segunda-feira, 9 de julho de 2012

Ser ou Não Ser de Ninguém (De Mairton Costa)



Na hora da festa, do auge da diversão muitos jovens levantam as mãos e gritam pra todo mundo ouvir: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. Passado então o efeito da diversão, as vezes das bebidas, esses mesmo jovens ocupam ouvidos de amigos ou mesmo status de facebook ou outra rede social para reclamar da solidão, reclamar da falta de amor, etc.etc.etc... A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.
Ai me vem a pergunta, será que vale apena mesmo esse “Ficar por Ficar”? Será que realmente é isso que querem?
Beijar na boca é bom? Claro que é. Viver sem compromisso, sem cobranças e “pegar” aquela gatinha é bom? Obvio que é. Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optar. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.

Ser de todo mundo, não ser de ninguém é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão.

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