segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Paragráfos, por Mai Passos G: Meu amor é como uma estrela



Hey coisas lindas da tia Mai. Hoje e segunda e é dia de conto! Para hoje trago o conto "Meu amor é como uma estrela" tradução da musica "My Love Is a Like Star" da Demi Lovato que embala nosso romance! Se você curtir a história deixa aquele comentário e compartilha nas redes pra ajudar e incentivar a autora aqui <3. A opinião de vocês é muito importante.
Para a próxima semana temos o conto "Eu sim queria" que vai contar a história da Juliana e do Juliano, uma patricinha maluca e um Doutor safado!
Nos dois contos falamos sobre Isabella e André, os dois são personagens principais do meu livro "O Som das Palavras" que está sendo postado atualmente no Wattpad e no Luvbook. 





Meu Amor é como uma Estrela


O espaço entre nós
Começa a parecer que somos de mundo diferente
Como se eu estivesse ficando louca
E você diz que está chovendo em seu coração
Você está me dizendo que ninguém está lá
Para tentar secar a inundação
Oh mas isso é loucura
Pois, baby, eu já disse que estou aqui para sempre

Anna

Minha mãe sempre me disse que nada vida a gente tem escolhas, e que na hora de tomar a decisão certa é preciso saber com qual saberemos lidar melhor no futuro. A escolha que tive que fazer há seis meses não foi a mais fácil, mas foi necessária.
Eu sempre soube que eu e Nicholas éramos um caso sério. Nossos mundos eram diferentes; ele uma estrela do rock e eu uma arquiteta recém-formada que fazia voluntariado num orfanato. Nick, seu apelido, era um cara que tinha tudo. Dinheiro, fama, mulheres e o mundo aos seus pés, enquanto isso eu trabalhava para me manter, quando a vida nos colocou frente a frente mundos inteiros se colidiram para que pudéssemos viver o que vivemos, mas a vida nunca é fácil, as diferenças, muitas vezes, são maiores que nós mesmos. Os meus sonhos e a vontade de lutar por mim mesma eram fortes, como sempre ouvi meu pai dizer: não é porque duas pessoas se amam que elas vão permanecer juntas.
– Anna – escutei a voz de André atrás de mim – olá.
– Oi – virei à cadeira dei de cara com ele e Ariana que me encaravam.
– Hey sua doida – Ariana sorriu-me e eu retribuí – como está a minha arquiteta preferida?
– Cansada – fui até ela e lhe abracei, assim como fiz com André. – prontos para olhar o projeto final da casa de vocês?
– Sim! – Ariana afirmou entrelaçando o braço no de André.
– Sentem-se.
Sorrindo aprontei minha mão para as cadeiras em frente a minha mesa e os dois se acomodaram, não demorou muito para ligar no modo “Arquiteta” e explicar para eles todas as modificações feitas. Com um olhar aqui e ali eu poderia notar a felicidade de Ariana em relação à casa e a tudo, André parecia meio alheio ao que estava acontecendo e eu não o julgava. Isabella estava de volta a Aurora; e se o que Juliana havia me contado fosse verdade, o amigo do meu irmão estava ferrado.
– Então se tudo ocorrer como o planejado à reforma fica pronto em sessenta dias.
– Sem problemas – André sorriu pela primeira vez, mas ainda podia ver as feições de tristeza em seu rosto – nós vamos passar pelo menos duas semanas em lua de mel e ficaremos na casa do meu pai na volta.
– Tudo bem – sorri – vou pedir para o Afonso cuidar da obra e me passar tudo.
– Ann – Ariana me chamou pelo apelido – quando você vai voltar para Aurora? Já se passaram seis meses.
– Eu não sei Ari – respirei fundo. Tirei os óculos e pus em cima da mesa – eu não sinto como se devesse.
- Anna – André segurou as minhas mãos por cima da mesa – eu te conheço desde que nasceu – aqueles grandes olhos safiras me encaravam – e conheço aquele cabeça dura do Nick, eu sei que ele é um idiota, mas se eu fosse você daria uma chance e voltava a Aurora.
– É verdade – Ariana deu um olhar cúmplice pro André.
– O que vocês estão sabendo?
– Nada – André se levantou e minha amiga fez o mesmo – acho melhor você mesma ver – sorriu.
Eu levantei e fiquei encarando os dois, eles sabiam de algo que eu não sabia, e se eu tentasse descobrir todos naquela cidade não me contariam a não ser que eu voltasse e descobrisse por mim mesma.
– Vocês estão sendo sacanas – emburrei.
– Não – André entrelaçou os dedos com de Ariana e iam em direção a porta – mas, se quiser descobrir vai ter que voltar.
Fiquei sem reação enquanto meus amigos saiam do meu pequeno escritório em Pedro Anteres, e me deixavam como uma idiota a ver navios querendo saber do que eles estavam falando.

Nick

Olhei para a grande casa a minha frente, depois de cinco meses ela estava ficando pronta, ainda faltava à pintura externa, o jardim, e uns retoques menores nas aberturas, mas estava definitivamente quase tudo pronto.
Há um ano se me perguntassem se gostaria de fixar raízes em algum lugar eu diria ‘não’ porque essa era uma verdade. Nunca pensei em ter casa fixa para onde voltar, toda a carreira de cantor consumiu todas as coisas reais de que um homem precisava: inclusive a necessidade de um lar. Saí de Aurora aos dezoito anos, sem olhar para trás. Deixei o orfanato, os amigos e tudo o que tinha de mais importante para mim, veja, eu era um garoto de dezoito anos que cresceu em lares adotivos e orfanatos, eu queria tudo e não queria nada, tinha raiva do mundo e dos meus pais biológicos que me abandonaram. Nunca soube o que foi ter lar, até conhecer: Anna.
A vida era bem irônica às vezes. Saí daqui e jurei jamais voltar, mas acabei exatamente onde deveria estar e foi onde a conheci.
Quem diria que o velho Nicholas Stoll, rock star famoso, rico e cheio de mulheres acabaria apaixonado por uma nanica, metida e brava? Foi como acabei, só que no meio de tudo isso estamos separados porque eu era um idiota.
– Nick – Juliano gritou de dentro da casa – isso aqui ta demais.
– Eu sei – sorri convencido enquanto meu melhor amigo saía pela porta e vinha em minha direção – cara, você realmente virou um babaca apaixonado.
– Olha quem falando – dei um soquinho em seu ombro – o cara que não para de falar o quanto a Juliana é incrível!
– Hey – ele protestou – somos apenas amigos com benefícios.
– Sei – sorri – só você acredita nisso.
– To te falando irmão - sacudi a cabeça negando – estamos apenas fazendo sexo gostoso.
– Se você diz – sacudi os ombros.
– Você acha que ela vai voltar? – sabia que ele falava de Anna.
– Não sei – sorri fraco – quem sabe.
– Cara, ela te pegou de jeito né?
– Não posso nem começar a te descrever o quanto.
Juliano apenas balançou a cabeça em negativa como se não pudesse entender o que eu sentia por aquela mulher maravilhosa. Eu a amava de uma forma tão irracional. Nos meus vinte e sete anos nunca pensei se quer em me apaixonar, ou então sonhei que sentiria vontade de dividir a vida com alguém, e quando isso me aconteceu a perdi. Anna era uma estrela, uma grande e encrenqueira estrela que entrou na minha vida e saiu tão rapidamente que pensei que talvez estivesse sonhando.

Meu amor é como uma estrela
Você não pode sempre me ver
Mas você sabe que eu estou sempre lá
Quando você vê alguém brilhar
Tome como se fosse meu
E lembre-se que estou sempre por perto
Se você vir um cometa
Baby, eu estou nele
Voltando para casa
Apenas siga o brilho, é
Não vai demorar
Apenas saiba que você não está sozinho
Anna

Eu deveria ter algum problema para fazer o que estava fazendo. Simplesmente arrumei as malas e fui para Aurora. Passei exatamente uma semana divagando sobre o que André e Ariana me falaram e decidi descobrir por mim mesmo o que estava acontecendo que ninguém me disse; minha mãe, meu pai, meu irmão e até a Juliana se negaram de dizer. Fazia seis meses que deixei Aurora após uma briga definitiva com Nick.
Nós éramos muito diferentes, eu queria uma casa, filhos, festas em família, viagens e uma carreira. Nicholas queria farra, mulher, e viver no mundo que ele sempre viveu, não tinha como dar certo, entende? Eu não podia exigir que ele deixasse tudo por mim, dá mesma maneira que eu sei que se o seguisse por onde for acabaria uma hora ou outra cobrando dele o que eu sei que ele jamais me daria. Muitas vezes, o amor não é suficiente, nem de só de beijos, sexo e paixão se vive um relacionamento. Relacionamento, é ceder, é dividir, é fazer o que o outro quer para vê-lo sorrir. Eu faria qualquer coisa por aquele homem, mas sei que ele jamais poderia me dar o que eu queria, porque Nick não acreditava em família, em lar, em alguém que estivesse sempre ao seu lado. Jamais o culparia por pensar assim, ele viveu a vida em orfanatos e lares adotivos, não tinha uma base familiar ou exemplos de família. Então, para que todo aquele sofrimento previsto não me acontecesse resolvi ir embora antes dele, não suportaria vê-lo partir. Agora, seis meses depois, estava voltando a Aurora por algum motivo, que eu sei, estava além da curiosidade.
Entrando na rua na qual meus pais moravam vi Isabella conversando com André, na verdade eu acho que eles estavam discutindo, em frente à casa dela. Gesticulando com as mãos vi que seu rosto transmitia dor, em um gesto muito familiar André jogou seus braços sobre ela, e aquela menina magra, mirrada se aconchegou em seus braços como se encontrasse ali seu lugar. Passei com o carro devagar para continuar acompanhando aquela cena, ao que tudo indicava não era só Isabella que se sentia em casa.
Balancei a cabeça a afastei o pensamento, Ariana era uma grande amiga, eu a amava. Sabia o quanto ela amava André, mas não era ela quem ele queria, estava nítido na cena em que acabei de presenciar.
Passando reto pela casa dos meus pais decidi ir direto até a velha casa dos Fonseca, a mesma que Nick alugou para passar um tempo em Aurora e cumprir a sentença que lhe foi dada por dirigir embriagado. Se meus cálculos estivessem certos, em uma semana ele estaria livre dos trabalhos voluntários e estaria de volta à Nova York, onde morava.
O fim da tarde se aproximava quando entrei com carro na rua e parei a alguns metros da casa. De onde eu estava podia ver Nick pintando as paredes externas de pendurado em uma escada, o jardim cheio de entulhos.
– O que você está fazendo? – sussurrei para mim mesma.
Saquei o celular da bolsa e resolvi enviar um whatsapp para Juliana, ela, com certeza, saberia o que estava acontecendo.

“Ju, porque o Nick está reformando a casa dos Fonseca?”

“Ele comprou a casa”

Foi à única resposta que recebi da desmiolada da Juliana!
Droga! O que esse homem estava fazendo?

Nick

Sai do banho e vesti uma calça de abrigo e um moletom, embora fosse inverno aquela noite esta razoavelmente quente não exigindo muita roupa. Desliguei as luzes do meu quarto e desci até a cozinha, abrindo a geladeira peguei uma cerveja e decidi sentar nos degraus da frente de casa e olhar o céu, a noite em Aurora estava estrelada como há dias não via.
Sentado com a garrafa de cerveja na mão direita, mirei o céu e ali fiquei.
No tempo em que eu e Anna compartilhamos a cama e até um pouco de nossas vidas ela sempre gostou de sentar na varanda e assistir a noite, quando éramos presenteados com uma estrela cadente ela fechava os olhos e fazia um pedido, como uma criança inocente que acreditava em magia, essa era uma das qualidades que mais amava nela.
Quando fui preso por dirigir embriagado pensei que cumpriria minha pena no Rio de Janeiro, onde fui pego, mas o Juiz me obrigou a voltar a Aurora e cumprir um ano de trabalho voluntário no orfanato onde cresci. Dei uma pausa na carreira e vim cumprir a determinação da justiça.
Eu nunca quis voltar para essa cidade, mas a vida me obrigou. Foi no mesmo orfanato em que cresci que conheci aquela mulher, ao qual me apaixonei perdidamente sem nem perceber.
Não acreditava em nada das baboseiras românticas, nem em casamentos e muito menos em família, afinal, nunca tive isso, mas bastou seis meses com Anna e a família dela para notar e entender que tudo o que eu sempre quis, era o que eu negava querer. O maior erro do ser humano está em odiar tudo o que não teve, impossibilitando-se assim de conhecer todo um mundo novo. Se eu pudesse voltar naquele dia da nossa briga, eu juro pela minha vida que teria me ajoelhado e implorado para aquela mulher casar comigo e ser a mãe dos meus filhos. Porém eu era um completo asno e disse na cara dela que após cumprir a sentença eu voltaria a Nova York. No outro dia Anna simplesmente foi embora, e eu nem sabia onde ela estava, ninguém me contaria, acabei fazendo a única coisa que jamais pensei em fazer: comprei uma casa e decidi fincar raízes, esperando que um dia ela voltasse e me encontrasse. Sabe aquele clichê “Só damos valor quando perdemos.”? Era a mais pura verdade. Eu a perdi, e agora vivia na esperança dela voltar.
Olhei para o céu e vi a estrela cadente riscando o céu.
Fechei os olhos e fiz um pedido.
– Eu quero que a Anna volte, por favor, Deus. Eu falhei muito com o senhor, não rezei o suficiente e nem acreditei como deveria, mas, por favor, trás ela para mim.
Não notei que falava alto, até que ouvi:
– Oi Nick.

Eu tentei construir as paredes
Para mantê-lo seguro quando não eu não estiver por perto
Mas assim que eu estiver longe de você
Você diz que o mundo desaba
Mas a questão não é o tempo
Que nós não conseguimos passar juntos
É sobre quão forte é o nosso amor
Quando eu for embora e parecer que foi para sempre

Anna

Eu encarava um mar tempestuoso, com as ondas revoltas quebrando. A tempestade havia se formado naqueles olhos esverdeados. Eu não sei por que eu desci do carro e muito menos o que estava fazendo de frente para ele, eu apenas sentiu no meu coração que era isso que eu deveria fazer.
– Anna? – seus olhos me analisavam, como que para crer que era eu – o que você faz aqui?
– E-eu – suspirei e deixei os ombros cair – é melhor eu ir.
Virei de costas e comecei a andar em direção ao carro tentando pegar as chaves dentro bolsa, mas estava falhando miseravelmente nessa tarefa. Minhas mãos suavam.
Droga! Que merda eu pensava que estava fazendo? Porque eu achava que era só chegar aqui dizer “Oi Nick” e tudo iria se resolver? Como se eu não tivesse ido embora há seis meses? Maldição, qual era a porra do meu problema afinal?
Cheguei ao carro e encostei a cabeça na parte de cima, meus saltos me deixavam um pouco mais alta do que realmente eu era.
Mil vezes inferno! Porque eu não fiquei em Pedro Anteres? Porque por um segundo eu achei que poderia voltar a aquele sonho romântico onde a gente casava e tinha filhos? Não era isso que Nicholas queria, nunca foi! Eu simplesmente tinha que aceitar aquilo e ficar na minha, cuidando da minha vida e rezando para que um dia nossa história e meu amor por ele desaparecessem.
Como se fosse possível, sua idiota! Gritei para a minha própria mente.
Abri a porta e cantei pneu. Eu precisava voltar para a casa.

Nick

Anna?
Chamei mentalmente, onde você foi?
Droga! Puta que me pariu, caralho.
Porque cargas da água eu ainda estou aqui parado assistindo a mulher da minha vida indo embora?
Quer dizer, ela aparecer do nada me deixou bem surpreso, mas o fato deu perguntar o que ela estava fazendo ali era bem idiota. Mais idiota ainda era eu assistindo ela ir embora e não fazer nada.
– Mas, que inferno!
Bati forte com o punho no chão e me levantei, escutei o carro dela cantar pneu. Corri para dentro de casa e peguei meu capacete e a porcaria da chave da moto, eu não podia deixar aquela mulher ir embora, não mesmo.
A casa, tudo aqui estava à espera dela. Eu a esperava.
Seguindo pela rua tentei avistar o carro dela, ou tentar alcançá-lo. O avistei na esquina seguinte dobrando em direção para que ia a rodovia estadual.
– Não, não Anna – acelerei – eu não vou te perder de novo.
Estava cansado da sensação de sempre ser derrubado toda vez que ela ia embora, estava exausto de não tê-la aqui. Eu lutaria por aquela mulher, mesmo que para isso tivesse que fazer uma loucura.


Você diz que o tempo longe faz seu coração anestesiar
Mas não posso ficar só para provar que você está errado
Veja até onde nós viemos
Não sabe que é o único?

Anna

Enquanto eu seguia para pegar a rodovia estadual, as lágrimas escorriam pelo meu rosto. Porque amar era tão difícil?
Qual foi o ponto da minha vida que deixei que Nicholas dominasse todo o meu coração? Talvez, amar fosse à única verdade ao qual você não conseguia explicar.
Aumentei o volume do som tentando cantarolar a música que vinha do rádio e me concentrar nas ruas, se eu não parasse de chorar eu causaria um acidente.
Virei à esquina para pode enfim entrar da rodovia, foi quando uma moto me cortou a frente fazendo eu frear loucamente.
– Mas, que merda! – gritei batendo a mão na direção enquanto tentava controlar as batidas do coração.
Desci do carro para ver quem era o maluco, eu sei que fui irresponsável, pois, poderia ser um assaltante, mas qual é, estávamos em Aurora.
– Qual o seu problema? – gesticulava com a mão enquanto o doido descia da moto e tirava o capacete.
– Você! – ele gritou. Parei de dar uma de louca quando ouvi aquela voz e o mirei.
– Você é louco Nicholas? – apontei o dedo na cara dele.
– Louca é você, viu como estava dirigindo? – ele se aproximou – você bebeu?
O vi se aproximar e me segurar pelos braços tentando cheirar minha boca.
– Me solta – o empurrei – eu não bebi.
– Você poderia ter se matado, Anna!
– Foda-se – virei às costas e comecei a andar de volta pro carro.
– Pode voltar aqui – senti sua mão me segurar pelo braço – eu não sai de casa que nem um maluco pra senhorita ir embora.
– Nick – sussurrei – por favor.
– Por favor, Anna – soltei-a devagar – me escuta.
Assenti, pronta para a facada final.
– Eu te amo – levantei meus olhos e lhe encarei – te amo tanto baixinha, tanto que chega a doer – suas mãos foram para nas minhas, segurando-as – eu quero você, do jeito que você é. Quero casa, filhos, uma vida com você.
– Nicholas – suspirei – e se um dia você acordar e ver que não quer isso? Que fez a escolha errada?
– Anna – ele se aproximou – o que eu preciso fazer para você entender que a única escolha minha é você? – seus olhos eram tão sinceros que eu era só emoção.
– Nick – quem se aproximou dessa vez foi eu – você tem certeza?
– Sim – a resposta foi rápida – deixa eu ser seu único.
– Você é.
Sem esperar o que ele falaria eu o beijei.
Colei meus lábios nos dele porque era isso que queria. Ele também, eu podia ver. Nick me ergueu do chão e me girou no ar.
– Eu te amo sua maluca!
– Eu também te amo seu ogro!
Enquanto voltávamos a nos beijar o rádio do meu carro começou a tocar “My Love Is A Like Star” da Demi Lovato. Rimos com tal feito, aquela era a minha música favorita, Nick nunca gostou dos meus gostos para o pop, e me zoava por isso.
My love's like a star yeah. You can't always see me. But you know that I'm always there…
Nick cantarolou o refrão enquanto dançávamos no meio da rua. Ri que ele sabia a letra da música.
Eu amava aquele homem, e Deus que me desse forças para aguentar tanto amor explodindo no meu peito.

FIM


domingo, 19 de fevereiro de 2017

Prosa no Divã por Leandro Salgentelli: Quando um texto pega pelas mãos

Imagem: Reprodução/ Internet 
Toda vez que leio um texto, um livro, um poema, eu fico observando o lugar em que estou. Geralmente, o ambiente contribuí para o que vou sentir no desenrolar da história, assim como também o que vou sentir será influenciado pelo meu dia. Se meu dia for turbulento, vou ler o texto correndo e não vou me atentar aos pequenos detalhes, se meu dia foi calmo, lerei prestando mais atenção; se estiver com a cabeça no mundo da lua, vou ler, reler e não entenderei nada. Mas se estou agitado e o ambiente está calmo, então me organizo para ficar calmo.

Além do meu estado de espírito e o ambiente, o estilo do autor também me influenciará. A ler Luís Fernando Veríssimo, eu fico humorado. A ler Clarice Lispector, todas as coisas passam a ter existência. A ler Lionel Shriver ou Arnaldo Jabor, meu senso crítico fica cáustico. A ler Carlos Drummond de Andrade e Martha Medeiros, eu sinto a vida mais doce. 

Fico pensando: o que te causo enquanto lê esse texto? 

Já quando escrevo um texto procuro o ambiente mais silencioso possível. Agora, por exemplo, são 1h42 da manhã. Todos estão dormindo. Fico pensando, também, onde você vai estar quando ler essa pequena crônica.

Como é domingo, talvez você esteja tomando café da manhã, comendo um pão quentinho com leite e chocolate. Talvez você esteja de férias e mesmo do outro lado do mundo se sinta tão perto. Talvez você esteja deitado visualizando os e-mails e, de repente, chega este com um título tão simplório, mas que o instigou a ler até aqui.  
Imagem: Reprodução/ Internet 
Às vezes os textos chegam como luva, naquele exato momento em que você está refletindo sobre o que fará na data de aniversário, o que vai vestir amanhã cedo quando o relógio despertar. Às vezes eles chegam quando uma lágrima escorre pelo rosto, quando sente que está abandonada e que o mundo fechou às portas; e então, aquele texto te pega pela mão, e diz que não está sozinha. Em algumas pessoas, aquele texto pode servir como consolo, poder servir como aquele abraço tão esperado. 

Quando um texto nos pega pela mão, pode ser que estejamos num ambiente tumultuado, pode ser que estejamos num universo à parte, e ele vai nos levar para um lugar em que o mau humor não tem vez. 

Pode ser que aquele comentário maldoso da sua mãe tenha contribuído para o seu mal-estar. Pode ser que aquele fora do carinha que estava gostando tenha a deixado angustiada. Pode ser que o vazio que sente tenha o deixado cabisbaixo. Mas quando a arte nos pega pela mão, e a sentimos, e nos emocionamos, e a contemplamos, quando há uma conexão, mesmo que seja um lampejo, sentimos como se estivéssemos em casa. Resta saber se o alcancei e o levei pra dentro.

Mas se chegou até aqui, acho que alcancei sua mão. 

                                  leandro.salgentelli@outlook.com.br

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Entrelinhas por Suellen Mendes: Uma lembrança feliz



Olá, meus queridos! Tudo bem?

Hoje darei início a um novo projeto com vocês: Contos do Destino – As Memórias do Jogo!



Em 2015, publiquei o meu primeiro livro O jogo do Destino, pela Editora Baraúna. O livro é uma trilogia e, pela forma que foi encerrado, rendeu muitos comentários e curiosidade a respeito do que viria a seguir.




O jogo do Destino conta a história de Rafaela, Gustavo e Júlio. Três amigos de infância que acabaram se distanciando após um evento trágico que marcou aquela fase de suas vidas.
Dez anos depois, o trio finalmente fica completo e Rafaela torna-se inesperadamente o vértice de um improvável triângulo amoroso. O livro Contos do Destino, que já está disponível, integralmente, na Amazon e, parcialmente, no Wattpad, surge como um spin-off do enredo principal. Sendo esta uma coletânea de contos baseados nas memórias dos personagens principais, durante a época em que o grupo deixou de ficar junto.
O primeiro conto, Uma lembrança feliz, é narrado por Júlio, que revive o último dia em que ele, Gustavo e Rafaela passaram juntos na fazenda da avó de seus amigos - Gus e Rafa.

Desejo a vocês uma ótima leitura! Semana que vem teremos mais memórias desse trio.




Uma lembrança feliz!
(Júlio)

“Na linha do tempo, o destino escreveu
 Com letras douradas, você e eu...”
(Na linha do tempo – Victor e Léo)
- Assim não dá! Vocês sempre trapaceiam! – A Rafa estava debruada ofegante sobre a grama, enquanto Gustavo voltava para ver se a prima estava bem depois do caldo que demos nela enquanto “competamos” para ver quem chegava primeiro at a margem.
A Rafaela estava certa, sempre trapaceávamos. A pobrezinha não tinha chance conosco!
- Você está bem, criança? – Gus perguntou tentado conter o sorriso.
- Não graças a voc! – a ouvi resmungar.
Rafa agora estava deitada com as costas no chão e seu peito subia e descia ritmicamente tentando colocar o ar para dentro de seus pulmões. Parei tempo demais observando os picos salientes que começavam a marcar o busto molhado do seu vestido. Cara, já havia um tempo que vinha tentando pensar na Rafaela mais como uma irmã, do que como a doce sobrinha do patrão que estava se transformando em uma moça linda perante os meus olhos, mas a verdade que para um garoto de quatorze anos isso no era remotamente fcil, pelo contrrio, o fluxo sanguneo em meu corpo me fazia acordar ofegante noite devido aos sonhos que tinha com ela.
Eu me sentia um moleque pervertido, mas a verdade é que naquela fase não somos muito racionais. O mais constrangedor é que eu ainda parecia o mesmo garoto magrelo, enquanto ela desabrochava; nem mesmo a Rosa, que é três anos mais velha do que a Rafaela, havia se desenvolvido tanto quanto ela.
Tentando recobrar o meu juízo, empurrei esses pensamentos para longe e deitei-me ao lado de Rafa. Estávamos os três escudeiros juntos, como sempre estivemos. Gustavo e eu ladeamos a Rafaela e ficamos assim por um tempo; deitados na grama, com os olhos fechados, e a respiração tranquila acompanhando o ritmo da gua no lago.
- Vocês so uns malas comigo, mas a verdade é que sempre sinto saudades quando preciso voltar para casa. – Rafa disse ainda com a mesma calma que havíamos conquistado minutos antes.
Sua voz suave me fez virar meu rosto em sua direção. Percebi que Gustavo havia feito o mesmo, mas no dei muita importncia a ele, a verdade que estava preso imagem dela – os lbios rosados em formato de coração, contrastando to bem com a pele branca, mas que agora tinha as bochechas rosadas pelo sol.
Instintivamente segurei a mão de Rafaela que estava ao meu lado e, ao mesmo tempo em que Gustavo, confessei: - Também sentirei saudades!
Rafaela sorriu e, simultaneamente, levou minha mão e a do primo, que estavam atreladas às dela, aos seus lábios.
- Vocês so uns fofos! – disse sorrindo, e sem nos dar chance de prever sua mudana de estratgia, levantou-se e comeou a correr em direção ao lago.
- Dessa vez eu vou ganhar!!! – gritou sem olhar para trs.
Gustavo grunhiu frustrado enquanto nos levantávamos e corríamos atrás dela. Apressei-me, e antes que ela pudesse tocar à margem eu já a havia envolvido pela cintura, carregando-a enquanto avançávamos pela gua. Mergulhamos juntos e ao emergir a encarei talvez um pouco mais do que o necessrio.
- Acho que ganhei!
- Na verdade, empatamos! – provocou.
Antes que pudéssemos dizer qualquer outra coisa, Rafa estava no fundo novamente. Gustavo aproximou-se sem que percebêssemos e, ao puxar Rafaela pelas pernas, a fez mergulhar.
Rafaela voltou à superfície em meio a uma crise de tosse e o primo a ajudou a manter o equilíbrio segurando-a; ela, instintivamente, passou as pernas pela cintura dele e os braços pelo seu pescoo. Deus! Eu queria tanto estar no lugar do meu amigo! Porém, isso só poderia ser uma loucura, afinal, ela era uma fedelha quatro anos mais nova do que eu, mas... vai explicar isso para a genética que a havia feito desabrochar cedo demais!
- A verdade é que os dois trapacearam! – Gus que estava com um ar indignado, comentou acalentando a prima.
A relação desses dois era interessante. O Gustavo vivia perturbando-a; por outro lado, era carinhoso, e superprotetor quando qualquer outra pessoa a perturbava. Pareciam muito mais do que primos, eram como verdadeiros irmãos!
- Você quer dizer que ns trs trapaceamos! Somos uma quadrinha de trapaceiros! Perigosos mesmo... – Rafaela continuou com o dramalho por mais algum tempo, o que nos fez rir.
Ficamos no lago até o sol começar a se pr, então decidimos voltar à fazenda. Aquela seria a última noite de Rafaela na casa da avó; no outro dia ela e os pais retornariam à cidade, pois as aulas da Rafa iriam iniciar. O mês havia passado to rpido! Foram dias incríveis! Mas, infelizmente, estávamos condicionados a curtos encontros semestrais, salvo às vezes em que José e Beatriz tinham uma folga e podiam trazer a filha para visitar a avó e os padrinhos.
- Meu Deus! Olhem o estado de vocês! – Dona Luíza comentou ao nos observar com bastante atenção.
Com certeza era um estado deplorável, os três molhados, despenteados e ofegantes devido a nossa corrida à cavalo, do lago até a casa principal. Prevendo a bronca, Rafaela correu em direção av e abraçando-a pediu cheia de carinho:
-.Briga não, Vovó!
- Só estávamos aproveitando nosso último dia antes da Rafa ir embora. – Gus comentou se unindo s duas.

A vovó me olhou com ternura, já amolecida pelo afeto dos netos.

- E você, Jlio, no quer se unir a ns? – perguntou, fazendo-me sentir parte daquela família.
Juntei-me a eles naquele abraço. Depois, fomos tomar banho, mas antes combinamos de nos reunir para jantar com a vov Luíza e os pais da Rafa e do Gustavo naquela noite.
Depois do jantar, Vovó Luíza nos fez sentar na sala para ouvirmos Rafaela tocar. Ela havia começado a fazer aulas de piano uns trs anos antes daquele dia e, desde ento, a vov decidiu que era uma boa ideia manter um piano para ouvir a neta, pois dizia que isso a acalmava. A verdade é que ouvir a Rafa também me acalmava!
A Rafaela começou a tocar Ben, do Jackson Five. Eu não era bom em inglês; mas, desde que percebi que ela gostava de tocar msicas nesse idioma, aceitei o convite da Dona Luíza e passei a ter aulas com o Gustavo e um professor particular que a avó do meu amigo pagava para nos ensinar. Então, não foi muito difícil entender sobre o que tratava a letra daquela música.

“Ben, não precisamos mais procurar
Encontramos o que estávamos procurando
Com um amigo para chamar de meu
Nunca ficarei sozinho
E tu, meu amigo, verás
Que em mim tens um amigo...”

(Trecho traduzido)

Eu sabia que era assim, nós três ramos as pontas de um tringulo inquebrvel. Eu acreditava que, independentemente do que viesse a nos acontecer, estaríamos sempre juntos, pois teríamos uns nos outros verdadeiros amigos. A única coisa que eu não poderia prever é que, no futuro, a nossa amizade seria posta a prova.





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Tips&Tricks por Delson Neto: Ampliando O Mundo Literário + Parceria com JBC

Hey, galerinha! Tudo bem com vocês?
Por aqui foi uma boa semana, e aí?



Pois cá estou de novo para falar sobre leituras diferenciadas – já dizia na Bíblia que nem só de livros físicos e famosos viverás o homem. Bora conhecer umas coisas diferentes? Acho que às vezes nos limitamos demais nas nossas leituras, nos prendendo a estilos narrativos, de enredo, e só ao que está no mercado e nas prateleiras. Mas sou da opinião que até leitura de rótulo do shampoo, ou da caixinha do leite, é válida: vem de você o que fará com aquele conhecimento, afinal, tudo pode se transformar em sabedoria!



WATTPAD

Essa aqui muita gente já conhece, mas ainda há muito para desbravar sobre! O Wattpad (link da plataforma) é uma plataforma digital voltada para autores independentes, novos autores e até mesmo fanfics. Através do desktop ou do ótimo aplicativo para celular, você consegue ter um mundo de histórias totalmente gratuitas na sua mão. Além da leitura dele ser fácil e arrojada, é possível organizar as leituras em bibliotecas.






As bibliotecas podem ser nomeadas e organizadas
da melhor forma que achar :)





O perfil também é bem prático e fácil de usar.
Você pode fazer login pelo
facebook, super rapidinho!
Esse é o meu, segue lá:


Tem livro para todos os gostos: romance histórico, fantasia, ficção científica, drama, policial, e por aí vai! Claro, é sempre bom dar uma garimpada nos títulos, porque há uma pirataria eminente (lembre-se sempre de denunciar cópias de livros ao encontrá-los!) e histórias ainda em construção, mas honestamente vale muito a pena sim explorar essa possibilidade. Além de você poder ler confortável, está ajudando novos autores! <3

Alguns títulos que eu li e recomendo demais, pois são de excelente qualidade:

→ Adastreia (link: https://www.wattpad.com/story/85226290) da Isabela Mião
→ O Cheiro da Rua (link: https://www.wattpad.com/story/88108481-o-cheiro-da-rua) do Artur Castilho
→ Águas Silenciosas (link: https://www.wattpad.com/story/86186770-%C3%A1guas-silenciosas) do Alex R. Martins

E vocês também podem conferir os meus!

→ Os Guerreiros de Alquemena (Degustação):
 

→ A Bolsa de Contos de Naví:
 

→ Shura (na íntegra só até domingo!!):
 

E não deixem de conferir os grupos do Facebook do Wattpad, lá tem joias preciosas esperando a sua leitura!


MANGÁS

Aí está uma referência que trago para minha vida e escrita desde muito cedo – o vasto universo oriental dos animes e mangás. Por um tempo eu tive um hiato de acompanhá-los, porém, sempre que me reaproximo é como se um combustível criativo fosse aceso: sério, gente, tem histórias sensacionais nos mangás. Aposto que ao olhar de longe muitos pensam que são só ilustrações, mas por trás de vários deles há histórias tão complexas quanto qualquer livro (ou até melhores!)





fonte: http://animeflag.forumeiros.com/t272-mangas-jbc-o-que-esperar-para-os-proximos-meses



A booktuber (pioneira no ramo, diga-se de passagem) Tatiana Feltrin (https://www.youtube.com/channel/UCmEKnMzbltaFyiA6H46IDng) por exemplo, é adepta da leitura de mangás e comenta sobre essas leituras mensalmente. Foi ela que resgatou essa paixão que eu havia me distanciado por um tempo!

Os mangás tem uma leitura dinâmica, fácil, e um ótimo vocabulário – as traduções do japonês para o português são muito bem adaptadas, o que não provoca nenhuma dificuldade no enredo ao leitor, ainda mais com as notas de rodapés que nos auxiliam bastante com alguns termos. E o valor das edições mensais não são nada altos – vão de 13 a 18$, bem mais em conta do que comprar um livro por mês quando as finanças não vão lá muito bem haha






Aproveitando esse gancho, eu indico a leitura de FullMetal Alchemist, da mangaká Hiromu Arakawa, uma obra excepcional em qualidade de narrativa, traço e lições que cada personagem traz. Sou fascinado por essa série desde que vi a animação, agora, com o relançamento de FullMetal pela Editora JBC – a maior do Brasil na área – a oportunidade de ler os mangás é maravilhosa! São 27 Volumes ao total e ainda dá tempo de achar os primeiros no site (http://mangasjbc.com.br/) ou até mesmo nas banquinhas (eu comprei atrasado do 1 ao 5, risos)






Fullmetal Alchemist, obra máxima de Hiromu Arakawa, está de volta em uma Edição Especial de Colecionador! Edward e Alphonse Elric são jovens alquimistas que estão em busca da lendária Pedra Filosofal para recuperarem os seus corpos. Ouvindo rumores sobre ela, os irmãos Elric vão para uma cidade profundamente devota ao seu Deus e àquele que divulga sua fé, o Pai Cornello. Este religioso tem praticado atos milagrosos que mais se parecem com transmutações alquímicas, e investigando a origem de tais milagres eles conhecem Rose, uma garota que busca na religião a esperança de rever seu amado. A jornada dos irmãos Elric que desafiará os limites da fé e da ciência começa aqui!”
(Fonte: http://mangasjbc.com.br/fullmetal-alchemist-esp-01/)



FullMetal Alchemist sai mensalmente (sempre lá pelo dia 20 de cada mês, mas você pode conferir aqui [http://mangasjbc.com.br/checklist-fevereiro-2017/] a checklist mensal e periodicidade dos títulos da editora) em uma edição especial por R$16,90 em todas as livrarias e revistarias do país. Também pode ser assinada conforme os pacotes disponíveis!

Ah, e deixa eu contar para vocês essa SUPER novidade: agora a minha coluna aqui no São Tantas Coisas conseguiu essa parceria ótima com a JBC! Pense em uma pessoa que está feliz haha Então preparem-se que agora levaremos a cultura pop e a literatura a outro nível com as novidades dessa mega parceria!


E vocês – o que já leram no Wattpad? Ou de mangás?
Se ainda não tiveram oportunidade, bora lá! O/

Não esqueçam de conferir meu instagram, sempre saem fotos das minhas leituras, dicas e escritos por lá também: @delson_neto


Um abraço e um beijo a todos!

Até a próxima sexta!