sábado, 17 de dezembro de 2016

Entrelinhas: Christmas Dreams - O Melhor Presente (Parte 1/2)

Olá, queridos! Tudo bem?



Preciso agradecer novamente pelo apoio que recebo de vocês.
“Ho! Ho! Ho! Feliz Natal?” Foi publicado semana passada e já teve mais de 500 visualizações. Como não ficar grata?! Espero continuar divertindo e proporcionando momentos agradáveis de leitura aqui na coluna. 
Aproveito o espaço para pedir desculpas por nem sempre conseguir responder aos seus comentários, às vezes fica tudo tão corrido que se tornar muito difícil responder a todos eles; mas por favor continuem dizendo suas impressões, pois assim consigo ter um termômetro do que vocês pensam sobre os textos, ok?
Mas agora, que tal conhecer um novo casal? Este é o início da estória de Rafael e Manuela.

Desejo-lhes uma ótima leitura!

Christmas Dreams
Por Suellen Mendes

Resultado de imagem para o melhor presente natal
O Melhor Presente
Manuela

Não existe pior sensação do que a de se sentir traída.

Impotente, ingênua, iludida. Essas seriam as definições adequadas para me descrever nos últimos seis anos. Durante todo esse tempo, vivi o sonho de ter o casamento perfeito. Acreditei ter tirado a sorte grande ao conhecer Rafael. Afinal, poderia ter algum homem mais dedicado à família do que ele?

Diariamente acompanhei a forma como ele se preocupava com o pai e as irmãs, além de ser muito amoroso com a madrasta, Ester, e o meio-irmão, Augusto. Toda essa dedicação e carinho só contribuíram para construir a imagem do marido ideal e futuro pai dos meus filhos. Pena que tudo pode não ter passado de uma grande mentira...

22 de dezembro

- Amor, você viu onde deixei os cartões de natal? – perguntei a ele enquanto descia as escadas até a sala em busca dos cartões que comprei para entregar aos nossos familiares.

- Está no hacker, ao lado do meu celular! – gritou, ainda no quarto.

Assim que me aproximei do móvel, vi o iPhone de Rafael brilhar indicando uma nova mensagem.

Luana: Já está a caminho, querido? - 19h
Luana: Que situação infeliz essa em que você me colocou... Meus sentimentos são reais! -  19:01h
Luana: Você sabe como eu me sinto sobre tudo isso, espero que tomes logo uma decisão! – 19:01h
Luana: Mas lembre-se: sou uma péssima perdedora! – 19:02h

Querido?! A curiosidade me nocauteou! Quem seria essa mulher que colocava tanta pressão em meu marido, e que o chamava com tanta intimidade? O que ela o estava obrigando a decidir? Eram inúmeras as perguntas; porém, não houve oportunidade de verificar. Ao ouvir o barulho de seus sapatos nas escadas, larguei o celular exatamente onde ele o havia deixado.

- Vai sair? – perguntei ao vê-lo arrumado.

Rafael sempre foi um homem lindo! Apesar de não ter o corpo sarado como os fitness, sua altura de 1,89m, o cavanhaque e os cabelos loiros perfeitamente penteados, somados aos olhos castanhos e os lábios carnudos, tornavam-o o homem mais atraente que já conheci. Vendo-o vestido com a calça preta social e a camisa azul de botão, fiquei tentada a tocá-lo. No entanto, a lembrança do que acabara de ler deixou um estranho sentimento em mim.

Antes de me responder, Rafael depositou um beijo em meu rosto.

- Sim, tenho uma reunião com um cliente em potencial.

Observei enquanto ele digitava a senha para destravar o aparelho. Um discreto sorriso surgiu em seus lábios ao ler e digitar uma mensagem em resposta ao que leu.

- Você irá demorar? – perguntei segurando com mais força o roupão. Quem sabe assim eu pudesse me sentir mais segura.

- Sinceramente não sei. – respondeu - Vai depender de como tudo caminhe.

Dando-me um beijo breve nos lábios, ele se despediu.

- É melhor não me esperar acordada, posso demorar. Eu te amo!

- Ok! – isso foi tudo o que pude lhe responder, perante tal situação.

Ao vê-lo sair, fui ao nosso quarto. Após tirar o roupão parei em frente ao espelho, observando-me com muita atenção. A baixa estatura e o excesso de peso sempre me faziam pensar em como me casei com um homem tão lindo; apesar de ter consciência de que meus olhos azuis, herança da família do meu pai, e a pele rosada aliada ao cabelo em um tom intenso de preto tornavam-me alguém com uma beleza clássica, eu sabia que o manequim 44 estava bem longe de ser o ideal estético de alguém com 30 anos. Antes de vestir a camisola, concentrei-me por mais tempo analisando minha barriga. Após uma semana de enjoos matinais, finalmente tomei coragem e fiz o teste de gravidez – POSITIVO – as letras, antes motivos de alegria, agora me traziam o medo de estar ligada permanentemente a alguém que já não nutrisse por mim o mesmo tipo de sentimento que lhe dedico.

Ao pegar os cartões de natal, um em especial zombava de mim:

Olá, papai!

Estou chegando,
e serei o seu melhor presente!

Com amor,
Seu filho(a)
Estava decidida a contar a grande novidade a Rafael e aos seus familiares durante a festa de natal; mas a imagem dele com uma outra mulher muito mais bonita, alta e magra não parava de zombar de mim. Sem cabeça para nada, deixei os cartões de lado. Zigue-zagueei pelos canais da tevê a cabo e nada me atraía. Programas de culinária, dicas de moda, entrevistas, notícias e uma infinidade de filmes natalinos que mostravam os encontros e desencontros de pessoas nessa época do ano. Deus, bem que a minha vida poderia ser como um desses filmes e no final eu iria perceber que tudo não passou de um grande mal entendido e juntos, meu marido e eu, iríamos vibrar com a notícia de que teríamos um bebê!

Ainda sob o impiedoso humor do universo contra mim, um comercial mostrava um casal, os  dois filhos e os avós das crianças  sentados à mesa enquanto saboreavam um delicioso peru (Sim, era uma propaganda de uma famosa marca alimentícia que lucrava nessa época do ano com a venda desta ave), aos pés da família feliz, um labrador de pelos dourados lambia os lábios em desejo pela suculenta comida; tudo isso ao som de um jingle natalino. Tal imagem mexeu tanto comigo que chorei. Sim, chorei! Tal qual uma criança tola e desiludida. Sabe aquela que perdeu o brinquedo preferido, ou que deixou de ser visitada pelo “Bom-velhinho”? Pois bem, esta sou eu!

Às 23h ainda não tinha nenhum sinal de Rafael. A esta altura estava crente de que já possuía mais chifres em minha cabeça do que as renas do Papai Noel. Talvez devesse ver se ele não estaria precisando de alguém para ajudá-lo a puxar o trenó. Assim, com certeza ocuparia minha cabeça com outras que não as imagens de Rafael e essa lambisgoia.

Como estava afundada em minha autopiedade, não o escutei entrar em casa; apenas percebi sua presença quando ele abriu a porta de nosso quarto e acendeu a luz. Imediatamente fechei os meus olhos.

- Querida, está acordada?

Mantive-me quietinha, não disse uma palavra. Tinha medo de que se falasse algo ele me dissesse que tomou uma decisão e estava me deixando. Você deve me achar uma covarde, né? Eu não o culpo. Neste momento é isso mesmo o que sou: uma grande é patética covarde! Mas como poderia agir diferente? O fato é que estava morrendo de medo de questioná-lo e ouvir algo que me desagradaria e deixaria sem chão. Então eu precisava ganhar tempo, e quando estivesse melhor (mais confiante e decidida) iria confrontá-lo.

Depois que tomou banho, Rafaele se aproximou de mim. Ao deitar do meu lado, senti o seu corpo forte me puxando para perto, posicionando-nos de conchinha.

- Essa noite foi complicada, amor! – ele inalou os meus cabelos. - Queria poder te contar o que está acontecendo.

“Eu também queria”, respondi-lhe em meus pensamentos. Ao invés de lhe dizer de fato o que sentia guardei para mim, enquanto uma nova lágrima me acompanhava.

(Continua...)

Imagem relacionada 
Meus amores, por favor não fiquem com raiva de mim; mas infelizmente não posso publicar todo o conto de uma vez devido ao seu tamanho. Terça-feira postarei a segunda parte dessa estória. Não deixe de conferir, ok?

Beijinhos e até terça!


11 comentários:

  1. Olá
    Não muito fã de histórias de amor, mas gostei da forma como você escreve, ficou bem detalhado e conseguiu mostrar muito bem a angustia da personagem. Vou querer ler a parte 2 o//

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  2. Oiii, tudo bem?
    Gostei muitíssimo da forma em que você escreve, ficou fascinante a história de amor desse casal, quero ler a segunda partezinha já!
    Beijinhos da Morgs!

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  3. Olá,

    WHAT? Como assim acabou aqui? Não, volta, please! Curti bastante seu conto (?) e fiquei bem curiosa — isso é nítido — a respeito do final dessa história. Porém, apesar de a protagonista já ter pensado logo o pior, eu não acho que ele está tendo um caso, possa ser que eu esteja errada, mas as atitudes dele não condizem com alguém que trai, pelo menos para mim. Enfim, aguardo ansiosa pela continuação.

    Beijos,
    entreoculoselivros.blogspot.com

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  4. OMG eu preciso saber, não faz isso comigo, ele tá traindo? Não está? Ai aí espero que não. Terça volto para conferir.

    Beijos.

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  5. haha como assim? Eu acho que ele não está traindo. Mas vamos ter que esperar para saber rs

    Boas festas! Beijos

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  6. Aí aí aí, vou ter que segurar a curiosidade!! Mas, assim como a Letícia, penso que não é traição, se fosse, o Rafael não seria carinhoso com ela quando deitou ao seu lado.

    Bjos!

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  7. Oi, Suellen! Mais uma vez você me deixa presa na trama e curiosa com o que virá pela frente! Aguardando a próxima parte! Beijos!

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  8. Como você me termina o conto assim? hahaha Cara ele está traindo ela não é possível. E a notícia que ela ia dar, me cortou o coração </3 Aguardando demais os próximos capítulos.
    Beijos,
    http://diariasleituras.blogspot.com.br/

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  9. Meninaaaaa você acabou de despertar um ódio terrível em meu coração contra o Rafael. Coração cortado aqui... Agora colocando de lado meu coração dolorido e apertado, gostaria de te parabenizar pela escrita muito envolvente, fiquei bastante curiosa para ver a nossa mocinha dando a volta por cima desse canalha!

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  10. Oii, adorei a história. Achei ela bem envolvente.
    parabéns.

    Beijos

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  11. Olá!
    Adorei a sua história e a forma que você escreve! Fiquei bem curiosa para o que vai acontecer em seguida e com certeza estarei aqui acompanhando. Boas Festas!
    Beijos.

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