sexta-feira, 28 de julho de 2017

TIPS&TRICKS por Delson Neto - Quem nos enxerga como escritores?

Hey, galerinha! Tudo bem com vocês?

 
Nesta semana - especificamente no dia 25 de Julho - tivemos uma data importante: foi o dia do nacional do escritor. Sempre nesta data eu me pego pensando sobre uma coisa... Quem realmente nos enxerg como escritores? 

Não entendeu a pergunta? Então vamos pensar aqui um pouco, juntos.






Todo dia 25 a minha linha do tempo fica cheia de posts, marcações, e homenagens lindas que blogueiros literários, colegas escritores e editoras publicam. 
O carinho é demonstrado de forma muito espontânea e que nos faz acordar pela manhã já com um sorriso ao ler menções sobre nossas obras, trabalho e toda a batalha que enfrentamos diversas vezes para conquistar o nosso lugarzinho ao sol nestas terras tupiniquins. Não há glamour para um escritor nacional - há sangue que verte para que haja o mínimo de valorização do nosso ofício. Essa construção de valores parte antes de nós, mas ela só permanece viva enquanto a abastecem, e nisos diversas pessoas fazem parte para que continue acontecendo e nossos textos não morram na praia.





Contudo, consegue notar a sutileza dessa comemoração? "[...] blogueiros literários, colegas escritores e editoras publicam." homenagens. Eu não disse familiares, amigos. Uma tia distante que lembra da sua existência e trabalho, ou qualquer outra pessoa de fora do meio literário. Entende? Quem consegue atravessar as brumas da escrita, da arte, que a cobre com essa imagem utópica de que ninguém vive de escrita, e de que ser artista é uma ilusão, somos apenas nós mesmos. Nós que escrevemos dia após dia, nós que admiramos as obras nas prateleiras, nós que divulgamos o trabalho do autor nacional. Ninguém de fora nos vê com seriedade: ah, você é escritor? Legal, mas o que você faz DA VIDA?




Todo mundo já foi encarado com esse questionamento, desde que dentro de alguma área artística. Talvez se fizessemos qualquer outro trabalho, se fossemos médicos, advogados, e profissões de cunho mais tátil a quem nos olha de fora, amanheceriamos todo dia 25 de Julho com um bombardeio de mensagens de familiares e amigos - "Parabéns", "Sucesso!", "Sinto orgulho de você". Mas isso acontece? Não, e talvez nunca aconteça. Só quem vive das letras reconhece a si mesmo e aos próximos como alguém de valor. Ao resto? Estamos a mercê da vadiagem, sem rumo, vivendo de sonhos.




Talvez realmente a gente vive de sonhar. De realizar? É mais difícil, porém, não impossível. Mas temos que provar com unhas e dentes ao olhar público que merecemos valor, e merecemos realização. Caso contrário, você só publicar e-books, publicar por editoras menores, ou escrever no Wattpad, não te faz escritor. Não te torna sério. Ainda há uma visão arcaica acerca dos grandiosos lançamentos, das páginas amarelas. Se você não os tem, não é escritor. É só alguém atrás do computador, vivendo de qualquer outro sustendo que te trazem.

Minha opinião honesta? Que queimem as folhas amarelas. Eu trocaria todas os livros do mundo por um pouco de reconhecimento. Reconhecimento real, honesto e que traga visibilidade. É difícil permanecer nas sombras, é ainda mais impossível não ser enxergado.


No próximo dia do escritor, pense nisso! ;) 

Abraços e até a próxima sexta!

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Tips&Tricks por Delson Neto: Novidades + Checklist/JULHO da JBC!








Hey, galerinha! Tudo bem com vocês?


Nesta sexta passo aqui deixar um super post com tudo que engloba o universo da Editora JBC neste mês de Julho! Para quem ainda não sabe: aqui pelo blog temos também resenhas e conteúdos sobre os mangás da editora parceira. Já tivemos na minha coluna resenha de Fort of Apocalypse - um mangá para os amantes de zumbis - e de Dragon's Dogma Progress - este ideal aos apaixonados por fantasia! Além de posts sobre Ghost in the Shell e o relançamento de FullMetal Alchemist. Deu pra ver que a JBC só trabalha com títulos de peso, não é mesmo? ;) 

Agora para o segundo semestre a editora não parou - tem muita cosia vindo aí. Além dos títulos mensais, chegamos quase a metade de Fort of Apocalypse com seu quinto volume - e um incrível lançamento de FULLMETAL ALCHEMIST anunciado! Saca só os volumes que já estão percorrendo as prateleiras:



Blade – A Lâmina do Imortal #10

Para resgatar Manji aprisionado para servir de “matéria-prima” do experimento de imortalidade, Rin invade o Castelo de Edo ao lado de Doua, que desconfia que seu companheiro, Isaku, também esteja no castelo. Porém, o que elas descobrem é que o calabouço onde o imortal está confinado é uma verdadeira “toca de demônios”, repleta de aberrações e vítimas do experimento! E, como esperado, Habaki Kagimura e até Yamada Asaemon se postam no caminho de Rin e Manji…! Será que os dois conseguirão escapar inteiros daquele submundo quase pior que o próprio inferno?! A “saga do experimento de imortalidade” chega ao seu desfecho neste volume!

Obra de Hiroaki Samura Formato: 13,5 cm X 20,5 cm Número de páginas: 440 p. Preço: R$ 39,90 Classificação etária: 16 anos ISBN: 978-85-457-0295-5 Site: https://mangasjbc.com.br/blade-a-lamina-do-imortal-10/


 


Blood Blockade Battlefront #09


O comitê de organização da festa de final de ano da Libra exige a presença de todos! Porém, Zed sofre um ataque inexplicável e acaba perdendo seu equipamento vital, tendo que passar a confraternização dentro de seu aquário. Claro que o organizador da festa, vulgo Leonardo, não deixaria isso acontecer! Pela sobrevivência do colega e da festa, Leo e Zapp terão que enfrentar uma das maiores empresas bélicas de Hellsalem’s Lot!
Obra de Yasuhiro Nightow Formato: 13,5 x 20,5cm Número de páginas: 200 p. Preço: R$ 14,90 Classificação etária: 14 anos ISBN: 978-85-457-0310-5 Site: https://mangasjbc.com.br/blood-blockade-battlefront-09/
 







Fairy Tail #59

Um suspiro de alívio na guerra desesperadora contra o exército de Zeref! Mavis que estava nas mãos do inimigo consegue fugir com a sua magia de ilusão e vai ao encontro dos companheiros. Na mesma hora, Lucy enfrenta Brandish, que deixou muito claro que não pode se aliar às forças da Fairy Tail e, como prova, desfaz a magia que havia aplicado no tumor de Natsu, obrigando uma luta mano a mano com Lucy! Como se não bastasse, Mary da Spriggan 12 espera logo atrás, e com Natsu fora de jogo, a batalha parece perdida! Porém, o que as duas inimigas não esperavam é que o tumor do Natsu fosse despertar o seu pior pesadelo…!
Obra de Hiro Mashima Formato: 13,5 x 20,5 cm Número de páginas: 192p. Preço: R$ 14,90 Classificação etária: 14 anos ISBN: 978-85-457-0292-4 Site: https://mangasjbc.com.br/fairy-tail-59/

 
  

Fort of Apocalypse #05

Maeda e seus amigos conseguem encurralar Bokor que, controlando os inúmeros morto-vivos, tinha tornado o Instituto Shouran em um verdadeiro pandemônio. Mas o sinistro líder dos zumbis, mesmo sem a cabeça, continua perseguindo o jovem e lhe deixa um “grande presente”… Dignidade, amizade e sobrevivência! Quando parecia não haver mais esperança, o helicóptero que surgiu na frente dos delinquentes se tornará sua salvação?!
Obra de Kazu Inabe e Yu Kuraishi Formato: 13,5 x 20,5 cm Número de páginas: 192 p. Preço: R$ 14,90 Classificação etária: 16 anos ISBN: 978-85-457-0294-8 Site: https://mangasjbc.com.br/fort-of-apocalypse-05/







Fullmetal Alchemist ESP. #12

Para capturar os homúnculos, os irmãos Elric montam uma estratégia conjunta com Lin e Ranfun. Inicialmente, o plano dá certo, pois eles conseguem atrair os homúnculos, que são pegos de surpresa por Lin. Porém, o que eles não esperavam era King Bradley ser o homúnculo atraído, e o príncipe de Xing é rapidamente encurralado em razão da diferença esmagadora de força…! Que opções restam ao Lin e Ranfun para se livrarem da ameaça do Führer e ainda capturar algum homúnculo?!
Obra de Hiromu Arakawa Formato: 13,5 x 20,5 cm Número de páginas: 192 p. Preço: R$ 16,90 Classificação etária: 14 anos ISBN: 978-85-457-0297-9 Site: https://mangasjbc.com.br/fullmetal-alchemist-esp-12/







Knights of Sidonia #11

Através de uma nova tecnologia implantada na prótese de Izana, a nave Sidonia consegue captar um fraco sinal emitido do planeta Seven, para onde os ativistas migraram, mas que foram dizimados por Gaunas. Crentes de que é um sobrevivente dos ativistas, Nagate e Izana decidem ir ao resgate, contando com um grande reforço! O único problema é a Nave Mass Union Grande que está à deriva bem ao lado do planeta Seven, e a missão de resgate pode ser o estopim antecipado para o confronto final…!
Obra de Tsutomu Nihei Formato: 13,5 x 20,5 cm Número de páginas: 176 p. Preço: R$ 17,50 Classificação etária: 16 anos ISBN: 978-85-457-0298-6 Site: https://mangasjbc.com.br/knights-of-sidonia-11/

 


 


My Hero Academia #05

A luta mais preocupante do torneio começa! Uraraka terá que enfrentar de frente toda a agressividade de Bakugo, que não é do tipo que pega leve! Ela dispensou a ajuda dos amigos, mas será que tem algum plano especial contra o adversário?! Logo em seguida, também está marcada a luta entre Midoriya e Todoroki… Mas parece que o filho do herói nº 2 está muito mais preocupado com o pai do que com a luta! Será que Midoriya consegue explorar esse descuido e superar o Dom poderosíssimo do oponente?! Acompanhe a reta final do Festival de Esportes!
Obra de Kohei Horikoshi Formato: 13,5 x 20,5 cm Número de páginas: 200 p. Preço: R$ 14,90 Classificação etária: 14 anos ISBN: 978-85-457-0299-3 Site: https://mangasjbc.com.br/my-hero-academia-05/


The Seven Deadly Sins #24

Embora tenha sido por consequência da maldição, Meliodas finalmente volta à vida! Todos aguardavam o retorno do herói de Lyonesse, e isso marca o contra-ataque dos humanos contra os Dez Mandamentos! As figuras mais fortes do continente, desde os Grão-Paladinos, até a Maga mais forte que já existiu, todos se unem para pôr um fim, ainda que temporário, na guerra contra os demônios. Porém, quando Meliodas chega ao campo de batalha, alguns percebem uma ligeira mudança nele…
Obra de Nakaba Suzuki Formato: 13,5 x 20,5 cm Número de páginas: 200 p. Preço: R$ 14,90 Classificação etária: 14 anos ISBN: 978-85-457-0307-5 Site: https://mangasjbc.com.br/the-seven-deadly-sins-24/

UQ Holder #08

“Eu quero ser forte!” Touta inicia o treinamento extremo e infernal! Touta é desafiado por uma garota que conhece a sua real identidade e história. Para vencê-la, o garoto imortal decide participar do Torneio Ultimahora que acontecerá em um ano. Porém, mesmo com a ajuda de Afro e Kuroumaru, ele não consegue vencer os oponentes de Rank A das eliminatórias. E foi justamente no momento em que ele esbarra numa parede que aparece Dana, uma “titia” que esbanja imponência e classe! Que comece o árduo treinamento do Touta ao lado dela!
Obra de Ken Akamatsu Formato: 13,5 x 20,5 cm Número de páginas: 192 p. Preço: R$ 14,90 Classificação etária: 16 anos ISBN: 978-85-457-0301-3 Site: https://mangasjbc.com.br/uq-holder-08/







Agora, depois desse combo de novos volumes deste mês, eis a grande novidade envolvendo FullMetal Alchemist. Se você é fã da série como eu, ah, é melhor ficar preparado. SEMESTRALMENTE a Editora JBC lançará o GUIA COMPLETO FULLMETAL ALCHEMIST! :)
:)




Não é maravilhoso?! O GUIA COMPLETO já passou aqui no Brasil durante a primeira impressão de FullMetal, mas agora voltará ainda mais bonito para completar a nossa coleção do relançamento da série em edição especial. O primeiro volume está previsto para Agosto e são três dele para nossa alegria.






No Guia teremos contato com conteúdo exclusivo: entrevistas com a autora, bastidores da produção, textos, tirinhas extrasn(como as do final de cada volume) e muito mais! O Guia Completo FullMetal Alchemist já está em pré-venda nas melhores lojas do país por R$19,90 <3 Não dá pra perder, né? Eu já tô contando as horas!


sexta-feira, 14 de julho de 2017

TIPS&TRICKS por Delson Neto: Deixe o seu UP!


Hey, galerinha! Tudo bem com vocês?

Na última sexta-feira não consegui aparecer por aqui: então esta semana teremos post duplo! Sendo um hoje e o próximo no domingo a noite. Hoje trago algo para pensarmos juntos, principalmente se você, tal como eu, participa de grupos literários no Facebook – daqueles em que nós, autores, divulgamos nossos trabalhos incansavelmente.

Caso seja uma dessas pessoas, vem comigo. Só de ler a palavra “up” já deve ter uma ideia do que vou falar nessa sexta-feira. E lá vamos nós!




Quando começamos a publicar nossas obras em plataformas gratuitas online, como o Wattpad, por exemplo, nos deparamos com um enorme desafio: como chamar atenção para a história em ambientes digitais com cerca de cinco mil a quarenta mil membros? É muita gente! Os algoritmos do Facebook não colabora, os horários em que podemos divulgar e a forma de abordagem nem sempre são dos melhores. Então como proceder?

Primeiro de tudo, antes de partir para o assunto principal e a importância dele – mesmo que pareça tão singelo! – é muito bom lembrarmos que apenas jogar o link em um grupo, esperando por qualquer tipo de feedback, não funciona. Antes de querer leitores, leia. E isso vale para qualquer âmbito quanto escritor, ou na vida de modo geral. Temos uma tendência horrorosa de só querer, mas nunca ceder. É assim que grande alianças começam, quando você consegue exercer o ato de partilhar e receber o que não é só seu. Adquirindo esse hábito deixamos de ter apenas leitores, ganhamos alicerces que vão nos ajudar ao longo da construção de nossas pequeninas carreiras.



Eba, amigos!
 

Divulgue um trecho interessante do seu livro junto a uma imagem significativa, ou apenas interaja contando o que a sua história traz. Fale sobre outras coisas também! Surgiu um post legal no grupo? Comente, é a melhor forma para criar novos amigos e mostrar um pouco da sua visão de mundo. Um escritor também é formador de opiniões, então as expresse quando for pertinente, seja em uma treta ou apenas um tópico tranquilo que apareceu na sua hora livre.


Tendo decifrado as melhores maneiras de conhecer quem habita cada território e de conseguir, enfim, criar suas amizades a partir de leituras, surge uma palavra minúscula vinda do inglês: o famigerado up (ou seja, o sobe no bom e velho português).



 É hora de subir!


Não dá para saber ao certo de onde o hábito surgiu. Eu me lembro que nos antigos fóruns, ou até mesmo nas comunidades do falecido Orkut, os usuários costumavam deixar seu “up” nas postagens mais interessantes. O up não se trata de um código secreto que faz seu post ganhar mais destaque, o que está por trás dele é a frequência de comentários. Quanto mais interação tiver no quer que você tenha colado no campo de discussão do grupo, ou até mesmo na sua linha do tempo, maior é a visibilidade. Muito difícil que um post sem comentário algum vá aparecer para outras pessoas com o passar das horas, nisto o up se torna essencial para dar aquela boa alavancada na sua história.



Em grupos com muitos membros é normal que posts aleatórios tenham mais atenção. Seja o de alguém pedindo link para novas histórias, ou alguma polêmica, há uma grande possibilidade do seu ser soterrado devido a enxurrada de informações postada a cada minuto, por mais inteligente que ele seja. O “up” é um raio de esperança! De repente, surge aquele camarada comentando para seu post subir, e na sequência vem uma curtida, ou uma olhadinha rápida na sua história. Às vezes a pessoa nem precisa ter lido o que você escreve para te ajudar – só aquele esforço sucinto dela ao fazer teu texto subir já faz muita diferença.



E todos ficam felizes no final, yay!

Da mesma forma, devemos fazer nossa parte e mostrarmos apoio pelas causas e obras que gostamos, aqui também é válido dizer que nem sempre temos tempo de ler cada história que passa na timeline, mas um segundinho para deixar nossa força ao colega autor tem de sobra. São horas de dedicação e estudo para criar um post dos mais simples, então sejamos empáticos com o amigo ao lado, vamos deixar aquele “up” para ajudá-lo. Você pode não gostar do gênero que ele escreve, ou está em uma constante batalha contra o relógio para dar conta das suas listas de leituras, mas vai que alguém vê a publicação e cai de amores pela história no mesmo instante? O mundo está cheio de leitores a procura de um bom enredo, mas nem todos os caminhos para encontrá-lo são fáceis!

Lembre: não é só um up, é uma ajuda verdadeira!
Então se leu essa matéria rapidinha, mas que visa ajudar a luta diária dos jovens escritores, deixa um upzinho ;)

Até a próxima, pessoal!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Tips&Tricks por Delson Neto: A Arte de Revisitar



Hey galerinha, tudo bem com vocês?
Quem nunca ficou tentado a rever ou reler algo de que gostou muito? Difícil responder essa pergunta sem parar para pensar naquela série favorita em que você viu de novo um ou dois episódios, ou aquele livro no qual você só foi procurar um trechinho e acabou imerso na história mais uma vez. Tentamos ao máximo evitar repetições – mas como é gostoso viver só mais um pouquinho daqueles momentos maravilhosos de entretenimento.

Afinal, o que nos faz tão vidrados por reviver experiências?




Comecei a rever Avatar: A Lenda de Aang, então esse post é uma reflexão baseada nisso. Afinal, que desenho maravilhoso!





Muito é dito, inclusive, quanto a essa palavra tão conhecida – experiência, sempre ilustrando as buscas por um emprego novo, ou para outros âmbitos sociais. Contudo, o quanto é falado sobre os valores por trás dessa atribuição dada ao nosso acoplado de vivências? Experimentar é observar a vida ao nosso redor, vivê-la e, acima de tudo, absorver ao máximo todas as sensações vindas deste contato íntimo com momentos singulares dos nossos dias.

Quando lemos um livro, ou uma saga toda de obras, se for o caso, e nos apaixonamos de maneira instantânea por aquele universo fictício, caímos em um mar de obsessão pelo assunto: pesquisamos sobre o autor, o que e como foi construído dentro dos livros, consumimos produtos, vemos as adaptações cinematográficas, tudo isso com qual objetivo? Bem, essa resposta é simples, afinal, quando gostamos de alguma coisa queremos ficar mais e mais próximos daquilo, ampliando cada raiz daquela história tão querida. É como se fossem liberadas toxinas e outras propriedades químicas em nossos corpos, provocando reações de estímulo contínuo ao chegar perto de uma citação sequer daquele livro estimado. Então surge aquela necessidade de revisitar aquilo, quase como um vício, um guilty pleasure.
 









Tem vezes que preferimos rever o que já gostamos do que viver novas experiências.

E seria isso prejudicial ao nosso condicionamento e busca por conhecimento? Talvez, dependendo da abordagem dessas nossas revisitações nada inusitadas. Às vezes você quer só partilhar daquelas sensações vividas ao assistir uma série – e opta por revê-la ao lado de quem gosta, sem necessidade de juntos explorarem algo novo. Nisso surgem as madrugadas em claro revendo um seriado com um namorado, namorada, ou amigos e família. E você renova o seu olhar diante dos episódios, interpretações e cenas. Revisitar é aumentar também o senso crítico: no ímpeto do nosso primeiro contato com um veículo de entretenimento, a interpretação é mais rasa, porém, ela se aprofunda a medida em que nos conectamos mais uma vez àquilo. O que não pode acontecer é que isso vire rotina e fiquemos presos a uma bolha de gostos pessoais – depois da 3ª vez revendo Grey' Anatomy, eu vi que eu já estava exagerando nesse ponto.









Eu te entendo, Cristina Yang, eu te entendo...




Percebendo estas pequenas nuances entre uma visita e outra, adquirimos um histórico de sentimentos e fatos vivenciados. Toda vez a sensação de ver um final de temporada trágico, ou de reler a sua parte preferida do livro, será diferente. Nossa vida é inconstante e cada momento em que estamos está suscetível a reviravoltas internas. Veja, o nosso “eu” de alguns anos atrás não é o mesmo de agora – o que será que o de agora acharia ao ler Harry Potter e a Pedra Filosofal, 20 anos depois, a magia ainda seria a mesma? Provável que haveria uma enorme carga de nostalgia que a traria de volta, sim, mas estaríamos imersos em um novo olhar diante das linhas escritas por J.K Rowling.





O fato é que não devemos nos privar de reviver determinadas experiências devido a um senso comum de que o mundo é muito grande, que tantas são as possibilidades de conhecimento. Está tudo bem também em respirar, pausar, e sentir proximidade com algo já conhecido. Viver também é revisitar a si mesmo, seus gostos e peculiaridades.





Já revi o anime algumas vezes e agora estou acompanhando a história mais uma vez através do mangá! :)
Graças a essa edição linda que a Editora JBC relançou!
Você pode comprar no site da editora através dos pacotes de assinatura!



Até a próxima!








segunda-feira, 26 de junho de 2017

Resenha (36/150): Theus, de Fabrício Viana | Por Salvattore #EuLeioBrasil

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Sinopse: Esta é o quarto livro do escritor e bacharel em psicologia Fabrício Viana. Uma obra de ficção: "Junior se envolve com Ronaldo. Seus pais descobrem e o internam em uma fazenda religiosa para a cura da homossexualidade. Mas, assim que percebe que a cura não existe, Junior foge para São Paulo, onde conhece Gabriel e começa uma grande amizade e a busca de si mesmo”.

Será que ainda existe amor verdadeiro? E se existir, onde ele está? Em “Theus”, nosso personagem principal, que dá nome ao livro, vive a constante busca de sua felicidade no amor e nem imagina que ele estava mais perto do que esperava.

“Theus” é um romance escrito por Fabrício Viana, e trata sobre o amor entre duas pessoas do mesmo sexo de uma maneira sucinta e sem exageros. Os personagens trazidos pelo autor beiram a realidade pela forma como são descritos e cada emoção, história e sofrimento chegam ao leitor de uma maneira tocante.

Na história, Júnior (Também conhecido como Theus, por conta de seu nome Prometheus) busca incansavelmente a pessoa que o fará se sentir completo, já que sua vida sempre pareceu faltar algo. Na obra conhecemos como o garoto se descobriu homossexual e quem foi o primeiro romance de sua adolescência. Chegando a ser enviado por seus pais para um recanto que prometia curar gays, Júnior tem muito a nos contar.

Gabriel é o grande amigo de Theus,  o anjo que o ajudou quando ele mais precisou e é um personagem essencial para que possamos conhecer todas as formas de amor que Fabrício Viana busca trazer em sua obra. Relacionamento aberto, amor platônico, amor materno e paterno, autoaceitação, homofobia, banalização do amor são apenas alguns dos temas trazidos pelo autor em apenas 162 páginas.

Narrado em terceira pessoa “Theus” é um romance inesquecível e com um final surpreendente. Não tem como não se encantar pelo carinho de Gabriel ou mesmo pela ingenuidade de Júnior. Ou mesmo se apaixonar pela forma como o autor trata cada tema, como ele consegue fisgar o leitor em assuntos polêmicos e até mesmo que são pouco relatados na literatura.


“Theus” não é só mais um romance LGBT, é muito mais que isso. É um livro sobre o amor, seja ele qual for. É um livro sobre a busca da felicidade, e como nem sempre damos valor aqueles que estão do nosso lado. É um livro que trata da busca de si mesmo, de se conhecer e se aceitar do jeito que é. “Theus“ é necessário para que a sociedade saiba que não importa se o amor é entre duas pessoas do mesmo sexo ou de sexos diferentes, o que importa é que AMOR é sempre AMOR, e nada mais.

Resenha (37/150): Uma Vez Você, Uma Vez Eu de Diego Martello | Por Salvattore #EuLeioBrasil

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Sinopse: Marcos e Willian, pai e filho, tentam se reconciliar após anos de desentendimento. Em paralelo, Eva, mulher de Willian, quer a todo custo engravidar, o que frustra o casal. A partir da visão do interior de cada um, esses personagens terão de reconfigurar o modo de pensar para enfrentar os seus conflitos. Nessa fase tão conturbada para todos, reflexões acompanham cada segundo da trajetória deles.Narrada de forma surpreendente, provocativa e crítica, esta obra não tem a pretensão de apresentar soluções para os problemas enfrentados, mas, sim, mostrar as armadilhas de nosso fluxo de consciência, para compreendermos que as soluções dos problemas dependem, muitas vezes, da forma como se lida com as ilusões, ou, ao contrário, como se enxerga verdadeiramente a realidade.


Todos sabem que nossas escolhas transformam nossas vidas. E William sentiria na pele tudo o que suas escolhas erradas ou não, trariam para a sua trajetória. Uma Vez Você, Uma Vez Eu do autor Diego Martello possui uma forma bem diferente de nos fazer refletir sobre nossas escolhas. De uma maneira critica e surpreendente o autor nos leva a pensar e repensar nossas atitudes referentes a várias áreas de nossa existência.

O livro narrado em primeira pessoa por William trata dos sentimentos do personagem quanto a sua relação com seu pai, e como cada atitude tinha influído na construção de sua vida. Ele precisava voltar no passado e repensar suas escolhas para que seguisse em frente. Durante todo o livro o personagem viaja dentro de suas emoções e leva o leitor com ele para dentro dos seus mais profundos sentimentos. Você leitor, se sentirá de mãos atadas enquanto a história se desenrola ou se enrola  em um grande novelo.

Uma Vez Você, Uma Vez Eu tem uma escrita relevante que leva o leitor a torcer e querer esganar nosso personagem central em cada atitude que ele toma em sua vida. Diego Martello conseguiu escrever uma história leve e reflexiva sobre o verdadeiro valor de nossa existência. O autor não mediu esforços para que sua história, não fosse apenas mais um livro e sim uma história que marcasse o leitor por muito tempo.

Até hoje, dias depois de terminar a leitura, me pego pensando no final diferente e inesperado do livro, e como o autor consegue brincar com as palavras e sentimentos de seus personagens. Com trechos que vão da emoção para a revolta, a obra possui uma escrita diferente e peculiar, algo difícil na literatura recheada de clichês que encontramos no caminho.


Uma Vez Você, Uma Vez Eu é o livro para quem busca fugir da mesmice e procura uma leitura cheia de reflexões e personagens reais e palpáveis. Em 181 páginas,, Diego Martello consegue marcar seu leitor para a vida toda, principalmente com um desfecho completamente diferente do que o leitor espera ao iniciar a obra. 

sábado, 24 de junho de 2017

Nua, por Mai Passos G: O estar em estado de paixão. A síntese sobre a banalização do amor.


Eu estava conversando com minha irmã sobre relacionamentos, já que aqui em casa eu sou a única que tive apenas um namorado, e depois disso nunca mais quis namorar. Sou a filha do meio, entre as meninas, e a cobrança de encontrar alguém com quem possa, supostamente, dividir a vida, sempre rola. Afinal, com 25 anos “eu deveria” estar em um relacionamento estável com um cara, já planejando casamento e filhos, a questão é: eu não quero isso pra mim. Não agora, não quando tenho tantas outras coisas para viver, experimentar e fazer.
Sempre quando assunto é esse, eu penso em quanto o amor esta banalizado. O quanto é fácil olhar para uma pessoa e dizer “eu te amo” sem nem ao menos saber o que é o amor, e o que isso significa. Qual seu verdadeiro significa. Isso pode vir a soar meio “amargo”, mas nós precisamos ser sinceros: alguém , aqui, que está lendo esse artigo sabe o que significa o amor? Qual a responsabilidade que sentir isso trás?
O grande problema do ser humano confundir “estar apaixonado” com “amar” uma pessoa, precisamos diferenciar isso, até porque, amar, no sentido romântico da palavra, está acima de muitas coisas que estamos dispostas a aceitar pelo outro.
Sempre li, desde de garotinha, que existiam diferenças entre esses estados, de estar apaixonado e estar amando alguém, o amor ele é mais sereno, calmo e nunca vem de sofrimento, paixão de em sua origem do latim ‘passio’ significa “Sofrer e Suportar”. Nunca entendi o que as pessoas queriam dizer quando separavam a palavra “paixão” da palavra “amor” com o tempo, e com o amadurecimento, pude, enfim, entender o que aquelas explicações significavam.
Paixão é o estado de euforia, desejo e vontade de estar com alguém. É sentir faltar, é pensar, sonhar e querer aquela pessoa por perto. É muitas vezes, cegar-se para defeitos. É viver em estado máximo de alegria, de querer todos os dias ver a pessoa, estar perto, sentir o cheiro, o abraço, o carinho. É querer cuidar. A paixão te faz desejar sentir tudo isso e mais um pouco, mas ela também vem acompanhada de sofrimento. Você se apaixonar por alguém, mas correr o risco que de jamais ser correspondido. Paixão vem carregada de sofrimento, de dor. Ela te parte ao meio, te racha, e te joga ao vento espalhando seus cacos, e no fim você precisa junta-los. A paixão te leva aos mais extremos da angustia humana. Paixão inflama, queima.
Amar alguém está além de estar apaixonado, quem nunca ouviu a frase “Não é porque duas pessoas se amam que elas vão permanecer juntas?”, uma frase nunca teve tanto sentido como essa. Amor está em renunciar a estar com alguém quando você sabe que não tem a capacidade de dar o mesmo amor. O Amor está em aceitar erros e acertos, qualidades e defeitos, e mesmo assim querer aquela pessoa como ela é. Amar está em ceder para ver o outro feliz, amar consiste em desejar que aquela pessoa seja feliz, mesmo sem você. O Amor não tem lugares no pódio, não é egoísta. O Amor em sua grande maioria renuncia. Amor luta e aceita a derrota se for o melhor. Amor sempre busca o melhor, o bem, a calmaria. O Amor, pode sim te destruir, mas ele salva também. O amor está presente nos pequenos detalhes, não é preciso dizer “Eu te amo” para amar alguém, é necessário apenas senti-lo. Amor não pede provas, nem gestos. Não obriga. Amor quando é amor, é visto, mesmo no silencio escuro.
As pessoas passaram a banalizar o amor.
Dizem “Te amo” se sentir.
Dizer ser “amor” quando não é.                                                                         
São egoístas, e prendem. O amor liberta. Amor não é prisão. Amor é liberdade.
Amor é deixar ir e aceitar o amor do outro, mesmo que ele não volte.
O Amor da sua vida não é aquele que permanece. O amor da sua vida é aquele que vem e muda tudo, toda a sua vida. Que te transforma no melhor que pode ser. O amor não precisa ficar para provar ser ele, ele precisa apenas existir e deixar suas marcas mais belas.
As pessoas banalizaram o amor ao achar que ciúmes e amarras são provas dele. Banalizaram quando disseram “te amo” sem amar, sem sentir, sem entender, sem compreender. O amor não é apenas romântico. O amor é o estado de espirito.
O Amor estar em brigar com a minha irmã, mas passar a madrugada no hospital com ela por causa de uma crise de asma. É brigar com ela, e mesmo assim continuar ao lado dela enquanto a dor extrapola o corpo e transforma-se me lagrimas. É ouvir tudo o que ela tem a dizer, e tentar ser o melhor quando ela precisa.
O amor está em vencer seus medos de cemitérios para apoiar sua prima quando ela perde alguém que ama. É estar lá, mesmo quando ela não conta com você.
O amor está em renunciar toda a minha carreira de escritora, para fazer dos sonhos dos meus pais uma realidade, mesmo que isso custe o meu, e fazer isso com o coração, sem remorso, sem dor, sem cobranças. Fazer porque quer, porque sente, porque ama, e nada no mundo é melhor do que ver essas pessoas felizes.
O amor está em entender que você ama suficientemente alguém e deixar que ele saia de sua vida, mesmo quando você quer ao seu lado. É acompanhar a felicidade dele com o seu verdadeiro amor e estar feliz por eles.
O amor está em tudo aquilo que se pode fazer de coração, sem arrependimentos, sem julgamentos. Fazer por fazer. Porque quer.
Não banalize o amor.
Não diga amar quando não sente.
Não confunda paixão com amor e se anule.
Não deixe que a falsa ilusão de amar alguém te controle.
Todos merecemos sermos amados.
Sempre.
Mai.