sexta-feira, 10 de março de 2017

Tips&Tricks por Delson Neto: Mulheres na Fantasia – Por que não? + CHECKLIST de Março JBC

Olá, galerinha! Tudo bem com vocês? 



Nessa semana tivemos o dia internacional da mulher na quarta-feira e eu, como alguém totalmente pró movimento feminista, não poderia deixar de trazer uma reflexão sobre literatura, escrita e, claro: mulheres. 

  
Esses dias eu estava pelo Twitter quando uma autora comentou em um de seus tweets a respeito de um questionamento muito interessante: se fantasia é um gênero que te concede diversas possibilidades, e um ambiente propício para criar de elfos a dragões, por que raios os autores tendem a manter a ideia de uma sociedade regida pelo patriarcado? Se podemos inventar absurdos em universos fantásticos, por que não colocamos a mulher como protagonista, rainhas governando, vilãs que mudam o curso da história e afins? A resposta parece boba, mas é simples: porque certas coisas estão tão inseridas na nossa sociedade, que nos preocupamos em criar absurdos em vez de simplesmente trazer destaque a quem não só merece como DEVE ser representada.  
  
  
“As equações frias do "realismo", segundo alguns, sugerem que há pouca margem para as mulheres assumirem um papel ativo e interessante em histórias épicas colocadas em mundos de fantasia baseados em uma era pré-moderna. As vidas das mulheres no passado eram limitadas, constrangidas e passivas, dizem eles. Incluir múltiplas personagens femininas em papéis dinâmicos é estar preso às cotas, anacronismos, correção política, e o triste espetáculo e as hienas pavorosas da realização do desejo.” 

  
  
  
A partir disso podemos pensar em duas coisas: primeiro, o exemplo que dei acima sobre os dragões não pode ser uma muleta para nos escorarmos nessa situação (já explico o motivo), segundo, a justificativa de que o ambiente histórico no qual as histórias são baseadas não propicia abertura para isso é muito, muito falho. Não há consistência alguma em dizer que a era medieval era machista, logo sua história EM OUTRO UNIVERSO tem que ser também, tal como não devemos nos preocupar em criar ou não dragões e eis a explicação – devemos criar pessoas em nossas histórias, escrever sobre pessoas, sempre tentando deixar de lado arquétipos já batidos.  



Eowyn, uma das exceções sobre o endeusamento das mulheres  em O Senhor dos Anéis .
A mulher tem que ser forte, a mulher tem que ser isso, tem que ser aquilo para ganhar destaque em uma história, seja ela protagonista, ou secundária, há uma “cota” para que ela seja encaixada. Isso não faz sentido algum diante dos diversos exemplos que temos de pessoas na vida real que fazem a diferença, ou simplesmente impõe quem são, independente de terem uma espada na mão, ou o que bem entenderem para mostrar a personalidade. O problema está na ausência de pesquisa e empatia para criar personagens consistentes, cheias, e não uma lagoa rasa que se atém aos esteriótipos, romances, clichês. Clichê é bom, mas não quando você como alguém que transmite uma história tem a missão de mostrar valores e novos pontos de vista ao leitor. Acho que a maior batalha que temos é a de desconstruir isso na hora de passar tudo para o papel.
  Imagem relacionada

Lembram da imagem aqui no começo da matéria? Por que não Hermínia Potter, a garota que sobreviveu, ou Fridda Baggins, quem carregou O Anel? Claro – pois Rowling e Tolkien não quiseram assim, simples. Mas será que eles não quiseram por opção ou porque o mundo os obrigou a isso, de maneira quase subconsciente? Veja, temos mulheres muito presentes em ambos os casos, mas por que elas não protagonizam estes enredos? Voldemort e Harry, dois homens, são quem batalha para mover e mudar o curso do Mundo Bruxo. Frodo é quem foi incumbido de carregar o poderoso Anel. São eles, não elas, quem fazem a história acontecer. Hermione se torna uma ferramenta – que inclusive, que ferramenta, se não fosse ela… - Galadriel e tantas outras da Terra Média, seres endeusados, perfeitos, e que trazem outro problema: a mulher tem que ser sempre impecável, algo que eu mesmo pequei na caracterização de uma personagem minha, e vivo me recobrando. 
  
Já reparam que elas não podem mostrar imperfeição? Sempre tem que estar com os cabelos impecáveis, ainda que sangrando da batalha. Ou em roupas curtas para enfrentar monstros, puramente para agradar o leitor masculino. Nisso, entramos também no âmbito comercial – a separação clara de histórias para mulheres e histórias para homens. Como se mulheres não pudessem ler livros policiais, e homens não pudessem ler livros com mulheres na capa. O mesmo vale para autores. Hoje em dia, graças a J. K Rowling ter abertos várias portas e janelas para as autoras de literatura fantástica, temos prateleiras repletas de mulheres que encantam milhares de leitores. Mas quem lê estes livros? Por que as capas sempre tendem para tons pastéis, cor de rosa e afins? O machismo chega ao ponto de privar públicos para as histórias, de criar leitores homens que torcem o nariz para histórias ditas como “de menina”.  

 
Na imagem: Rihanna sim, com coroa e tudo

Por que sempre um rei no trono? 
Por que sempre um forte deus ou um temível vilão? 
Hoje trouxe diversos questionamentos, como devem ter percebido, para que pensemos sobre essa discussão mesmo. Longe de mim querer impor qualquer coisa nas histórias, mas acho sempre válido pensarmos nisso, ainda mais diante de um mundo em que os movimentos tendem a ganhar mais força para fazer a diferença. Se nós gostamos de esculpir as palavras, não precisamos sempre esculpir os mesmos vasos. Se gostamos de lê-las, também vale sempre aumentar o vocabulário. Digam aí nos comentários o que acham dessa reflexão! :) 

Esse vídeo do canal Conto em Canto complementa bem o que tentei esboçar por aqui. Não deixem de ver <3 


  
  

  
Novo mês começando e tem muita coisa boa saindo pela Editora JBC o/ 
  
Vejam abaixo os lançamentos – teremos o número 1 de For of Apocalypse e agora Knights of Sidonia sai somente em lojas especializadas e livrarias :)  
  
Dicona de leitura: Saintia Shô, aproveita que está no volume #3! Uma nova forma de repensar Cavaleiros do Zodíaco! 
  
  
Fort of Apocalypse #01 
Data de lançamento: 20/03/2017 
  
  
Blade a Lâmina Mortal #08 
Data de lançamento: 14/03/2017 
  
BTOOOM! #21 
Data de lançamento: 14/03/2017 
Confira a sinopse aqui:http://mangasjbc.com.br/btooom-21/  
  
  
Saintia Shô #03 
Data de lançamento: 17/03/2017 
Confira a sinopse aqui: http://mangasjbc.com.br/saintia-sho-03/  
  
Ultraman #08 
Data de lançamento: 20/03/2017 
Confira a sinopse aqui: http://mangasjbc.com.br/ultraman-08/  
  
Freezing #30 
Data de lançamento: 20/03/2017 
Confira a sinopse aqui: http://mangasjbc.com.br/freezing-30/  
  
Fullmetal Alchemist ESP. #08 
Data de lançamento: 20/03/2017 
  
The Seven Deadly Sins #22 
Data de lançamento: 20/03/2017 
  
Knights of Sidonia #09 
Data de lançamento: 20/03/2017 
  
Blood Blockade Battlefront #07 
Data de lançamento: 22/03/2017 
  
  
É isso aí, galera! Até a próxima o/ 

34 comentários:

  1. Não vou negar, quando comecei a escrever minha série lá em 2011, a história "surgiu" com um enredo puxado ao patriarcado, sendo um homem o protagonista e tal. Mas eu também não tinha consciência da importância de todas as lutas e visibilidades que hoje são MUITO necessárias. Sem nem me questionar sobre isso, no entanto, minhas personagens femininas ganharam espaço e são fodas em algum momento (uma leitora mesmo uma vez me disse que elas são mais fortes que os masculinos!). Então, sim, eu estou de acordo que é importante ter mais visibilidade, mais mulheres no poder (Imperatrizes Blair e Marinny apoiam essa ideia!) e que é importante destacar que uma mulher não, necessariamente, precisa de um ""macho"" ao lado para ser sua base. São os ""machos"" que precisam de base, isso sim. Bom, só queria dizer isso mesmo ushauhs

    Parabéns, pelo texto, Delson!
    Forte abraço!

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    1. Nossa, é a mesma coisa comigo quanto à raça e sexualidad,e por exemplo. Mesmo sendo gay, eu fui pensar em inserir personagem LGBT muito depois do plot estar desenvolvido. Tem certas coisas que só reparamos depois, mas dá tempo super de equilibrarmos ao longo das obras atuais/próximos projetos. Concordo demais com tudo aqui dito!

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  2. Oi, Delson :)
    É uma ótima reflexão essa, mas também acredito que não devemos nos tornar reféns do politicamente correto que se tem hoje em dia, não devemos criar personagens femininas, gays e negros poderosos só porque a nossa sociedade atual pede para ter essa representatividade e se você não acatar será tido como machista conservador. Acredito que as histórias com tais personagens devam existir por pura intuição do autor, da autora. Deva vir do coração ao invés dessa representatividade forçada que vejo muitas pessoas usando.
    Eu, particularmente, terei personagens gays e mulheres em meus futuros enredos porque desde criança sempre imaginei eles sendo os protagonistas das minhas histórias. Claro que temos uma escassez de clássicos com personagens femininos mas no nosso século atual está gerando o clássico diversificado que as pessoas do futuro agradeceram por estar ocorrendo.
    Eu tenho três histórias que acompanho e me delicio por ter protagonista falhas e nada perfeitas. São os livros: O TRONO DE VIDRO, OUTLANDER e A RAINHA VERMELHA.
    E que tenha cada vez mais autores criando personagens femininos pelo simples prazer de ver a mulher salvar todo mundo quando todos achavam que era incapaz. ^^
    Abraços.

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    1. Trono de Vidro se tornou minha paixão nos últimos anos. No aguardo de Império das Tempestades. Concordo totalmente! Eu ia discorrer mais e falar justamente disso - não tem que ser forçado, mas acho que aquele comentário que fiz sobre escrever pessoas, independente do que sejam, cabe bem. Temos que escrever por prazer acima de qualquer coisa, certamente! Abraços e obriga_o por comentar!

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  3. Oi, Delson!
    Meu pensamento bate com a opinião do Bruno MaruKesu. Também acho que os personagens não podem ser forçados para se encaixar dentro de uma causa, seja ela qual for. Um livro só mexe comigo se a história tiver uma inspiração genuína. Entendo que há no mercado muitos livros cheios de estereótipos de beleza e machismo, afinal o nosso sistema é o capitalimo, e é o dinheiro que dá as cartas. Mas lutar contra isso colocando a preocupação no autor/a que não pode mais criar um personagem bonito, mulher ou homem, ou se escrever uma história com patriarcado, ou sem representatividade, estará cometendo um grande desserviço, acho uma carga pesada para quem já batalha para conseguir leitores para suas histórias. O problema é muito mais amplo e só poderá encontrar uma luz com um sistema educacional de mais qualidade, que forme pessoas de mente aberta ao novo e ao diferente. Com uma educação assim a literatura seguiria no mesmo caminho.

    Parabéns pelo artigo! Excelente trabalho como sempre.

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    1. Oi, Nath!
      Com certeza, queria propor mesmo essa reflexão. A coisa toda é muito ampla, são alicerces sociais e financeiros que nos fazem desabar e ficar procurando um caminho certou ou errado. Acho que cada vez mais essa procura por seguir x ou y tem engessado a nossa escrita, às vezes tem que só deixar a criatividade fluir.

      Muito obrigado pela sua presença aqui sempre!

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  4. É! Para você ver que até no magnífico mundo mágico onde tudo pode ser feito e criado há uma certa padronização por conta dos autores que soa até mesmo clichê. Lendo o texto lembrei-me da Daenerys Targaryen de Game of Thones que eu e muitas outras pessoas gostam, ela é forte, poderosa e parece que está aflita para conquistar o que ela quer mas até mesmo ela teve que passar por um casamento forçado e estupro. Só digo que poderia ser diferente.

    Memórias de uma Leitora
    memoriasdeumaleitora.com.br

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    1. Pois minha melhor amiga sempre discorre comigo a respeito da Daenerys, que ainda que quebre padrões, ela passa pelos mesmos rituais. Complicado!

      Na semana passada falei um pouquinho sobre as possibilidades da ficção-científica, adoraria seu comentário por lá <3
      http://saotantas.blogspot.com.br/2017/03/tips-por-delson-neto-sci-fi-um-mundo-de.html

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  5. Talvez falte ler Mario Zimmer e suas guerreiras escravas. Não sou de ficar procurando pelo em ovo, personagem forte é personagem forte, algumas vezes eles são homens. Quem foi que caçou Hannibal? Ah, foi uma agente novata, por sexismo, pq poderia ser excitante para Hannibal, pq o autor é machista. Ou pq ele queria um contraponto para a força de um homem... vai saber.

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    1. Olha a Bel aqui o/
      Pois tô explorando os livros da Marion agora mesmo hauhuaha
      De fato, tem esse contraponto de inserir a personagem ali por machismo puro. É complicado!

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  6. Acho que faltou Marion Zimmer, para fazer um contra ponto de como as mulheres poderiam ser em fantasia, lá elas sangram e se descabelam.
    Para falar a verdade eu acho que esse negócio de padronização um horror, vamos ter que criar uma formula? vai ficar muito chato, acho que as pessoas tem que escrever o que ele acha melhor para sua história e não ficar se atendo ao politicamente correto.

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    1. Estou embarcando no mundo da Marion Zimmer agora mesmo! hahahah :D
      Acho que é importante pensarmos no ''politicamente correto'', mas essencial deixar que tudo aconteça de forma espontânea!

      Na semana passada falei um pouquinho sobre as possibilidades da ficção-científica, adoraria seu comentário por lá <3
      http://saotantas.blogspot.com.br/2017/03/tips-por-delson-neto-sci-fi-um-mundo-de.html

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  7. Olá, tudo bem?

    A reflexão é boa, nunca tinha parado pra pensar nisso, mas acabo me identificando por personagens que buscam conhecimento, que buscam aprender então posso dizer que o ultimo livro que li tive sim uma conexão muito grande com a garota. Pois sentia o que ela sentia, pela forma como as coisas aconteceram, e acabo encontrando muitas personagens que me atendem assim. Ultimamente tenho achado livros que as mulheres são fortes, mas não no sentido que é fodona mas no sentido que usa o que tem de melhor, seja a beleza, a inteligencia, ou qualquer outro atributo. E é isso que busco em um livro, talvez por isso não tenha pensado sobre o assunto.
    Bjus Rafa

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    1. Oi, Rafa!
      Pois então, o livro que eu escrevo é justamente uma jornada de autoconhecimento da personagem. É algo que gosto muito de criar, acho que todos nós estamos sempre procurando por conhecer mais de nós mesmos. Realmente, deve haver um equilíbrio!

      Beijos

      Na semana passada falei um pouquinho sobre as possibilidades da ficção-científica, adoraria seu comentário por lá <3
      http://saotantas.blogspot.com.br/2017/03/tips-por-delson-neto-sci-fi-um-mundo-de.html

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  8. Super importante essa discussão... ás vezes vemos as mesmas mocinhas, virgens, bobinhas e sofridas nos livros, quando temos mulheres na sociedade dando show de poder! Ta na hora de mudar essa visão!
    bjos

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    1. Com certeza, Luisa! Estamos aí para mudar!
      Obrigadão por sempre estar presente por aqui!

      Na semana passada falei um pouquinho sobre as possibilidades da ficção-científica, adoraria seu comentário por lá <3
      http://saotantas.blogspot.com.br/2017/03/tips-por-delson-neto-sci-fi-um-mundo-de.html

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  9. Olá!!

    Um ótimo texto para reflexão! Fiquei aqui questionando diversas obras, como seriam, será que haveria tanto sucesso se fossem mulheres protagonizando?
    Parabéns!

    Beijinhos

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    1. Muito obrigado, Ana! Fico feliz que gostou e de vê-la por aqui :D

      Na semana passada falei um pouquinho sobre as possibilidades da ficção-científica, adoraria seu comentário por lá <3
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  10. Olá! Parabéns pelo texto! Então, é fato que a grande maioria dos livros de fantasias são estrelados por homens e as mulheres ficam como suporte ou ferramenta. Mas, acho que isso vai da inspiração do autor (a). Não podemos escrever apenas parecer empoderados, isso tem ser algo natural e não imposto. Gosto bastante quando personagens femininas são as protagonistas em livros de fantasia. Li The Kiss of Deception e amei a protagonista e sua fiel amiga no enredo. Em GOT, podemos ver mulheres fortes e que são determinantes no desenvolvimento da história. Enfim, tem que ser algo escrito de forma natural, sem ser forçada e sempre valorizando a inspiração. Abraços.

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    1. Concordo plenamente!
      Ainda não li Kiss of Deception, mas estou louco para saber mais sobre.

      Na semana passada falei um pouquinho sobre as possibilidades da ficção-científica, adoraria seu comentário por lá <3
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  11. Realmente é algo a se dialogar.
    Eu mesma resolvi escrever um livro de fantasia com protagonistas fortes e com posições na sociedade em que vivem, porque acabei percebendo o quanto faz falta isso em livros. Mas lógico que isso depende da obra, cada um sabe o que prefere escrever e como sua história vai andar.

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    1. Com certeza, acho que tudo deve fluir de forma natural, mas é bom pensarmos sempre! :3

      Na semana passada falei um pouquinho sobre as possibilidades da ficção-científica, adoraria seu comentário por lá <3
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  12. Olá!

    Obrigada pelo diálogo! Precisamos de textos assim para nos conscientizar de que nossa sociedade ainda tem muito o que aprender! Mas quem sabe, aos poucos, vamos moldando as histórias a nosso gosto? Mas questionamentos como o seu são essenciais!

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    1. Eu é que agradeço por vê-la partilhando destas reflexões comigo :D

      Na semana passada falei um pouquinho sobre as possibilidades da ficção-científica, adoraria seu comentário por lá <3
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  13. Exatamente, é exatamente assim e muitas das vezes essas coisas são feitas de maneira natural, sem pensar que estamos seguindo um padrão. Até mesmo na literatura onde tudo é possível existe isso, talvez sem querer ou talvez por ser mais aceito, quem sabe... E você tocou em um ponto muito interessante, mesmo quando somos heroínas lutamos impecavelmente belas, como pode né? Não temos o direito nem de descabelar um pouquinho kkk Amei a reflexão!

    MEMÓRIAS DE UMA LEITORA

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    1. AHUHAUAHUHAUHA pois é!! Por favor, tem que se descabelar sim! Todo mundo é humano! Obrigado pelo comentário e que bom vê-la por aqui. Beijão!

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  14. Heiii, tudo bem?
    Muito bom o post!
    Não tinha pensando nessas coisas, em como ate nas artes as representações podem ser mais patriarcais.
    Acho que sim estamos inseridos numa sociedade tao dominadas por homens, que nao notamos esses pontos e qdo o foco é a mulher, ela acaba com certas caracteristicas que nem sempre é preciso, tipo roupas justas ou cabelo impecavel ou ser sensivel...
    Gostei demais do que escreveu, me fez refletir.
    Beijos.

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    1. Poxa, Suzzy, que comentário mais lindo! Obrigado de verdade :D que bom que gostou!

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  15. OLá,

    Que reflexão maravilhosa! Minha mente entrou num show de lembranças de vários personagens da Fantasia para calcular a porcentagem de mulheres que realmente tem destaque e exclusividade em enredos desse gênero.
    É totalmente válido atualmente analisar muito bem qual mensagem queremos passar para os leitores e a fantasia é o maior canal na Literatura que pode falar sobre representatividade de forma natural...sem aquela coisa rasa e escrota que já li por alguns lugares.
    Coloca reinos, personagens que mostrem um visão "utópica" da sociedade nesses lugares...abrir um questionamento intenso nos leitores. Tudo é sobre o ser humano e não sobre unicórnios, reis, rainhas e afins.

    Conscientizar, dar abertura para o senso crítico, questionar e colocar dúvidas no leitores é função primordial da Literatura. Se não for para isso - no meu ponto de vista - o livro nem deve sair das folhas para o mundo. Entretenimento serve apenas por algumas horas.

    Beijos!

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    1. Joanice, adorei seu comentário! Sua conclusão me cativou. Realmente, a literatura não deve trazer uma lição de moral, mas sim uma relação de pensamentos renovados e abertura de um olhar mais crítico ao leitor. Arrasou!

      Na semana passada falei um pouquinho sobre as possibilidades da ficção-científica, adoraria seu comentário por lá <3
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  16. Olá, tudo bem? Adorei os questionamentos levantados. Como leitora voraz de fantasias, vejo que mesmo o gênero podendo quebrar vários paradigmas de que isso pode ou não pode, vemos os autores muito preso a convenções que as vezes eles nem mesmo percebem, que estão enraizados. E isso é bem notório hoje em dia quando mulheres empoderadas ganham vozes. Simplesmente fantástico.
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com

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    1. Pior que é muito difícil perceber, de repente você escreve e pá: fez alguém esteriotipado. Acontece, mas é importante ressaltar essas questões. Obrigado pelo comentário!

      Na semana passada falei um pouquinho sobre as possibilidades da ficção-científica, adoraria seu comentário por lá <3
      http://saotantas.blogspot.com.br/2017/03/tips-por-delson-neto-sci-fi-um-mundo-de.html

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  17. Oi Delson. Achei muito interessantes as questões abordadas.
    Eu sinto um bocado de falta de heroínas fantásticas nas histórias que estouram para o sucesso. Existe uma hegemonia masculina que foi construída a muitos séculos e que só agora tem sido quebrada. Apenas a pontinha do iceberg, mas já é um começo.
    Acho que com a cabeça cada vez mais aberta no mundo literário haverá um empoderamento maior das mulheres, e não só delas, espero que também haja mais abertura para o poliamor, as abordagens de gênero, o não preconceito.
    Que nossa sociedade mude.
    Bj

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    1. Arrasou, Michele! Com certeza, tomara que os olhares se expandam e que todos ganhemos maior representatividade!

      Na semana passada falei um pouquinho sobre as possibilidades da ficção-científica, adoraria seu comentário por lá <3
      http://saotantas.blogspot.com.br/2017/03/tips-por-delson-neto-sci-fi-um-mundo-de.html

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