segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Outubro Horror Story: Amitityville - O Livro, O Filme, O Caso Americano e o Possível Caso Brasileiro

Olá queridos leitores darks, hoje é dia 31 de outubro, enfim o dia de Halloween. E também é o dia da nossa última postagem do Outubro Horror Story, uma terrível pena. Passamos o s todo com postagens especiais sobre os livros mais darks e tenebrosos da Darkside Books, e hoje para finalizar com chave de ouro, vou trazer uma grande apresentação de Amityville de Jay Ansonentão senta ai e se assuste com o caso que inspirou o filme e o livro, e um caso que aconteceu no Brasil e que pode estar ligado a historia.  

Amityville - Jay Anson na DarkSide Books

“Para mim, o que existiu nesta casa, foi com certeza de natureza negativa. Não teve nenhuma relação com alguém que em outras vidas caminhou na terra em forma humana. É algo que surgiu das entranhas da terra.”— LORRAINE WARREN —

No sugestivo dia 13 de novembro de 1974, a polícia do condado de Suffolk foi surpreendida por um crime brutal que chocou os EUA e se tornou assunto em todo o mundo envolvendo a pacata família Defeo. Alguns dias depois, Ronald Defeo Jr. admitiu ter matado seus pais e quatro irmãos com tiros nas costas, alegando ter sido influenciado por vozes que ouvia dentro de sua cabeça. O crime chocou a população, que começou a tecer teorias; algumas pessoas estranhavam o fato de que todas as vítimas foram encontradas de bruços, outras questionavam como nenhuma delas acordou com os barulhos dos tiros. Não demorou muito para a casa ser considerada mal-assombrada, virando inclusive objeto de estudo dos investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren. 

Treze meses depois da chacina, George e Kathleen Lutz resolveram recomeçar a vida em uma nova residência que compraram por uma pechincha. Vinte e oito dias depois, os cinco membros da família fugiram aterrorizados, deixando a maior parte de seus pertences para trás. Estranhos eventos começaram a acontecer, afetando a vida dos Lutz e indicando que uma presença maligna habitava a casa. Embora tenha sido amplamente divulgada pela mídia, em especial nos jornais e nas revistas da época, muitas vezes de maneira sensacionalista, a história da casa nunca havia sido contada com riqueza de detalhes — até Jay Anson decidir reconstruí-la e transformar seu livro de não-ficção em um dos relatos paranormais mais importantes e conhecidos de todos os tempos. 

 Crimes Historicos - Horror em Amityville - Foto

Baseado nas experiências sobrenaturais reportadas pelos Lutz durante o mês de dezembro de 1975, AMITYVILLE é um dos livros mais aguardados pelos leitores da Caveirinha. Por isso mesmo, muito mais do que dar apenas aquela demão de tinta, a DarkSide® Books vai fazer uma reforma completa na casa, apresentando a sombria construção em detalhes, do quarto secreto no porão às verdadeiras manchas nas portas e nas paredes escondidas pelas tintas do tempo — tudo exatamente como aconteceu, com todos as entidades e vozes que habitaram o sótão, o porão e demais cômodos da casa —, em uma edição assustadora e com o cuidado quase sobrenatural da editora mais dark do Brasil. 

Funcionários do escritório do médico legista em Amitvylle carregam um dos corpos retirados da residência de Ronald DeFeo. Data: 14 de Novembro de 1974. Foto: © Bettmann/CORBIS.

Adaptada várias vezes para o cinema e contando também com diversos spin-offs, a história de Amityville hoje é amplamente conhecida e é considerada um dos mais importantes relatos sobre casas mal-assombradas da cultura popular. No entanto, diversos detalhes da casa permanecem em segredo. Que presença maligna é essa que estava lá dentro? Só lendo AMITYVILLE para descobrir. As nossas portas estão abertas e vocês são nossos convidados de honra. 


Enquanto isso no Brasil... 

Esse caso pode estar, inclusive, ligado à um dos crimes mais cheio de controvérsias do Brasil: O Caso Família Pesseghini. Onde uma família inteira foi massacrada em um crime que dividiu a opinião pública. 
Entre diversos elementos descobertos durante a investigação, uma imagem chamou a atenção: 

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Em 19 de dezembro de 2012, Marcelo Pesseghini, de 13 anos, que no final do inquérito foi apontado como o assassino da própria família, compartilhou essa imagem do caso Amityville no seu perfil do Facebook com a legenda: "Quando você perceber, terá se cagado de medo..." 

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Será que Marcelo teria cometido o crime seguindo a história de Amityviille? Qual a verdadeira história por trás do caso mais famosos dos Estados Unidos e também do Brasil? Entidades Malignas ou apenas o mal que habita no ser humano? 

DarkSide Books

sábado, 29 de outubro de 2016

Entrelinhas: Sete Dias Para Se Apaixonar - Parte 4 - Quinta-Feira, por Suellen Mendes


Boa noite, queridos e queridas! Como vocês estão?

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Gente, antes de mais nada quero agradecer a todos pelo carinho com que têm me tratado, infelizmente a semana foi super corrida e por isso ainda não pude responder a todos os comentários, mas saibam que adoro ler cada uma das opiniões sobre o meu texto e a minha forma de escrever.

Acreditem, esse bate-bola tem sido muuuuito interessante. Sinto um friozinho na barriga toda vez que coloco um novo capítulo aqui, e espero de fato poder proporcionar a vocês um momento agradável de leitura e de quebra mostrar um pouquinho do meu trabalho literário.

Agora chega de papo, né? Imagino que estejam ansiosos pelo próximo, então vou deixá-los degustar a tão esperada quinta-feira.
Beijinhos!!!!!

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CAPITULO 4

Quinta-feira

Na manhã seguinte, ao acordar, me permiti ficar observando a forma como os contornos do rosto de Mel ficavam ainda mais bonitos quando eram iluminados pelos raios que passavam dissipados pela cortina do quarto. Quantos anos ela teria? Não poderia ter muito mais que vinte três anos, ela parecia tão nova e já era mãe, mais que isso já havia sido casada. Esta garota realmente era uma caixinha colorida recheada de surpresas, pena que nem todas eram tão divertidas e suaves quanto à imagem de sua dona, algumas eram realmente duras e sofridas; talvez seja este o motivo de Mel ser tão espontânea, ter tido um câncer que poderia ter-lhe tirado a sua vida e a de seu bebê a fez querer viver mais intensamente. Cara, como eu poderia não me sentir atraído por ela? Não a querer por perto? Realmente era impossível. Mel vivia a vida com a liberdade e determinação que eu gostaria de ter para viver a minha própria. Ela surgiu como um furacão, inesperado e mudando tudo ao redor, destruindo minhas barreiras, fazendo-me querer me reerguer em meio ao desastre que era a minha vida.
- Bom dia! – ela sorriu ao abrir os olhos e perceber que eu não parava de encarar seu rosto.
- Bom dia, meu doce apimentado! – falei colocando a mão em seu rosto e puxando-a com delicadeza para que pudesse lhe beijar.
- Hum... – gemeu após passar a língua pelos meus lábios. – Chocolate com pimenta! Eu gosto disso. – Comentou fazendo referência à minha pele morena que agora estava dominada pelo calor de seus lábios.
- Também gosto! – disse indo para cima dela e colocando-me entre suas pernas.
Minha boca começou a percorrer a pele de Mel, explorando-a do modo como eu precisava e sabia que ela gostava. Ao chegar próximo de seu mamilo o umedeci com a língua e depois soprei, causando um arrepio em sua pele.
- Vini – sua voz não passava de um sussurro, e eu recebi aquilo como um estímulo para continuar o que estava fazendo, repeti o gesto no outro seio e em seguida o abocanhei.
Mel estava em frenesi e seu corpo começou a se movimentar, ondulando-se sob mim. Compreendi o que ela estava querendo e guiei-me para dentro dela. Iniciei com movimentos lentos e precisos, depois investi com mais intensidade e Mel enlouqueceu de êxtase, suas unhas agarraram-se às minhas costas causando uma dor extremamente gostosa. Retribui seu gesto mordendo e sugando a pele de seu ombro esquerdo. Eu sei que deixaria uma marca ali, mas na hora nem me preocupei apenas quis viver o momento. Ficamos perdidos um no outro por algum tempo e quando finalmente cumprimos com nossa necessidade um do outro, nossos corpos sucumbiram juntos em completo prazer.
***
         - Venho te pegar às 18h, ok? – falei à Mel assim que a deixei em frente ao teatro; como hoje ela não teria ensaio de tarde, combinamos que eu iria pegá-la em seu apartamento quando saísse do escritório.
         - Está bem.
         - Vista uma roupa confortável, tenho planos para você.
         - Sim, senhor. – disse fazendo continência. Depois se aproximou e me beijou.
          Quando Mel desceu do carro reparei na forma como seu corpo se movimentava. Eu já a queria de novo! Sorri pelo pensamento e dirigi até minha casa, ou melhor, à casa dos meus pais. Se eu realmente queria reconstruir a minha vida precisaria sair imediatamente dali e o primeiro passo seria encontrar um novo lugar para morar.
***
- Como o senhor deve ter percebido, o prédio conta com uma ótima academia, além de piscina privativa, três churrasqueiras para os condôminos e playground.
- Sim, esses realmente são ótimos atrativos para a compra. - falei para  a corretora de imóveis enquanto apreciava a vista para a lagoa.
Percebendo para onde se direcionava o meu olhar, ela comentou:
- E o fato de ficar na cobertura lhe oferece uma vista espetacular.
- De fato, é fantástica. Qual é mesmo o valor?
Após decidir que aquela seria uma boa oportunidade, assinei os documentos de compra do imóvel e voltei ansioso para o escritório. Acabara de dar início a uma nova fase de minha vida.
***
- Ai, meu Deus! Não acredito que você me trouxe aqui.
Os olhos de Mel estavam arregalados em direção à pista que se desenvolvia à nossa frente.
- Eu amo velocidade! – disse ao caminhar até a garagem em que guardo minha moto.
- Mas não é perigoso?
- Tanto quanto surfar, esquiar ou saltar de paraquedas... – sorri.
 - Você faz todas essas coisas?
- Faço.
- Eu sabia que tinha um motivo pra ter gostado de você, meu moreno perigoso. – ela me provocou com aquele jeitinho de levantar a sobrancelha e sorrir sedutora.
Oh, cara...
Tomei-a nos braços. – Quer correr comigo?
Percebi que seus olhos se iluminaram, porém algo a impedia de aceitar minha proposta imediatamente.
- É seguro? Sabe... tenho uma filha que quero muuuuito  ver crescer.
- Prometo ser cuidadoso. – disse beijando-a gentilmente enquanto acariciava seu cabelo.
- Hummmm...
Sorri ao ouvi-la gemer.
- Vamos! – passei meu braço pelos seus ombros, puxando-a para perto de mim.
Assim que abri as portas da garagem, Mel contorceu os lábios em um sorriso perverso.
- Atraente, sexy e perigoso... – então me olhou – igual ao dono.
*** 
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Durante toda a corrida tentei ser cauteloso, mas confesso que me conter sem me distrair com o aperto dos braços de Mel em minha cintura e de suas pernas em meu quadril era muito difícil. Ao descer, minha doce pimenta estava em pleno estado de euforia.
- Nossa, Vini! Isso foi demais! Agora entendo o porquê de você ser tão apaixonado por velocidade; eu me senti viva!!!
- Poucas coisas na vida me fazem sentir plenamente vivo, a velocidade é uma dessas coisas. Gosto de sentir a adrenalina percorrendo o meu corpo em tudo o que eu faço; e desde que te conheci venho me sentindo assim, Mel. – percebi que seus olhos se arregalaram, mas não titubeei, dane-se que estamos juntos há apenas quatro dias! Para mim é tão intenso quanto se fossem quatro meses, quatro anos ou quatro décadas.
- Você me faz sentir vivo, Mel!
- Seria muito imprudente dizer que me sinto exatamente do mesmo jeito?
Senti o coração acelerar.
- Com certeza. – sorri. – Mas estou disposto a assumir todos os riscos com você.
Sem mais, a beijei. Tomei os lábios de Mel com o desejo que me consumia há horas; deixando de lado os pensamentos racionais, levei-a para uma área mais privativa da garagem – uma espécie de depósito. Ok, não era o lugar mais romântico do mundo; mas no momento não queríamos romance, isso eu havia reservado para mais tarde, precisávamos, necessitávamos, apenas um do outro, com uma urgência e desespero desmedidos.
Mel deixou claro a sua vontade ao puxar meu moletom, arrancando com ele minha camiseta. Ela enchia o meu pescoço e peito com beijos desmedidos, necessitados; não me contive e fiz o mesmo ao tirar sua jaqueta jeans, seguida pelo vestido longo listrado, que ela precisou enrolar para montar em minha moto. O que mais me fascinava em Mel era as suas múltiplas facetas; como ela poderia sair da garota multicolorida de cinco minutos atrás para a mulher sedutora usando renda branca à minha frente? Esquece! Desisto de entender. Esse é o verdadeiro encanto dela, aquilo que me atrai e estou desesperado por ter ainda mais. Imediatamente baixei o bojo de seu sutiã e fiquei olhando fascinado para seus pequenos montes que me atraiam para saudá-los com minha boca.
Minha ruivinha mostrou-se ainda mais espevitada ao me liberar das calças jeans e me saudar com seus doces lábios de mel. Sem poder mais me conter, suspendi minha menina e a preenchi com o meu desejo por ela, matando, assim, nossa necessidade. Chegamos simultaneamente ao ponto máximo do nosso prazer, porém tivemos pouco tempo para curtirmos um ao outro, pois logo em seguida ouvimos vozes do outro lado da porta. Abafamos nossas risadas e começamos a nos vestir. Tentamos ser discretos ao sair, porém foi impossível; assim que saímos, Renan - que estava conversando com Guto – um dos nossos mecânicos - nos abordou.
- E aí, Vini? Oi, Mel! – ele falou com um sorriso de quem sabia exatamente o que estávamos fazendo, porém tentou ser discreto e não tocar no assunto. – Vi vocês na pista. Finalmente encontrou um tempo para nos visitar, né? Pensei que tivesses desistido das corridas.
- E havia desistido mesmo; mas ando com vontade de retomar os velhos hábitos que dão prazer. – respondi apertando um pouco mais a mão de Mel que estava atada a minha.
- É mesmo? – ele estava surpreso, o que era perfeitamente compreensível, afinal, há mais de um ano não vinha aqui.
- Sim.
- Fico feliz, meu amigo! Vai ser bom ter você de volta às pistas. A equipe precisa de você.
- Obrigado.
Passamos mais um tempo conversando e depois saímos. Parei em uma conveniência antes de levar Mel ao meu novo apartamento. Havia estado lá por volta das 17h; ainda não tinha nenhum móvel; mas, mesmo assim, eu queria que Mel o conhecesse, na verdade poder tê-la ali foi um pensamento que me consumiu durante toda à tarde que passei no escritório.
Em frente às janelas que se estendiam do chão ao teto e davam vista para a lagoa, coloquei dois colchonetes juntos e uma manta felpuda sobre eles; deixei algumas velas dispostas estrategicamente ao redor, para criar um clima mais acolhedor; havia ainda uma garrafa servindo como vaso para uma única rosa e para finalizar abasteci uma cesta de piquenique com pães, queijos e vinhos. A verdade é que queria surpreendê-la quando entrasse ali.
- Que prédio bacana! Você mora aqui? – Mel perguntou assim que a ajudei a descer do carro.
- Na verdade, acabei de comprar um apartamento neste prédio. Pretendo me mudar no fim de semana, mas queria que você fosse a primeira pessoa a vir conhecer meu novo lar.
- Nossa, Vini! Quanta gentileza... Obrigada.
Segurei sua mão enquanto subíamos os degraus que levavam à recepção. É difícil descrever o quanto me fazia bem caminhar de mãos dadas com a Mel; percebi a forma como as pessoas nos olhavam e fiquei extremamente satisfeito. Sei que deveríamos parecer, no mínimo, um casal interessante; pois éramos muito diferentes fisicamente. Mel era tão pequenina em comparação a mim que mal chegava aos meus ombros, além disso, minhas roupas sempre tinham uma cor sóbria, enquanto as dela eram super coloridas, florais e com personagens de desenhos.
Foi inevitável beijá-la repetidas vezes no elevador enquanto subíamos até à cobertura. Ao abrir as portas, guiei Mel para dentro, após acender as luzes percebi o quanto ela se surpreendeu com o espaço extremamente branco e vazio a sua frente.
- Imagino que você tenha algumas sugestões para a decoração. – perguntei lembrando-me do quanto gostei da autenticidade de seu apartamento.
- Ah, pode apostar. Você tem uma tela em branco aqui, o que é perfeito para mexer com a minha imaginação. – ela me olhou sorrindo de um jeito espontâneo e doce, ao inclinar seu rosto para a lateral esquerda, colocando as mãos na cintura. – a primeira coisa que faria era colocar cor nessas paredes, mas acho que você é fã de algo mais sóbrio.
- Sabe começo a ter dúvidas sobre isso, desde segunda-feira venho percebendo o quanto as cores alegram a minha vida.
O sorriso de Mel estava ainda maior quando ela se jogou em meus braços e eu a carreguei. Instintivamente Mel passou as pernas pela minha cintura enquanto continuávamos a nos beijar; porém, decidi mudar de abordagem. Não queria que ela pensasse que só estávamos juntos por causa de nossa atração.
- Que tal um tour?  - perguntei enquanto a mantinha em meus braços.
- Acho ótimo!
Pelo seu sorriso, entendi que aquela havia sido uma boa iniciativa.
Continuamos olhando cada um dos cômodos: cozinha, escritório, banheiro, lavabo, lavanderia, dependência de empregada, a sala, o segundo quarto... entretanto, deixei a suíte para o final. Enquanto a Mel apreciava a vista da varanda da sala, fui até o quarto principal e acendi as velas; ao sair, desliguei as luzes e caminhei em direção a ela; envolvi-a por trás, pousando meus braços ao redor de sua cintura.
- Você tem uma vista maravilhosa daqui de cima. – comentou.
- Concordo. – respondi ao pensar que a vista daquela varanda ficava ainda mais maravilhosa com ela parada ali.
- Venha, ainda falta te apresentar a um cômodo. – peguei-a delicadamente pela mão e a conduzi até o meu quarto.
Assim que abriu a porta, o rosto de Mel se iluminou.
- Não acredito que você fez isso!
- Gostou?
- Muito! Você realmente me surpreendeu.
Observei-a caminhar até a rosa que estava no chão e a pegar. Mel levou a flor ao nariz e inalou seu perfume.
- É um gesto muito atencioso. – disse ao me olhar.
Sentei ao seu lado e comecei a servir o vinho em duas taças, em seguida entreguei-lhe uma.
- Queria te mostrar que realmente me importo com você. – disse ao passar as costas dos meus dedos pelo seu rosto. – Acredite, Mel, eu não costumo fazer o que fiz quando te conheci. Eu sempre me mantive no modo segurança, mas... com você... eu não sei, você é um furacão, uma tempestade e, pela primeira vez, decidi sair da segurança de uma coberta e me deixar molhar.
- Sabe, é bom ouvir isso. Há muito tempo não me envolvia com ninguém, na verdade, desde que me separei do Sérgio não me senti pronta para viver nada com outra pessoa; pelo menos era isso o que eu pensava até ser abordada de forma muito inusitada por um rapaz destemido e sedutor no metrô.
- Destemido e sedutor? – perguntei sorrindo.
- Com certeza, só um homem extremamente seguro de si proporia saber o nome e um encontro com uma desconhecida indefesa como pagamento por lhe ajudar dizendo as horas.
Dessa vez eu gargalhei.
- Desconhecida indefesa? Ah, Mel... indefeso fiquei eu perante os seus encantos. Aquela não foi uma atitude de um homem destemido, mas sim de um homem desesperado para ter uma chance com uma mulher completamente encantadora.
Os olhos de Mel não deixavam os meus e instintivamente nos aproximamos ainda mais. Peguei a taça de vinho que estava em sua mão e a coloquei do lado do colchão, juntamente com a minha. Aproveitando a recém-adquirida liberdade de suas mãos, Mel montou sobre mim e começou a beijar meu pescoço, levando-me para trás, deixando-me completamente absorto por seus lábios.
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Um toque insistente nos tirou de nosso estado de luxúria. Observei Mel debruçar-se sobre mim na tentativa de pegar a sua bolsa e eu a ajudei. Ao olhar para o aparelho celular, ela fez uma careta; então o atendeu.
- Oi!
Mel estava compenetrada na pessoa do outro lado da linha, porém não parecia satisfeita com o que ouvia.
- Isso não tem nada a ver com você, Sérgio. Não... eu não lhe devo nenhum tipo de satisfação sobre com quem eu saio, ou deixo de sair.
Irada ela se levantou.
- Você não seria capaz... ela é minha filha! – gritou. – Você não tem esse direito. Sim eu lhe dei as fotos, mas... – ela me olhou e imediatamente se afastou, entendi que precisava lhe dar um pouco de privacidade, então a deixei seguir para a sala.
Eu estava ficando neurótico. Milhares de coisas se passavam em minha mente ao me lembrar o quanto Mel parecia vulnerável ao falar com o ex-marido. Minutos depois ela entrou no quarto sem realmente me encarar.
- Preciso ir. – disse em um sussurro.
- Não, você não precisa. – Levantei-me indo até ela e segurando suas mãos, trazendo-as para junto de mim; sei que estava agindo como um louco obsessivo, mas eu não a deixaria se afastar daquela maneira, seja lá o que aquele infeliz houvesse lhe falado.
- Sim, Vini. Eu preciso. – A forma como ela me encarava agora, deixou-me abalado. Havia muito sofrimento ali, então não quis insistir para que ficasse, talvez fosse melhor esperar ela se acalmar e então trazê-la novamente para junto de mim.
- Ok. – respirei profundamente – Eu te levo.
- Não. Por favor, não é preciso. Já mandei uma mensagem com o endereço para o Vitor, ele está vindo me buscar.
Eu estava completamente perdido ali. O que será que o Sérgio falou para deixá-la desse jeito?
- Tem certeza de que estás bem?
- Não se preocupe, eu vou ficar.
Segurando sua bolsa, Mel voltou até mim e beijou-me com uma delicadeza surpreendente.
- Obrigada, Vini.
Segurei seu dedo que estava sobre os meus lábios.
- Por que tenho a sensação de que estou te perdendo.
Ela apenas sorriu, um riso que estava muito longe de chegar às orelhas.
- Adorei cada minuto que passamos juntos.
Ao vê-la se afastar, apertei meus olhos com intensidade, pois aquela definitivamente era uma cena que não desejava ver.
- Mel...
Mas já era tarde demais, ela saiu deixando-me para trás.

(Continua...)

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