quarta-feira, 30 de julho de 2014

Fernando Valério, Crítico de Literatura Brasileira escreve crítica baseada na Resenha de Zimbow - A Saga de um Perfume, publicada no Blog

Desculpe o sumiço do Blog, prometo que vou voltar com minhas postagens diárias. Vocês não imaginam o quanto fico contente, quando vejo que o simples trabalho feito pelo Blog STC é reconhecido. Esses dias recebi um e-mail do autor parceiro Arnaldo Raimundo, autor da saga Zimbow que já resenhei aqui no blog (Confira a Resenha), com um crítica falando do seu livro mais baseado na resenha do mesmo que postei aqui nesse humilde blog. Fernando Valério é critico de arte cinema e teatro, e literatura brasileira, cronista no jornal acadêmico de literatura Para Quem Entende um Pingo no i é Letra, e também engenheiro químico de formação. Abaixo trago a crítica completa onde o Fernando cita a resenha que ele leu aqui no blog, confiram:
Crítica Literária por Fernando Valério.

Livros: ZIMBOW A SAGA DE UM PERFUME.

                                            Nunca Li Nada Igual
Caro autor dos livros ZIMBOW A SAGA DE UM PERFUME.
Inspirado na critica do blogueiro Mairton Costa onde em determinado ponto ele disse em sua resenha  "Nunca li nada igual", esta frase corrobora e me incentiva a postar esse mesmo meu ponto de vista e assim ouso  resenhar seus livros, por isso até tive uma vontade imensa de enviar esta minha resenha diretamente no blog São Tantas Coisas, visto que esse blogueiro também compactou com essa mesma sensação.
Pena que no espaço do post do blog São Tantas Coisas este texto excede em número de caracteres a capacidade, por isso peço por gentileza enviar através do seu e-mail e peça ao blogueiro Mairton para avaliar esta resenha e publicar junto com no espaço dos seus livros, ou noutro espaço que ele ache de acordo.
Então autor, hoje  eu recebi todos os livros seus da série ZIMBOW A SAGA DE UM PERFUME; li-os todos em poucos dias, dado ao fato de que na  sua narrativa uma coisa puxa a outra, e isso facilita  e agiliza muito a leitura que se finda em poucos fôlegos. Refiro-me a tríade toda naturalmente.
Meu caríssimo escritor, te confesso que fiquei abismado da fertilidade de sua mente ao nos arremessar em tamanho abismo existencial adentrando no âmago da existência de nós mesmos. Sua estória contada nos trés livros nos resgata  muito antes, ainda no tempo em que éramos apenas matéria no solo do planeta Terra.
 Isso até me lembrou o dito e sacramentado ditado que antes de tudo eramos apenas o "verbo" que nos traduz como  apenas como  uma promessa divina, mas como uma realidade em carne e osso, prova disso estou eu aqui escrevendo, e vocês ai lendo este texto.
 Também me espanta que a maioria da pessoas ainda nem imagina o que poderá existir depois da morte, mas isso parece-me que num dos seus livros você deixa claro que parasse mesmo ser um ato de fuga.
Porque se olharmos para nosso passado ancestral poderíamos saber do momento exato que nos tornamos uma vida aqui na Terra e focarmos num raciocínio lógico e cientifico podemos entender que no momento da fecundação intra-útero de nossa  fecundação, ermos ainda menor que a ponta de uma agulha.
 Depois disso iriamos em busca da matéria para crescermos. Matéria esta que estava espalhada  pelo quatro cantos do mundo e que veio ao nosso encontro através do trigo, das frutas tudo isso dentro dos caixotes dos supermercados locais onde nossa mãe possivelmente buscou seus alimentos ingerindo-os fazendo-nos crescer ainda dentro do seu ventre, e uma vez nós aqui fora, na luz do dia ainda buscamos essa mesma matéria para nos manter vivos numa troca de matéria sem fim. Então se no dia da nossa fecundação não éramos nada mais que uma célula microscópica, e hoje pesamos mais de 60 quilos de peso corporal basta imaginar que essa matéria do nosso corpo um dia será devolvida ao solo, e assim saberemos exatamente como será no nosso pós-mortem. Tudo isso assustadoramente está nos seus escritos de forma elegante e sutil, por isso ouso transcrever com minhas palavras nesta minha resenha:
 Ou seja, nossa matéria forma nosso corpo vai se decompor e se bio-transformar seguindo sua jornada em busca de outras formas de vidas, alcançando inclusive outros humanos através dos alimentos, da água lembrando que nosso corpo era formado de setenta por cento de água e esta após nossa morte evapora para meio indo direto para a nuvens para se juntar as chuvas e regar os campos de trigo, e assim nossa matéria  fará parte da paisagem através da relva, e das árvores que sugaram nossa matéria, seja água ou as cinzas para se  transformar em grama na forragem do pasto para todos os animais herbívoros  que a  transformará em leite, e carne para alimentar outros animais inclusive a nós mesmos neste ciclo da cadeia alimentar, ou sermos árvores que florimos daremos saborosos frutos para alguém comer, e nesta reciclagem da matéria estaríamos numa viagem sem fim pelo mundo afora vivendo e vivenciando em outros corpos, alguns tão estranhos e bizarros como os fungos e as bactérias que de matéria morta enquanto nosso corpo se torna putrefato.
 Essa é a nossa saga como matéria pelo mundo. Mas uma coisa nos intriga muito é a nossa consciência que se apagará juntamente com a morte física do nosso cérebro, mas disso soube através do seu livro que nossa mente poderá sobreviver a própria morte, e se tornar eterna, mas como isso acontece deixo para quem ler os livros.
Caro autor você também foi muito sutil ao discorrer sobre a existência de Deus, e pareceu-me sublimar no seus textos que deus existe mesmo somente no cérebro dos humanos, e que na ausência destes cérebros parece que ele deixa de existir do jeito que os humanos o imagina. Confesso que me conscientizar de nossa materialidade não entra em choque com minhas convicções religiosas, pois esta é apenas um ato de fé que baliza o eixo de nossa existência.
 Não estou aqui para contar o final dessa história desse quase  filme contada em livro, pois, isso poderia ser um ato tosco de minha parte.
Aqui o seu amigo metido a crítico de ideias regidas em arabescos em papéis encadernados, e com capas ilustradas, não vai discorrer em delongas tentando resenhar a mais profunda das imaginações que pude navegar nas minhas próprias circunvoluções do meu próprio cérebro.
 Usarei essa maravilhosa redundância do seu estilo penetrante como uma expressão copiada do seu próprio texto, mas eu queria mesmo era exaltar o seu estilo literário com alguns outros críticos que o denominaram com o novíssimo, senão este novo  estilo eco-cósmico (ultra) existencialista criado por você, visto que algumas livrarias, e sebos  após darem uma rápida passada de vista no seu texto o classifica comercialmente como se fosse um livro  em estilo esotérico.
 Discordo dessa classificação,  embora entenda que você como autor deslizando sua mente na inspiração  deparou com conclusões inusitadas, e a isso por pura falta de outro nome, teve que abotoar o texto com a palavra deus.
 Mas se aprofundarmos na essência do seu raciocínio não vamos encontrar nada que O correlacione com o  Deus místico, e religioso das crenças humanas.
Concluo á luz do meu pensamento que teu estilo ' és ' mesmo REALISMO FANTÁSTICO, embora raríssimas vezes  tenha escrito explicitamente essa palavra mágica deus no transcorrer do texto, mas quando a escreve não deixou de sê-la deus essa figura fantástica que tudo pode, tudo faz e desfaz impunemente que de tão soberano e poderoso esse deus torna-se inimputável, pois é inalcançável ao julgamento dos humanos.
Pois quer coisa mais realismo fantástico do que deus em qualquer uma de suas milhares de definições?
Bom amigo isso é tudo por hoje.
Só quero terminar com uma frase apoderando do que o Mairton disse em sua resenha:
Nunca li nada igual. e completo:
_ Que estória fantástica!
Assinado

Fernando Valério.

Um comentário:

  1. Naturalmente que eu não podia deixar de passar por aqui para agradecer ao ilustríssimo Senhor Fernando Valério, homem culto , que de tão simples que é vive excentricamente como um monge na sua casa rodeado de livros até o teto, e que tem um curriculum vitae com mais de 1500 títulos de livros físicos resenhado ao longo de seus 61 anos de idade, onde esse excêntrico monge das letras enumera com data, e tudo cada resenha que escreve a mão, pois dentro da sua rabugice culte não aceita escrever em computadores, e anota tudo em cadernos que no futuro será uma relíquia arqueológica da literatura.
    Obrigado professor por resenhar um seu ex aluno que nem tirava nota boa assim para merecer tamanha consideração.
    Arnaldo

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