sexta-feira, 28 de abril de 2017

Tips & Tricks por Delson Neto - (Não seja um) LEITOR FANTASMA





Hey, galerinha! Tudo bem com vocês?



Por aqui as coisas andam certinhas, mas sempre com aquela pulga atrás da orelha – a chamada insegurança, junto ao medo dos projetos não fluírem. Sabem como é? Acho que é o mal da vida adulta!



Com isso, vou aproveitar para trazer um assunto tanto para leitores quanto para, principalmente, nós autores iniciantes. O processo criativo costuma ser muito difícil, ainda que uma jornada deliciosa, mas nada dói mais em um escritor quando ele é interrompido por pura falta de estímulo.



Sinto dizer, mas parte dessa falta de estímulo nasce de um inimigo – o FANTASMA LITERÁRIO, o leitor sem voz, a falta de feedback.
















É verdade que escritores no início costumam ter uma triste mania de só querer ser lido e nunca de fato ler algo do outro. Isso dificulta todo o networking da coisa, mas tem lá seus motivos: nem sempre é fácil lidar com a construção e divulgação das próprias histórias, trabalho, vida pessoal e o também famigerado ego. Porém, vejo que são barreiras que devem ser ultrapassadas. Ao invés de pegar o livro da estante, entra no Wattpad e lê algo do colega, ou no Kindle. Ou se tem grana, invista um dinheirinho na obra do amigo, quem sabe não se torna o novo livro favorito da sua estante?





Certo, pulando essa etapa, temos também a mania dos leitores em rejeitar o desconhecido. Minto, não é bem isso, é mais como rejeitar aquilo que não é best seller, ou com um nome impronunciável (em inglês) no sobrenome do autor. Vamos assumir aqui entre nós, quem nunca? Só que enquanto fazemos isso, inspiração de autores iniciantes morre, estímulo acaba e não há mais segurança nenhuma em digitar palavras no Word, postá-las, e ficar a ver navios.










Centenas de visualizações vez ou outra. Livros sendo comprados, curtidas nas páginas. Mas e o retorno? Onde estão os leitors? O que comem, como vivem? Nesta sexta-feira no Globo Repórter. Pensem comigo: a literatura nacional nos dá um presente que literatura nenhuma no mundo é capaz, ao menos, enquanto ainda engatinhamos para um maior sucesso – o contato direto com o autor. Leu aquela história maravilhosa? Fale para o autor o quanto gostou! Odiou? Fale também! Facebook, Instagram, Twitter e todas as possibilidades estão aí não só pra gente compartilhar textão, mas para ajudar com um elogio, uma crítica, pessoas que trabalham para o público e querem vê-lo interagindo, comentando. São apenas alguns minutos do nosso tempo que podem mudar a vida de um escritor.



Parece exagero? Não é! Frequentemente estamos cabisbaixos, sem esperança, pensando se realmente é certo escrever para ninguém. Eu me entendi ao longo do tempo e absorvi a perspectiva de que, antes de escrever para os outros, devemos fazê-lo para nós mesmos. Somos nossos primeiros leitores, primeiro contato com o enredo. E se não escrevermos para satisfação pessoal e libertação de nossos mundos, o ofício e a arte perdem sentido. Escrever é exorcizar nossos pecados, vontades. É dar liberdade a palavra. Contudo, depois que ela está livre… Quem é que vai acolhê-la? Nós temos a necessidade de saber quem se esconde por trás dos véus de uma página virada, de uma leitura contabilizada. 
 















Não há necessidade de sermos fantasmas aos nossos autores, nem de sermos escritores rodeados de aparições espirituais que eventualmente entram em contato com nossas histórias. O elo entre obra e leitor pode se tornar uma maravilha. Um salva o outro. É tão bom ver alguém contete, ou raivoso, por uma linha lida; ou um autor feliz pelo nosso comentário a respeito de seus escritos. Vamos deixar a vergonha de lado, a preguiça. Vamos tirar foto, abraçar, queimar, amar aquilo que lemos – mostrar mesmo que estamos aqui como leitores!












Pensando no outro lado da moeda: autor, amigo, seja presente com seus leitores! Não deixe os conteúdos de suas histórias mofarem. Interaja, provoque. Nem precisa de dinheiro, é só a gente se esforçar um tiquinho. Escolher imagens que ilustrem nossos mundos escritos aos nossos companheiros de jornada, brincar com eles. Faça uma live, um grupo no Facebook! Leitor também quer ser amado. De nada adianta receber comentários e não respondê-los. Já não basta os crushes deixando a gente no vácuo! Não é?












A partir de hoje façamos esse combinado então: escritores, sejam parceiros de seus leitores e leiam também o trabalho dos colegas. Não dá só pra querer e não ajudar quem tá ao lado. E, sinceramente, às vezes uma simples curtida no trabalho do amigo já ajuda :)


E leitores: bora colocar a cara no sol, falar, não se privem disso. Todo escritor quer contato <3









Até a próxima galerinha, discutam aqui nos comentários comigo. A ideia da matéria é ser reflexiva :)



Beijão e bom final de semana!

Delson

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Resenha (23/150): Padma, de Kelly Hamiso


Sinopse: Jéssica é uma garota de dezessete anos, estudiosa, bonita e rica, que havia ganhado uma segunda chance. Numa visita à casa de sua avó, em São Paulo, conhece um grupo de amigos e Beto, rapaz rebelde que, entre cigarros, bebedeiras e rock’n'roll, está longe de ser o homem ideal, mas sua indiferença o torna irresistivelmente fascinante. Tinha tudo para ser mais uma história de amor, exceto por um detalhe: os dois não sabiam que essa união os transformaria em peças de um jogo entre membros de uma organização e um homem ambicioso; todos manipulados por Arimã, o anjo corrompido. Para que consigam ficar juntos, Jéssica e Beto precisarão revelar segredos, aprender a perdoar, interpretar sonhos e acreditar que não estão sozinhos. Entre vícios, brigas, uma flor que inspira e seres sobrenaturais, está Padma, em busca da luz.


Um romance cheio de boas reviravoltas e momentos clichês, assim defino Padma, de Kelly Hamiso. Na historia conhecemos Jessica e Beto, duas pessoas de realidades sociais bem diferentes destinados a viver um romance cercado de momentos tensos, felizes e até mesmo confusos.

O amor de Beto e Jessica ultrapassa outras vidas, e precisa passar por muita maldade para que possa se realizar. A história traz anjos e demônios em uma luta constante para destruir ou salvar o amor dos dois. Não será nada fácil conquistar a felicidade plena do casal. Kelly traz ao leitor personagens cheios de dúvidas e conflitos internos, que tornar a história do casal ainda mais singular. Em Padma , a autora nos mostra que sempre estamos cercados por más energias que tentam nos destruir e impedir nossa felicidade. Mas aquela velha frase sempre prevalece: O mal nunca será páreo para o bem.

Na leitura, peguei-me várias vezes incomodado com o modo de ser de Jéssica. No início ela mês me parece ser submissa ao extremo, o que me deixou bem contrariado. Depois de todo o percurso em busca de ser feliz, finalmente a personagem se encontrou e conseguiu amadurecer e tornar-Se uma mulher mais dona de si própria.

A escrita de Kelly consegue prender atenção, por ser leve e bem descrita. A autora consegue descrever cada cenário, personagem e momento sem tornar a leitura cansativa e arrastada. O leitor sempre conseguirá se identificar com alguma situação ou personagem trazido em Padma, pois Kelly consegue deixar um ficção bem próxima a realidade vivida por nós hoje em dia.

Confesso que o final não me agradou como eu esperava, fiquei esperando um pouco mais, e minhas expectativas não conseguiram ser supridas. Na realidade, acredito que a autora possa realizar uma continuação do enredo, pois algumas definições ficaram em aberto.


Padma merece ser lido por mostrar que o amor tem todas as forças e formas necessárias para vencer as dificuldades que apareçam em seu caminho. A diagramação do Livro está impecável, sem erros de revisão e uma capa completamente apaixonante.

Kelly Hamiso conseguiu escrever um romance onde os seus personagens se tornam marcantes e inesquecíveis. 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Novas Editoras Parceiras: Alicanto e Grupo Editorial Scortecci


Olá amigos e amigas leitoras, desculpem o sumiço do blog, mas acabei ficando sem computador e iniciou-se a Bienal do Livro do Ceará, que roubou todo meu foco (Em Breve toda a cobertura por aqui). Hoje nesse retorno, venho trazendo duas novas editoras parceiras do nosso blog Alicanto e Grupo Scortecci, vamos conhecer elas? 

Editora Alicanto


Editora Alicanto,  uma nova editora com um antigo objetivo ; Publicar bons livros. 

 

Alicanto é uma ave mítica do deserto do Atacama que se alimenta de ouro. Não poderia ser outro nosso nome, já que o alimento da Editora Alicanto também é um tesouro precioso; a boa literatura.  E assim são nossos livros, tesouros literários que enriquecem a mente e alimentam a alma. 

 


Apesar de novos, chegamos ao mercado com fome dos maiores tesouros que pudermos encontrar ,intrínseco a um antigo ideal: publicar bons livros. Não vemos o livro meramente como um produto, mas como uma peça de arte, uma pequena revolução que pode encantar ,transformar mentes e corações. Sob um modelo de publicação tradicional, investimos em obras que merecem e que valem a pena ser levadas ao público leitor, recebendo  de mente aberta  toda e qualquer forma de originalidade editorial,tesouros literários que enriquecem a mente e alimentam a alma. 



Grupo Editorial Scortecci 


Scortecci é uma editora laureada, com mais de 35 anos no mercado editorial brasileiro. Edita, imprime e comercializa livros em pequenas tiragens desde 1982. Possui gráfica própria com tecnologia Digital, acabamento de qualidade, sofisticado controle de vendas e central de logística. Já recebeu os prêmios: Jabuti, APCA, FBN, ABL e PEN Clube. Em sua história conserva os mesmos objetivos e propósitos desde a sua fundação: publicar livros, organizar e apoiar concursos e prêmios literários, realizar recitais e eventos culturais, editar e coordenar antologias de novos talentos, desenvolver o mercado literário através de cursos, palestras e oficinas, trabalhar pela formação de bibliotecas e fomentar o hábito da leitura. 

 



Em breve volto com resenhas e mais novidades dessas nossas novas duas parceiras.

domingo, 23 de abril de 2017

Prosa no Divã por Leandro Salgentelli: A morte como empoderamento

Imagem: Reprodução/ Internet

Toda vez que estou com alguma dificuldade, com algum problema seja ele na área profissional, pessoal ou até mesmo acadêmica, penso na morte. O fato de sermos o único animal da terra que tem a consciência da finitude, isso já me alegra. Pensar na morte não é fugir dos problemas ou se autoflagelar, na minha concepção, é a ideia de que a morte é um instrumento de pensar e reavaliar o nosso lugar. Será que estou fazendo o que eu quero ou será que estou sendo o que querem que eu seja?

Toquei nesse assunto porque recentemente assisti a um vídeo no YouTube, do canal Projeto Estelar, que tem a finalidade de promover conhecimento feminino, e em um dos vídeos, a entrevistada foi a Dra. Ana Claudia Quintana Arantes, que é geriatra e especialista em cuidados paliativos. A certa altura do vídeo relata: “A morte pra mim é umas das coisas mais intensas como ferramenta de empoderamento do ser humano. Quando você tem noção do fim da sua vida não tem ninguém que te enrole, não tem nada que te iluda. Por que você vai desperdiçar seu tempo com coisas irrelevantes?”.

Com essa pequena frase poderia encerrar a coluna aqui, me despedindo para finalmente correr atrás do tempo perdido.

Pensar na morte, de uma forma honesta, é dar valor ao tempo. É tentar contornar àquilo que fizeram com você. É descobrir aquilo que te agrade e o que desagrada. Pensar na morte é uma alternativa para empoderar o nosso cotidiano. É o fugir de uma fofoca que não vai levar a lugar algum, é o deixar de se preocupar tanto com os problemas, com as dívidas e tratar de cuidar do acontece no entorno. É o se descobrir e se reinventar.

Tem uma frase tão sussurrada que já perdeu o sentido original, mas pelas minhas buscas, a frase é de Sartre que diz o seguinte: Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.

Só tendo noção da finitude para escrever algo tão intenso e verdadeiro.

Mas me conte, o que você tem feito por você? O seu choro tem sido maior que seu sorriso? A sua alegria de viver se perdeu em que ponto? Seu sofrimento tem sido maior que a concepção de finitude?Desde que nascemos somos moldados a seguir o que a solenidade determina. E todas essas imposições vão, aos poucos, distanciando o contato com o nosso eu intrínseco. Aquele eu, rebelde, que não se importa com o que os outros vão pensar; aquele outro eu, responsável, que adia as vontades em detrimento da condição; aquele eu, criança, que disfarça para se enquadrar; aquele eu, egocêntrico, que representa o estereótipo falso da conduta. Aquele “eu” que adia tanto a si mesmo que não saberá responder a crucial pergunta quando a hora chegar: por que eu não fui eu?


***


O que mais se discutiu na mídia esta semana foi o tal jogo “Baleia Azul”, que tem como finalidade vários desafios sendo o último acabar com a própria vida. A origem do jogo que incentiva o suicídio não é conhecida, mas os primeiros relatos surgiram na Rússia. Em fevereiro, duas adolescentes se jogaram do alto de um prédio de 14 andares em Irkutsk, na região da Sibéria. No Brasil, há notícias de casos de suicídio relacionados ao jogo em diversos Estados.

Esse texto é uma tentativa de estimular os jovens a pensarem, sim, na morte; porém, de uma forma honesta, como forma de dar sentido à vida e não se levarem tão a sério. A vida é curta demais para encerrar com um discurso vago e deixar uma pergunta para posterioridade. Vamos torcer para que encontrem a origem do jogo.


Fonte: O Globo.
Leandro Salgentelli 
leandro.salgentelli@outlook.com.br

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Tips & Tricks por Delson Neto - Zumbis e Cultura Pop


Hey, galerinha! Tudo bem com vocês?


Tivemos um feriadinho na semana passada e nesta também – mas hoje tem coluna aqui :D
Sejam bem-vindos a mais uma TIPS&TRICKS. O assunto desta sexta é: o fascínio pelos mortos-vivos na cultura pop, pegando como exemplo o mangá Fort of Apocalypse, lançado pela Editora JBC e concedido em parceria para o blog ;)



Vocês certamente já repararam, assim como eu, que em diversas áreas da arte temos exemplos claros de enredos que envolvem zumbis, mortos-vivos e seres que estão neste limiar entre a vida e o que há após dela. Na literatura, não escapamos muito: Game of Thrones, Trono de Vidro, O Orfanato da Sra. Peregrine são só alguns exemplos contemporâneos de histórias, em essência do gênero fantástico, que incorporam estes seres que tantam aguçam a curiosidade dos leitores mais devotos. White Walkers (Caminhantes Brancos), Skinwalkers e afins são todos criaturas que já deixaram o plano humano há tempos!



Será que temos tamanha aversão a morte, ou melhor, de deixar a vida a ponto de cogitarmos um fim do mundo repleto de seres… Mortos? É estranho, não é, se paramos para pensar nesse culto aos zumbis. É um universo cheio de sangue, gore, vírus e possibilidades horríveis (algumas não tão remotas assim); nada de otimismo aqui, somente catástrofes. É como se tivessemos, lá no fundo, mesmo aqueles não tão chegados a histórias que seguem essa linha, os sentidos aguçados quando estamos diante de situações temíveis. Ao invés de corrermos para longe de medo, relutamos – damos um passo para trás, desejando encarar a beleza que se esconde naquilo que tememos, depois corremos.



Salve-se quem puder! As histórias de zumbis também estão recheadas de seus famigerados clichês, o que, convenhamos, não é de todo ruim. Quem não gosta de pegar uma obra em mãos, seja literária, ou em série, exatamente do jeitinho que gosta? Mas é legal quando achamos coisas que escapam do formato, ainda que abordando o mesmo assunto. Por exemplo, recentemente a Netflix nos trouxe a série Santa Clarita Diet (que eu particularmente acho de um tom de humor excelente, haha) que ainda contendo traços das tradições em torno dos zumbis, tem um cenário de cotidiano genial.








Em Fort of Apocalypse, lançado em 2014 no Japão e que agora dá as caras aqui no Brasil através da Editora JBC, temos aí uma leve mudança de cenário: os zumbis dominaram o japão, de maneira enigmática, e talvez o único lugar com sobreviventes seja um reformatório de menores infratores extremamente violentos – bem, nem todos, Yoshiaki Maeda, o suposto protagonista, jura ser total inocente de seus “crimes”. Bem, por que suposto? Pois temos aqui um mangá que traz personagens muito cinzas, todos agem por si, não há herói, ou anti-herói, a construção deles nesse mundo se revela aos poucos ao longo das páginas. Com direito a muito sangue, claro.


A tensão é total. O mundo foi tomado por uma epidemia zumbi fulminante. O fim se aproxima e não há para onde fugir. Trancafiados em um reformatório para delinquentes, um grupo de jovens irá descobrir que a prisão pode ser o único lugar seguro na face da Terra em Fort of Apocalypse (Apocalypse no Toride, no original), o oitavo mangá anunciado em 2016 pela JBC.”



Neste primeiro volume somos apresentados aos personagens centrais, que são estes jovens presos em um determinado setor do Instituto Shouran quando de repente um policial surge no pátio com um visitante nada convencional, que acaba trazendo caos a todo o reformatório ao comer vivo um dos guardas. Como estão desprovidos de meios de comunicação e afins, tudo que chega até os garotos é através do denso cenário de destruição da cidade, possível de ser visto do alto do prédio da instituição.



Temos aqui um clima bem “Battle Royale”, quem já leu o livro deve saber bem: a contagem de vivos e mortos durante a mudança de capítulos, o que eu acho bem interessante para a história, uma vez que a mudança de eventos aqui ocorre rapidamente (veja, é um mangá curtinho, dá para ler em uma tarde) e isso agrega uma dinâmica ao leitor, para que tenhamos uma perspectiva do caos instaurado no Japão após o misterioso aparecimento dos zumbis.


Falando um pouco da qualidade estética: a capa é lindíssima! O acabamento não é o mesmo de luxo que vemos em FullMetal Alchemist, por exemplo, por se tratar de uma edição convencional e de custo mais acessível, mas isso não deslegitima EM NADA a qualidade de impressão e capa. Na parte interna temos essa linda arte colorida, as folhas impressas em papel simples com cheirinho de mangá do jeitinho que a gente gosta <3



O mangá tem como roteirista Yu Kuraishi e a arte por Kazu Inabe. O roteiro ainda tem ali suas dificuldades, justamente por ser rápido e ter uma confusão danada com o nome dos personagens (sério, eu tive que marcar a página que tem todos eles, pois me embananei rapidinho com os nomes semelhantes), mas a história é muito fluida. Senti falta de protagonismo feminino, espero que nos próximos volumes isso mude um pouco, veremos! Além disso, os traços mantém uma simplicidade atrativa, nada preguiçosa, e que traz um destaque ótimo que reparei – os olhos dos personagens, o terror presente neles, ou a fome nos queridos zumbis, são sensacionais! Mudam totalmente a abordagem violenta do enredo, tirando o foco do leitor da violência para o que se passa no desespero de determinado personagem. Se você gosta de ação e mistérios (e cérebros) – Fort of Apocalypse é uma ótima pedida!



Espero que tenham gostado do post e que o final de semana seja ótimo!

Fort of Apocalypse já está no Voume #2 Ainda dá tempo de colecionar! Disponível nas bancas e no site da Editora JBC!

Postei também algumas fotos no insta ;D
Segue lá: @delson_neto

Beijos e até a próxima!