, umbandistas. Não sou dona da razão e o que eu falo e acredito não é a verdade universal, estou bem comigo mesma e não perco meu tempo ofendendo ou diminuindo outras pessoas, e se mais gente fizesse isso, não haveria público para as grandes mídias e as pessoas não seriam humilhadas por serem quem são.

    Beijos!

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    1. Oi Delmara!
      Que lindo que existem pessoas como você que respeita os outros como são, é de pessoas assim que nossa sociedade precisa! beijos

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  4. Que texto maravilhoso!!!
    Infelizmente a sociedade é, como você disse, doente. Prega algo que não existe, a perfeição. E fico feliz que, depois de tudo que você passou, você tenha conseguido se sentir bem consiga mesma e não deixou que te anulassem, não é algo que deveríamos permitir acontecer nunca.

    Virando Amor

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    1. Nossa sociedade não quer saber de sentimentos, nossa sociedade que saber de lucrar com o padrão de beleza, segundo eles, que é o correto. Tudo não passa apenas de comércio!Beijos Carol!

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  5. Olá
    O texto ficou incrível, e realmente é de se pensar sobre as atitudes que muitas pessoas tem e que podem afetar em muito o comportamento, sem contar as emoções que ficam tão abaladas né. Acredito que apoio sempre é bem vindo, assim como a compreensão. Não se pude julgar o outro sem saber, mesmo porque um dia podemos ser nos que precisaremos de tal ajuda. Somos perfeitos, cada um a nossa maneira, essa é a mais pura verdade.. pena que nem todos concordam com isso.
    Beijos, F

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    1. Oi F!
      Devemos todos aceitar, apoiar e respeitar o nosso próximo! Nossa sociedade precisa de empatia! Beijos!

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  6. Olá
    A procura da estética perfeita é algo quem vem crescendo e muito ultimamente. Eu particularmente acho uso um absurdo esses caras e mulheres que nunca estão satisfeitos com seus corpos (principalmente as mulheres). Na minha opinião, a gente tem que deixar os que só outros dizem pra lá e se sentir bem. Com o você falou: Não deixe que anule quem você é
    Bjs

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    1. Oi Manoel!
      Sim, a procura pelo suposto "perfeita" tem lotado academias e clinicas de estetica por aí, como respondi a colega acima, tudo não passa de comercio!

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  7. Realmente a nossa sociedade é doente e muitos de nós, adoecemos tentando mudá-la. Mas eu acredito que é preciso quebrar padrões e ir em busca da essência.
    Adorei o texto, compartilharei porque mais pessoas precisam ler isso.
    Beijos

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  8. Olá, tudo bom?

    Que texto maravilhoso, amei de verdade. Parece que estava me descrevendo, porque também fiquei mocinha cedo e passei por praticamente tudo que citou. Queria muito que na minha adolescência já existisse o feminismo, acho que teria me ajudado tanto, mas ainda bem que existe pode ajudar muitas meninas por a quebrar o padrão.

    Beijos:*

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  9. Oi.
    Passei por algo parecido. Meus seios sao enormes (eram, porque fiz cirurgia de reduçao logo que atingi a maioridade). Eu era moleca quando criança, adorava pular, correr e praticar esportes, principalmente volei. Até que mudei de escola, me mateiculei no volei assim que pude. E, logo no primeiro treino, alguns meninos estavam assistindo na arquibancada e ficaram o tempo todo me zuando porque meus peitos subiam e desciam enquanto eu jogava.
    Aprendi a me odiar. Minha auto estima hoje é praticamente inexistente. Cho que nunca vou ser boa ou bonita o suficiente e isso é horrível.
    Deu pra perceber que eu ainda nao passei pelo processo todo.
    As pessoa que criticam o feminismo o fazem sem conhecer, sem estudar. Chega a doer ver mulheres criticando o movimento para parecerem legais diante de alguns homens.
    Parabéns pelo texto, acho que todos deveriam lê-lo.
    Beijos.

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  10. Oi Mai,
    Passei por muitas coisas do qual você descreveu no seu texto. Tive a maioria dos apelidos citados e passei por algumas situações também, mas graças a Deus não me rendi ao que falavam na época e consegui passar por essa fase de cabeça erguida e sem grandes estragos. Na verdade, para mim, foi um motivador para que eu soubesse como me impor desde cedo.
    Adorei seu texto e gostei de conhecer mais sobre você.
    Bjim!
    Tammy

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  11. Também sofri muito bullying na adolescência por ser gorda. Me chamavam desses apelidos e muitos outros mais. Também tinha amigas magras e sofria por ser a única gorda. Quando a gente foge do estereótipo da perfeição parece que a gente está cometendo um crime. Eu sofri muito para emagrecer... emagrecia com dietas malucas porque queria me encaixar, mas aí engordava tudo de novo depois. Só quando fiquei adulta e resolvi mudar para mim, e não para os outros, é que consegui manter, porque fiz de maneira saudável e fiz para me agradar. Adorei o texto, um super desabafo, cheio de sentimentos. Parabéns.

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  12. Olá Mai,
    Me emocionei muito lendo seu relato e me identifiquei com ele também. Meu corpo começo a amadurecer muito rápido e eu sempre fui a menina peituda da escola. Usava moletom até nos dias mais quentes. As pessoas me odiavam. Eu me odiava. Mas percebi que eu deveria me amar para as pessoas me amarem, pois cada um de nós é perfeito sendo nós mesmos.
    Você passou lições valiosas.
    Beijos

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  13. Oi, Mai!
    Que texto lindo e inspirador! As pessoas podem ser cruéis e muitas não tem ideia do quanto palavras podem machucar. É difícil se sentir bem quando as pessoas se divertem machucando você ou destruindo sua autoestima quando ainda se é adolescente e quando tudo ainda está em desenvolvimento, sei bem como é isso. O importante é se manter firme e descobrir que o fundamental é o você amar a si mesma, é tão bom e libertador fazermos as coisas porque queremos, porque nos faz bem. Desenvolver autoconfiança é maravilhoso! Espero que você esteja super bem! :)

    Beijos,

    Rafa [ blog - Fascinada por Histórias]

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  14. Ola! Que texto maravilhoso, eu sofri muito bullying na minha adolescência, então posso ter uma noçãozinha do que passou. Seu texto me tocou muito.

    Parabéns.
    Beijos
    Leitora Dramática
    http://blogleitoradramatica.blogspot.com.br/?m=1

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  15. oie, ótima coluna, concordo com tudo o que falou, e o mais importante de tudo é nos sentirmos bem, porque a sociedade sempre vai achar uma crítica, então o importante somos nós.

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  16. Oi, tudo bem?
    Adorei esse texto. Senti uma grande identificação, pois meu corpo também amadureceu muito cedo e foi muito difícil para mim. Eu destoava muito das outras meninas da minha idade e tinha um corpo de adolescente quando ainda me sentia muito criança. Com o tempo fui aprendendo a não me preocupar tanto com os padrões e mais com o que me faz bem.
    Espero que muitas pessoas parem para refletir sobre as suas palavras e deixem de se preocupar tanto com padrões que tentam nos impor. O que importa é o quem somos por dentro e o que nos faz bem.
    Beijos!

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  17. Olá!

    Há muitas coisas que eu quero e preciso dizer sobre essa matéria. A primeira delas é: VEM AQUI ME DÁ UM ABRAÇO AGORA MESMO. E não porque você foi uma pobre coitada e precisa de consolo. Mas porque foi uma guerreira e merece ser felicitada por isso. Meus parabéns! Eu passei exatamente por essa situação de exclusão e de tentar viver em função do outros, mas do outro lado da moeda. Sempre fui magra demais, reta, sem nenhuma curva e a nossa sociedade, sempre muito opressora, me fazia me sentir a pior pessoa do mundo. Era difícil demais estar na própria pele. Mas assim como você, consegui me libertar, ligar um grandioso e reluzente FODA-SE e hoje em dia me amo acima de qualquer opinião, de qualquer padrão. Então, é isso aqui garota! Somos lindas e incríveis exatamente como somos!
    Fiquei emocionadíssima com sua matéria e muito obrigada por me deixar conhecer parte da sua luta.

    Ingrid Cristina
    Plataforma 9 3/4

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  18. Olá!

    Esse é o texto mais tocante que eu já li em um blog, minha vida foi parecida com a sua, mas por motivos contrários. Muito magra, pouco peito, nenhuma bunda, aparelho, óculos e uma alto estima que não chegava ao meu dedinho do pé. Fiz de tudo para engordar, até que um dia eu percebi que não precisava, que eu estava saudável e isso bastava, ainda hoje eu sofro com pressões de "muito magra" "precisa ganhar peso", ainda doí, machuca e me faz questionar o meu corpo, minhas imperfeições. Mas como você disse, eu sou perfeita, você é perfeita. A única coisa que precisa mudar é a mente das pessoas, a forma como as pessoas lidam com a diferença e perfis "fora do padrão". Desejo muito amor para você e para nós leitores do seu blog, eu desejo muitos outros textos.

    Beijos e Sucesso!!!

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  19. Olá,

    Acredito que a maioria dos adolescentes passam por essas fases, eu mesma tive as minhas. Como você meu corpo desenvolveu muito cedo, com apenas 10 eu já tinha um "corpão", mas eu cresci vendo mulheres magérrimas e eu queria aquilo para mim, e a frustração é um dos piores inimigos de quem não se aceita. Hoje, não posso dizer que me aceito do jeito que sou, ainda há coisas em mim que eu gostaria de mudar, mas sei que algumas dessas coisas fazem com que eu seja quem sou e não posso mudar isso, tenho que aprender a viver com o que sou e me amar cada dia mais.

    Beijos,
    entreoculoselivros.blogspot.com

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  20. Oi.

    Adorei o texto! Não é fácil para a maioria das pessoas, ainda mais os jovens, a sociedade tende a nos dizer o que fazer, o que comer, o que vestir, e às vezes nem percebemos que somos levados a fazer o que eles querem. Alguns deixam ser influenciados, por não se amarem, por pensarem que precisam fazer o que os outros fazem, esquecendo de suas própria identidade.

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  21. Eu sei o que isso significa, também fui precoce como você. Era uma criança por dentro e "mocinha" por fora. Também sofri com as cólicas. Realmente não é fácil, pois as pessoas criam certos padrões e querem que todos se adequem a eles, quem ficar de fora é tratado como escória. Mas com força interior sempre é possível superar tudo isso. Ótimo texto!

    Tatiana

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  22. MEU DEUS DO CEU!

    Que texto incrível!!!

    Mai, tenho que te dizer que eu me vi nas suas palavras, consegui me colocar no seu lugar, não só pelo fato de também ter passado por algo semelhante, mas pela profundidade de sentimento que você conseguiu transpassar para nós...

    Amei a sua escrita, a sua reflexão e só posso pedir... Continua!!

    beijos

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