segunda-feira, 29 de abril de 2013

Fala Claúdio! - Bate Papo Informal Sobre Mercado Literário


BATE PAPO INFORMAL SOBRE O MERCADO LITERÁRIO
Por Cláudio Quirino

Muito se comenta, principalmente entre autores em início de carreira, sobre os obstáculos que o mercado editorial impõem para seleção de conteúdo e publicação de livros categóricos. De fato, essa notícia provoca aquilo que chamamos de desmotivação literária – o mal terrível que parece assombrar muitos escritores. Não se sabe, ao certo, como funciona esse trabalho das editoras, mas o fato que parece chamar muito a atenção é o sentido que a grande maioria delas confere ao talento nacional.

Por falar em talento nato, cabe-me deliberar ousadamente sobre alguns pontos que tenho observado através do contato direto com esses autores. Em nossas conversas destituídas de caráter formal, geralmente observo que a preocupação que conduz esse debate sobre mercado de publicação se mostra inteiramente distorcida da realidade. Os autores iniciantes, cada um com o seu brilhantismo próprio, limita-se a temer um tipo de comparação com outros colegas, intenção que nada tem de verdadeira. Em se tratando de literatura, não existem meras comparações. Cada título, cada obra e cada lançamento possui o seu magnetismo único e é isso o que faz com que alguns se destaquem em detrimento dos demais; o autor brasileiro sabe conduzir bem a sua trajetória e, com isso, suas expectativas nem sempre são similares, mas superiores. O autor brasileiro conhece as suas limitações, sabe exatamente como montar enredos que substituem facilmente os títulos internacionais mais lidos. Assim sendo, não há nada que comprove o quanto seus envolvimentos literários serão valorizados. Isso é complicado de comentar, até porque não é somente a criatividade que deve ser avaliada. Antes de tudo, uma série de fatores coincidem: simpatia, administração de tempo, participação de eventos e uma campanha de marketing editorial forte, que traga a amplitude e fortaleça os meios de comunicação entre autor e o público.

Voltando ao mercado de publicação nacional, posso dizer que as editoras estão bem mais interessadas nos autores, especialmente porque eles conseguem surpreender a crítica literária, e isso faz com que o investimento editorial seja visto como instrumento de veiculação de informação, cultura e transmissão de idéias. O autor nacional precisa, antes de tudo, unir-se a grupos que lutam por esse direito de cultura. Mais ainda, precisa criar um espaço em que possa conciliar seus interesses. É possível observar crescimento de grandes iniciativas. O reconhecimento que elas trazem são fontes inestimáveis que estimulam mais produção de talentos.

E quanto aos nossos talentos, nem preciso comentar. Continuam ótimos e a cada dia constituem obras incríveis, que enchem os nossos olhos.

3 comentários:

  1. Adorei sua coluna Cláudio. Parabéns e sucesso sempre. Parabenizo, também, Mairton pelo lindo blog, que sempre nos mantém informados. Beijos.

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  2. É interessante esta reflexão proposta pelo Cláudio. Analisar, expor a opinião sobre o mercado literário atual. Nós vamos observando...

    Parabéns ao blog e ao colunista.
    Abraços

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  3. olá, ótima análise do mercado literário! Concordo com o que tu disseste sobre o magnetismo literário que cada autor possui com seu próprio brilhantismo. Infelizmente, a divulgação de boas obras literárias ainda é escassa, o que "esconde" muitos bons autores nacionais e internacionais. De fato, ser um sucesso literário não é fácil e depende de muitos fatores.. bjos
    www.mybookshelf.com.br

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