sexta-feira, 30 de junho de 2017

Tips&Tricks por Delson Neto: A Arte de Revisitar



Hey galerinha, tudo bem com vocês?
Quem nunca ficou tentado a rever ou reler algo de que gostou muito? Difícil responder essa pergunta sem parar para pensar naquela série favorita em que você viu de novo um ou dois episódios, ou aquele livro no qual você só foi procurar um trechinho e acabou imerso na história mais uma vez. Tentamos ao máximo evitar repetições – mas como é gostoso viver só mais um pouquinho daqueles momentos maravilhosos de entretenimento.

Afinal, o que nos faz tão vidrados por reviver experiências?




Comecei a rever Avatar: A Lenda de Aang, então esse post é uma reflexão baseada nisso. Afinal, que desenho maravilhoso!





Muito é dito, inclusive, quanto a essa palavra tão conhecida – experiência, sempre ilustrando as buscas por um emprego novo, ou para outros âmbitos sociais. Contudo, o quanto é falado sobre os valores por trás dessa atribuição dada ao nosso acoplado de vivências? Experimentar é observar a vida ao nosso redor, vivê-la e, acima de tudo, absorver ao máximo todas as sensações vindas deste contato íntimo com momentos singulares dos nossos dias.

Quando lemos um livro, ou uma saga toda de obras, se for o caso, e nos apaixonamos de maneira instantânea por aquele universo fictício, caímos em um mar de obsessão pelo assunto: pesquisamos sobre o autor, o que e como foi construído dentro dos livros, consumimos produtos, vemos as adaptações cinematográficas, tudo isso com qual objetivo? Bem, essa resposta é simples, afinal, quando gostamos de alguma coisa queremos ficar mais e mais próximos daquilo, ampliando cada raiz daquela história tão querida. É como se fossem liberadas toxinas e outras propriedades químicas em nossos corpos, provocando reações de estímulo contínuo ao chegar perto de uma citação sequer daquele livro estimado. Então surge aquela necessidade de revisitar aquilo, quase como um vício, um guilty pleasure.
 









Tem vezes que preferimos rever o que já gostamos do que viver novas experiências.

E seria isso prejudicial ao nosso condicionamento e busca por conhecimento? Talvez, dependendo da abordagem dessas nossas revisitações nada inusitadas. Às vezes você quer só partilhar daquelas sensações vividas ao assistir uma série – e opta por revê-la ao lado de quem gosta, sem necessidade de juntos explorarem algo novo. Nisso surgem as madrugadas em claro revendo um seriado com um namorado, namorada, ou amigos e família. E você renova o seu olhar diante dos episódios, interpretações e cenas. Revisitar é aumentar também o senso crítico: no ímpeto do nosso primeiro contato com um veículo de entretenimento, a interpretação é mais rasa, porém, ela se aprofunda a medida em que nos conectamos mais uma vez àquilo. O que não pode acontecer é que isso vire rotina e fiquemos presos a uma bolha de gostos pessoais – depois da 3ª vez revendo Grey' Anatomy, eu vi que eu já estava exagerando nesse ponto.









Eu te entendo, Cristina Yang, eu te entendo...




Percebendo estas pequenas nuances entre uma visita e outra, adquirimos um histórico de sentimentos e fatos vivenciados. Toda vez a sensação de ver um final de temporada trágico, ou de reler a sua parte preferida do livro, será diferente. Nossa vida é inconstante e cada momento em que estamos está suscetível a reviravoltas internas. Veja, o nosso “eu” de alguns anos atrás não é o mesmo de agora – o que será que o de agora acharia ao ler Harry Potter e a Pedra Filosofal, 20 anos depois, a magia ainda seria a mesma? Provável que haveria uma enorme carga de nostalgia que a traria de volta, sim, mas estaríamos imersos em um novo olhar diante das linhas escritas por J.K Rowling.





O fato é que não devemos nos privar de reviver determinadas experiências devido a um senso comum de que o mundo é muito grande, que tantas são as possibilidades de conhecimento. Está tudo bem também em respirar, pausar, e sentir proximidade com algo já conhecido. Viver também é revisitar a si mesmo, seus gostos e peculiaridades.





Já revi o anime algumas vezes e agora estou acompanhando a história mais uma vez através do mangá! :)
Graças a essa edição linda que a Editora JBC relançou!
Você pode comprar no site da editora através dos pacotes de assinatura!



Até a próxima!








segunda-feira, 26 de junho de 2017

Resenha (36/150): Theus, de Fabrício Viana | Por Salvattore #EuLeioBrasil

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Sinopse: Esta é o quarto livro do escritor e bacharel em psicologia Fabrício Viana. Uma obra de ficção: "Junior se envolve com Ronaldo. Seus pais descobrem e o internam em uma fazenda religiosa para a cura da homossexualidade. Mas, assim que percebe que a cura não existe, Junior foge para São Paulo, onde conhece Gabriel e começa uma grande amizade e a busca de si mesmo”.

Será que ainda existe amor verdadeiro? E se existir, onde ele está? Em “Theus”, nosso personagem principal, que dá nome ao livro, vive a constante busca de sua felicidade no amor e nem imagina que ele estava mais perto do que esperava.

“Theus” é um romance escrito por Fabrício Viana, e trata sobre o amor entre duas pessoas do mesmo sexo de uma maneira sucinta e sem exageros. Os personagens trazidos pelo autor beiram a realidade pela forma como são descritos e cada emoção, história e sofrimento chegam ao leitor de uma maneira tocante.

Na história, Júnior (Também conhecido como Theus, por conta de seu nome Prometheus) busca incansavelmente a pessoa que o fará se sentir completo, já que sua vida sempre pareceu faltar algo. Na obra conhecemos como o garoto se descobriu homossexual e quem foi o primeiro romance de sua adolescência. Chegando a ser enviado por seus pais para um recanto que prometia curar gays, Júnior tem muito a nos contar.

Gabriel é o grande amigo de Theus,  o anjo que o ajudou quando ele mais precisou e é um personagem essencial para que possamos conhecer todas as formas de amor que Fabrício Viana busca trazer em sua obra. Relacionamento aberto, amor platônico, amor materno e paterno, autoaceitação, homofobia, banalização do amor são apenas alguns dos temas trazidos pelo autor em apenas 162 páginas.

Narrado em terceira pessoa “Theus” é um romance inesquecível e com um final surpreendente. Não tem como não se encantar pelo carinho de Gabriel ou mesmo pela ingenuidade de Júnior. Ou mesmo se apaixonar pela forma como o autor trata cada tema, como ele consegue fisgar o leitor em assuntos polêmicos e até mesmo que são pouco relatados na literatura.


“Theus” não é só mais um romance LGBT, é muito mais que isso. É um livro sobre o amor, seja ele qual for. É um livro sobre a busca da felicidade, e como nem sempre damos valor aqueles que estão do nosso lado. É um livro que trata da busca de si mesmo, de se conhecer e se aceitar do jeito que é. “Theus“ é necessário para que a sociedade saiba que não importa se o amor é entre duas pessoas do mesmo sexo ou de sexos diferentes, o que importa é que AMOR é sempre AMOR, e nada mais.

Resenha (37/150): Uma Vez Você, Uma Vez Eu de Diego Martello | Por Salvattore #EuLeioBrasil

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Sinopse: Marcos e Willian, pai e filho, tentam se reconciliar após anos de desentendimento. Em paralelo, Eva, mulher de Willian, quer a todo custo engravidar, o que frustra o casal. A partir da visão do interior de cada um, esses personagens terão de reconfigurar o modo de pensar para enfrentar os seus conflitos. Nessa fase tão conturbada para todos, reflexões acompanham cada segundo da trajetória deles.Narrada de forma surpreendente, provocativa e crítica, esta obra não tem a pretensão de apresentar soluções para os problemas enfrentados, mas, sim, mostrar as armadilhas de nosso fluxo de consciência, para compreendermos que as soluções dos problemas dependem, muitas vezes, da forma como se lida com as ilusões, ou, ao contrário, como se enxerga verdadeiramente a realidade.


Todos sabem que nossas escolhas transformam nossas vidas. E William sentiria na pele tudo o que suas escolhas erradas ou não, trariam para a sua trajetória. Uma Vez Você, Uma Vez Eu do autor Diego Martello possui uma forma bem diferente de nos fazer refletir sobre nossas escolhas. De uma maneira critica e surpreendente o autor nos leva a pensar e repensar nossas atitudes referentes a várias áreas de nossa existência.

O livro narrado em primeira pessoa por William trata dos sentimentos do personagem quanto a sua relação com seu pai, e como cada atitude tinha influído na construção de sua vida. Ele precisava voltar no passado e repensar suas escolhas para que seguisse em frente. Durante todo o livro o personagem viaja dentro de suas emoções e leva o leitor com ele para dentro dos seus mais profundos sentimentos. Você leitor, se sentirá de mãos atadas enquanto a história se desenrola ou se enrola  em um grande novelo.

Uma Vez Você, Uma Vez Eu tem uma escrita relevante que leva o leitor a torcer e querer esganar nosso personagem central em cada atitude que ele toma em sua vida. Diego Martello conseguiu escrever uma história leve e reflexiva sobre o verdadeiro valor de nossa existência. O autor não mediu esforços para que sua história, não fosse apenas mais um livro e sim uma história que marcasse o leitor por muito tempo.

Até hoje, dias depois de terminar a leitura, me pego pensando no final diferente e inesperado do livro, e como o autor consegue brincar com as palavras e sentimentos de seus personagens. Com trechos que vão da emoção para a revolta, a obra possui uma escrita diferente e peculiar, algo difícil na literatura recheada de clichês que encontramos no caminho.


Uma Vez Você, Uma Vez Eu é o livro para quem busca fugir da mesmice e procura uma leitura cheia de reflexões e personagens reais e palpáveis. Em 181 páginas,, Diego Martello consegue marcar seu leitor para a vida toda, principalmente com um desfecho completamente diferente do que o leitor espera ao iniciar a obra. 

sábado, 24 de junho de 2017

Nua, por Mai Passos G: O estar em estado de paixão. A síntese sobre a banalização do amor.


Eu estava conversando com minha irmã sobre relacionamentos, já que aqui em casa eu sou a única que tive apenas um namorado, e depois disso nunca mais quis namorar. Sou a filha do meio, entre as meninas, e a cobrança de encontrar alguém com quem possa, supostamente, dividir a vida, sempre rola. Afinal, com 25 anos “eu deveria” estar em um relacionamento estável com um cara, já planejando casamento e filhos, a questão é: eu não quero isso pra mim. Não agora, não quando tenho tantas outras coisas para viver, experimentar e fazer.
Sempre quando assunto é esse, eu penso em quanto o amor esta banalizado. O quanto é fácil olhar para uma pessoa e dizer “eu te amo” sem nem ao menos saber o que é o amor, e o que isso significa. Qual seu verdadeiro significa. Isso pode vir a soar meio “amargo”, mas nós precisamos ser sinceros: alguém , aqui, que está lendo esse artigo sabe o que significa o amor? Qual a responsabilidade que sentir isso trás?
O grande problema do ser humano confundir “estar apaixonado” com “amar” uma pessoa, precisamos diferenciar isso, até porque, amar, no sentido romântico da palavra, está acima de muitas coisas que estamos dispostas a aceitar pelo outro.
Sempre li, desde de garotinha, que existiam diferenças entre esses estados, de estar apaixonado e estar amando alguém, o amor ele é mais sereno, calmo e nunca vem de sofrimento, paixão de em sua origem do latim ‘passio’ significa “Sofrer e Suportar”. Nunca entendi o que as pessoas queriam dizer quando separavam a palavra “paixão” da palavra “amor” com o tempo, e com o amadurecimento, pude, enfim, entender o que aquelas explicações significavam.
Paixão é o estado de euforia, desejo e vontade de estar com alguém. É sentir faltar, é pensar, sonhar e querer aquela pessoa por perto. É muitas vezes, cegar-se para defeitos. É viver em estado máximo de alegria, de querer todos os dias ver a pessoa, estar perto, sentir o cheiro, o abraço, o carinho. É querer cuidar. A paixão te faz desejar sentir tudo isso e mais um pouco, mas ela também vem acompanhada de sofrimento. Você se apaixonar por alguém, mas correr o risco que de jamais ser correspondido. Paixão vem carregada de sofrimento, de dor. Ela te parte ao meio, te racha, e te joga ao vento espalhando seus cacos, e no fim você precisa junta-los. A paixão te leva aos mais extremos da angustia humana. Paixão inflama, queima.
Amar alguém está além de estar apaixonado, quem nunca ouviu a frase “Não é porque duas pessoas se amam que elas vão permanecer juntas?”, uma frase nunca teve tanto sentido como essa. Amor está em renunciar a estar com alguém quando você sabe que não tem a capacidade de dar o mesmo amor. O Amor está em aceitar erros e acertos, qualidades e defeitos, e mesmo assim querer aquela pessoa como ela é. Amar está em ceder para ver o outro feliz, amar consiste em desejar que aquela pessoa seja feliz, mesmo sem você. O Amor não tem lugares no pódio, não é egoísta. O Amor em sua grande maioria renuncia. Amor luta e aceita a derrota se for o melhor. Amor sempre busca o melhor, o bem, a calmaria. O Amor, pode sim te destruir, mas ele salva também. O amor está presente nos pequenos detalhes, não é preciso dizer “Eu te amo” para amar alguém, é necessário apenas senti-lo. Amor não pede provas, nem gestos. Não obriga. Amor quando é amor, é visto, mesmo no silencio escuro.
As pessoas passaram a banalizar o amor.
Dizem “Te amo” se sentir.
Dizer ser “amor” quando não é.                                                                         
São egoístas, e prendem. O amor liberta. Amor não é prisão. Amor é liberdade.
Amor é deixar ir e aceitar o amor do outro, mesmo que ele não volte.
O Amor da sua vida não é aquele que permanece. O amor da sua vida é aquele que vem e muda tudo, toda a sua vida. Que te transforma no melhor que pode ser. O amor não precisa ficar para provar ser ele, ele precisa apenas existir e deixar suas marcas mais belas.
As pessoas banalizaram o amor ao achar que ciúmes e amarras são provas dele. Banalizaram quando disseram “te amo” sem amar, sem sentir, sem entender, sem compreender. O amor não é apenas romântico. O amor é o estado de espirito.
O Amor estar em brigar com a minha irmã, mas passar a madrugada no hospital com ela por causa de uma crise de asma. É brigar com ela, e mesmo assim continuar ao lado dela enquanto a dor extrapola o corpo e transforma-se me lagrimas. É ouvir tudo o que ela tem a dizer, e tentar ser o melhor quando ela precisa.
O amor está em vencer seus medos de cemitérios para apoiar sua prima quando ela perde alguém que ama. É estar lá, mesmo quando ela não conta com você.
O amor está em renunciar toda a minha carreira de escritora, para fazer dos sonhos dos meus pais uma realidade, mesmo que isso custe o meu, e fazer isso com o coração, sem remorso, sem dor, sem cobranças. Fazer porque quer, porque sente, porque ama, e nada no mundo é melhor do que ver essas pessoas felizes.
O amor está em entender que você ama suficientemente alguém e deixar que ele saia de sua vida, mesmo quando você quer ao seu lado. É acompanhar a felicidade dele com o seu verdadeiro amor e estar feliz por eles.
O amor está em tudo aquilo que se pode fazer de coração, sem arrependimentos, sem julgamentos. Fazer por fazer. Porque quer.
Não banalize o amor.
Não diga amar quando não sente.
Não confunda paixão com amor e se anule.
Não deixe que a falsa ilusão de amar alguém te controle.
Todos merecemos sermos amados.
Sempre.
Mai.



sexta-feira, 23 de junho de 2017

TIPS&TRICKS por Delson Neto: Perfeita Ilusão - Há glamour na publicação?

Hey, galerinha! Tudo bem com vocês?

Hoje trago algo para pensarmos um pouco juntos, mesclando o que serviu de base pra formação do meu conto “Quem é Helen Books?” disponível para leitura gratuita no Wattpad.

Muito é sonhado (e dito) a respeito de ser um autor publicado: noites de autógrafo, nossa história na prateleira das livrarias, centenas de leitores procurando pelos nossos exemplares. Contudo, muito também passa despercebido – a trajetória de cada um, a batalha diária para alcançar novas pessoas e o elo que une todas estes obstáculos, a famigerada frustração.





Quando tiramos a nossa história e os mundos que criamos de dentro de nossas mentes, colocando-as sobre o papel e aperfeiçoando cada linha sempre que possível, sentimos o sonho ali pulsante, vívido, pronto para ser espalhado pelos quatro ventos. Nessa hora o lado impulsivo dentro de cabeças tão sonhadoras se encontra em um conflito doloroso, tentando aliar-se ao egoísmo e seu inseparável orgulho – a ideia de “minha história merece ser vista e é diferente de tudo” – e combatendo as forças do bem: a calma, a perseverança e o foco.

A batalha para conter tais impulsos é terrível. Veja, todos nós em posição de escritores merecemos sim que nossas histórias ganhem visibilidade. O trabalho é árduo! Mas será que toda visibilidade vale a pena? Quando chegamos a este questionamento devemos nos perguntar qual é o tipo de visibilidade que ambicionamos. O desespero ao meter os pés pelas mãos é o que irá te arrastar para o mais fundo dos buracos, e às vezes não tem volta. Bem, retorno sempre há, mas ele será muito, muito mais difícil do que a queda.






Cuidado com a frustração: depois não adianta a gente gritar!



 

Respire, jovem autor!” é o que qualquer pessoa devia ter me dito lá atrás, para ser sincero, porém, creio que aprender a lidar sozinho com os próprios medos e impulsos fora necessário. Então, na falta de alguém que te diga isso, estou aqui hoje para te passar tal conhecimento. Ensino aqui os três “R” destinado aqueles que desejam com unhas e dentes ter sua história colocada em páginas amarelas, com uma capa linda e pronto para estar nas prateleiras: Respire, Respeite e Realize.


Respirar é necessário em um sentido metafórico, lógico. O ímpeto criativo e a paixão que temos pelo nosso enredo e personagens nem sempre será a mesma do outro lado. Nós os conhecemos, quem está lendo ainda não, então pense na história que está construindo. Não tem ninguém te cobrando para que ela ganhe forma completa de imediato – a não ser que você já esteja em uma grande editora cheia de prazos, então pare de ler esse texto imediatamente!

Ao inspirar as próprias páginas escritas conseguimos retomar os caminhos da obra, pensar certinho sobre cada etapa. Isso é extremamente necessário para obter um resultado final de real orgulho. Acredite, este orgulho inicial de um manuscrito pronto pode te engolir, e lá na frente você terá uma obra publicada pelo simples desespero de ver aquilo nas suas mãos, o que não garante em nada uma boa história – sacou?



Mantenha o fôlego antes de sair descontando no mundo!

 
Respeitar: seu tempo, sua vida e o livro. Escrever uma história completa, digo novamente, dá trabalho. Você tem que arquitetar todo o seu dia e rotina para que isso aconteça, e a vida não vai lhe poupar só para que seus dedos trabalharem no teclado do computador. Terão dias em que será impossível lidar com o enredo, pensar nas linhas e palavras precisas para terminar um capítulo em andamento. E está tudo bem! Somos humanos, precisamos de algumas folgas, de ar fresco. Esse talvez seja o R mais importante. Tendo essa noção de respeito ao seu próprio ofício, você compreende a grandiosidade do que fez e evita, por exemplo, de entregar o seu livro na mão de qualquer um ou qualquer editora. Há muito gato por lebre nas redondezas, prometem rios e fundos e no final você termina sozinho abraçado na sua obra. Respeite o que construiu: só parta para cima se realmente valer a pena!



Cuidado para não ser iludido - respeite e realize!

 
Realizar: há uma diferença gritante entre realizar um sonho e apenas fazê-lo acontecer. Quando idealizamos o futuro de nossas obras, pensamos alto, mas é importante entender que para chegar ao topo é preciso “suportar as lagartas para que conheça as borboletas”. Ainda assim, é possível encontrar a lagarta certa para desenvolver sua metamorfose. Trace um plano, veja em que lugar você quer chegar e como isso será possível. Realize, não dê o braço a torcer por caminhos fáceis e de boa aparência, as noites em claro merecem um ótimo resultado – não se satisfaça com ofertas “boas”. Mire a realização de seu sonho. 
 

Não se desespere! Fuja das perfeitas ilusões!


Demora para entendermos a necessidade destes três “R”, mas quando nos damos conta, eles acabam surgindo, seja por conta dos traumas no caminho, ou graças a um ombro amigo que te ajudou a seguir adiante. Infelizmente tem diversas garras maléficas prontas para nos puxar pra baixo, disfarçadas com boas intenções, e isso nos deixa cada vez mais aflitos e menos crentes em um mundo belo. Quando desanimar, lembre-se: você tem o poder de criar, então se não há um mundo ideal, crie o seu próprio, forjado nas suas batalhas. Nós caímos, mas conseguimos levantar prontos para novos desafios.

No conto “Quem é Helen Books?” as coisas são levadas para um nível mais extremo: Helen, ou Helena, é uma booktuber que decide rebelar-se contra a onda de editoras disfarçadas de gráficas, rompendo com o sonho da publicação física. Apaixonada por e-books, Helen é a fagulha de uma revolução literária.

O conto está concorrendo no #DesafioMundosParalelos organizado pela Mundo Estranho e os autores mais famosos do Wattpad. Não deixe de conferir e seguir com essa reflexão proposta!






Para finalizar – nesta semana foi aniversário de ninguém mais ninguém menos que o fundador aqui do São Tantas Coisas: Salvattore! O aniversário é dele, mas sou eu quem tem que agradecer por ganhar tantos presentes: a coluna é uma das melhores coisas que aconteceram de 2016 pra cá. Neste espaço aqui para o qual fui convidado me sinto à vontade para desabafar, conversar e me divertir. Salvattore abriu uma porta linda para mim. Só desejo as melhores coisas e energias do universo para você! Que venham muitos frutos de seu plantio feito com muita vontade e luz. Deixem o parabéns de vocês aqui nos comentários!


Por hoje é isso pessoal,
Até a próxima!










sexta-feira, 16 de junho de 2017

TIPS&TRICKS por Delson Neto - DRAGON'S DOGMA PROGRESS & Checklist Mensal

 





Hey, galerinha! Tudo bem com vocês?
Como foram de feriado?



Meu feriado foi de leitura, escrita e descanso. Nesse meio tempo, encerrei o primeiro volume de Dragon's Dogma Progress – um dos lançamentos da Editora JBC neste ano e concedido para a TIPS&TRICKS em parceria!

Como bom amante de obras literárias e universos voltados para o gênero fantástico, já andava curioso pelo mangá quando o vi pelas banquinhas, porém, confesso que a capa não me atraiu de primeira. Ao abri-lo, me deparei com excelentes traços e estava ansioso por esse contato.

Então segura na minha mão e vem comigo explorar esse mundo de criaturas bizarras e dragões maléficos!









SINOPSE – Dragon's Dogma Progress #1

Em uma era longínqua, quando a lei era forjada no campo de batalha com sangue, suor e magia, um jovem guerreiro de coração puro e espírito inabalável irá se erguer para enfrentar a mais horrenda fera que vivera nessa época: um dragão que espalhava morte e destruição por onde passava.

Especificações Técnicas:

Autor: Hirotoshi Hirano
Formato: 12 x 18cm
Número de páginas: 160 págs.
Preço: R$ 12,90 (Bem barato!)
Classificação etária: 14 anos
ISBN: 978-85-69212-23-2 




 

Dragon's Dogma Progress é um mangá ilustrado e roteirizado por Hirotoshi Hirano, sendo baseado na franquia de videogames de grande sucesso da CAPCOM de mesmo nome. Há muitos fãs do jogos e a ansiedade pela história em terras brasileiras era grande. A JBC foi a primeira editora a trazê-lo para cá e fez um ótimo trabalho de tradução, além de uma edição simples – o que auxilia no valor, que está bem acessível se comparado a outros mangás – ainda que bem impressa. Particularmente, eu não conhecia os jogos, mas pelo que vi, o pessoal anda satisfeito com a linha seguida pela história em comparação à narrativa da franquia.


Com apresentações claras do sistema de RPG implantado nos jogos, o leitor que não está habituado – e até mesmo os que já conhecem o role playing game – é guiado através das classes, tais como magos, arqueiros, lutadores, entre outros. Antes da história em si começar há essa ambientação que pode incitar certa estranheza no início, mas vemos que ela é necessária para um melhor entendimento da metalinguagem utilizada ao longo das páginas.




Após este primeiro momento, o ponto de vista é encaminhado para alguns flashbacks do personagem principal: Carrol. O rapaz é um desperto, um humano comum que, ao ser bravo o suficiente pra enfrentar o temível dragão que enfrentava seu humilde vilarejo, teve seu coração arrancado e voltou à vida com uma maldição – a partir daquele instante, estava fadado a um destino infeliz de busca pela criatura que matou seus amigos e familiares. Ou ele extermina o dragão, ou morrerá até encontrá-lo.


Pautado na jornada do herói, a história torna-se previsível. Temos os elementos básicos da fantasia clássica europeia e personagens que neste primeiro volume não possuem grande profundidade psicológica. Creio que a ideia deste mangá e roteiro, de modo geral, não seja criar ligações empáticas com o “elenco”, na realidade, ele é um passatempo aos novos leitores e um presente aos fãs dos jogos e de RPG. Eu veria facilmente um anime adaptado dele, com certeza seria recheado de ação, uma vez que ela permeia todo o enredo, tendo falas rápidas e até um pouco óbvias para quem, como eu, já conhece bem esse mundo dos quadrinhos orientais. 
 





Algo que é de grande destaque neste mangá são os traços – esses detalhes nas transições entre cada um dos 5 capítulos, apresentando o visual dos personagens principais, são lindos! Conseguimos notar o trabalho primoroso para que as roupas nos fossem apresentadas em todos os seus detalhes. As criaturas também são muito bem desenhadas e assustadoras. Há uma página colorida ao final do mangá que nos deixa com um gostinho de “quero mais” por artes bem finalizadas como esta de Elize, uma dos peões(criaturas que servem ao desperto, com aparência humana, mas habilidades misteriosas).



Carrol, "O Desperto", em detalhe



Elize, uma "peão"



 


Para quem gosta de fantasia e quer variar a leitura, Dragon's Dogma Progress pode não ser o mangá ideal para introduzi-lo ao mundo dos quadrinhos nipônicos, porém, certamente é uma obra válida pra ter um entretenimento despretensioso com artes bonitas! :)

O segundo volume já está à venda e é o último da série. Você pode saber onde encontrá-lo para comprar aqui!



CHECKLIST JUNHO/2017


E como em toda segunda quinzena mensal – próximos volumes e lançamentos já estão povoando as bancas e lojas especializadas. JBC sempre trazendo um grande repertório de títulos! No gif a baixo vocês podem conferir os principais mangás aqui o chekcklist atualizado. Bora programar a vaquinha para comprar alguns este mês? <3






Espero que tenham gostado e até a próxima!

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Resenha (35/150): Elric de Melniboné - A Traição do Imperador, de Michael Moorcock (Editora Generale) | Por Salvattore

Elric de Melniboné 
Sinopse: A história de 'Elric de Melniboné', o imperador albino e feiticeiro, é uma das grandes criações de fantasia moderna. Um fraco e introspectivo escravo de sua espada, Stormbringer, ele é também um herói cujas aventuras e andanças sangrentas levam-no, inevitavelmente, a intervir na guerra entre as forças da lei e do caos. Um clássico do gênero espada e feitiçaria, Elric de Melniboné é um ícone excepcional da fantasia de violência, poder, política e guerra. Neste livro, Elric enfrentará a ameaça ao império de Melniboné e transitará entre o uso da magia e seus princípios morais, que o impedem de tomar algumas decisões. Além disso, sua amada Cymoril encontra-se em perigo, e ele não medirá esforços para salvá-la. Pela primeira vez, a editora Generale traz para os leitores brasileiros a tradução dos textos originais da Saga de Elric de Melniboné, sendo este o primeiro livro.


Hoje em dia, vivemos uma época literária onde muitos autores se aventuram, ou tentam, no mundo da fantasia. São reis, magos e cenários que constroem o enredo dos livros, muitas vezes até com um pouco de exagero. Michael Moorcock, é um autor britânico deste gênero, e eu ficou conhecido mundialmente pela publicação de Elric de Melniboné, cujo primeiro livro será resenhado hoje.

Originalmente publicado em 1972 (Sob o titulo de Elric of Melniboné), Elric de Meniboné – A Traição do Imperador, o primeiro livro da série do herói, foi relançado pela Editora Generale no ano de 2014. Nele conhecemos mais a fundo o herói, se é que assim podemos chama-lo, um albino de saúde débil, introspectivo e atormentado, mas mesmo assim o imperador do reino ancestral de Melniboné, uma superpotência em declínio, e servo dos Senhores do Caos, à semelhança dos seus antepassados. Senhores do Caos, são demônios que por muito tempo serviram ou estavam lado a lado com o povo de Meniboné. Hoje esse reino encontra-se em decadência justamente pelos senhores do caos terem se afastado. Diferente de muitos protagonistas de Fantasias, Elric tem características peculiares.

Mesmo vivendo entre um povo cruel, que sempre quis a todo custo o poder, Elric é mais sentimental, e esse sentimentalismo provocaria grandes reviravoltas em seu reino e no seu próprio interior.
Elric é um personagem bastante atípico, onde o leitor fica analisando se ele era apenas um covarde ou alguém que buscava outra forma de resolver seus problemas. Tudo mudaria a partir do grande poder que ele teria ao fazer pacto com o demônio Arioch e se apossar de um poderosa espada. Será que o poder falaria mais alta que o verdadeiro amor? Será que Elric se entregaria as trevas?

Um livro repleto de boas surpresas, e que apesar de ter sido escrito anos atrás, tem uma linguagem de fácil compreensão, graças à tradução feita para esta edição. Não há como não torcer pelo sucesso de Elric em sua empreitada. Não há como não amar cada cenário que a história se desenrola. E por último, como não torcer por um herói que só queria o melhor para seu povo?

Publicado em capa dura pela Generale (Selo da Editora Évora) em folhas amareladas e letras de tamanho acessível, Eric de Melniboné – A Traição do Imperador é apenas o primeiro de uma série, que sempre fez sucesso por onde passou. O segundo volume já foi publicado, e está com uma capa lindíssima como você pode verificar abaixo.

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Elric de Meniboné,é aquela fantasia cheia de ação, momentos tensos, um herói incomum e claro muita magia, seres e universos estranhos. Uma boa dica para quem curte viajar em uma fantasia bem escrita e surpreendente, e que não tem nada de clichê.


O Autor:

Foto -Michael John Moorcock
Michael Moorcock nasceu em Londres em 1939 e publicou seu primeiro romance em 1962. De 1964 a 1980, ele editou a revista de fantasia e ficção New Worlds. Escreveu músicas em parceria com a banda Blue Öyster Cult e fez scripts para filmes e jogos interativos de computador. Um de seus romances, "Behold the man", venceu o Nebula Award; "Gloriana", o Guardian Fiction Prize. E "Mother London" entrou no top Whitbread Prize. Suas obras influenciaram grandes autores da literatura mundial: Neil Gaiman, George R. R. Martin, entre outros.


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